sábado, 15 de maio de 2010

Paraguai: receita das exportações cresce 23% até abril

A matéria foi publicada no site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em 13/05/2010:

"As exportações de carnes do Paraguai, incluindo produtos e subprodutos de origem animal, aumentaram em 47% nos primeiros quatro meses do ano comparativamente com o mesmo período do ano anterior. O valor das exportações de carne até 30 de abril foi de US$ 295,179 milhões.

Segundo o relatório estatístico do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa) do Paraguai, as exportações de produtos e subprodutos de origem animal (carne, miúdos e derivados) entre os meses de janeiro e abril de 2010 foram de 97.300 toneladas, contra 78.800 toneladas no mesmo período do ano anterior, que teve um valor de US$ 201,193 milhões. Isso representa um aumento da ordem de 23,43% em volume e de 46,71% em valor.

Uma particularidade se observa no caso da carne bovina, uma vez que, apesar do menor volume exportado (53.450 toneladas esse ano frente às 54.253 toneladas do ano passado), o valor aumentou em 23,7%, passando de US$ 162 milhões no primeiro quadrimestre de 2009 para mais de US$ 21 milhões esse ano. Isso faz com que o preço médio de venda da carne paraguaia a nível internacional tenha sido de aproximadamente US$ 3.760 por tonelada.

Se continuar assim, esse ano o Paraguai poderá chegar a um novo recorde no valor das exportações de carne que atualmente está em torno de US$ 600 milhões, registrado em 2008, já que no ano passado houve uma queda de 20% no valor.

A reportagem é do ABC Color Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

segunda-feira, 15 de março de 2010

Risco zero de Aftosa no Paraná. Será?

Matéria publicada em Beef Pointe (www.beefpoint.com.br) em [15/03/2010]

"O Paraná fez um pedido ao Ministério da Agricultura para tornar-se área livre da febre aftosa sem vacinação e aguarda o resultado, possivelmente, para o segundo semestre deste ano. A grande dúvida do setor produtivo é se haverá segurança caso ocorra um novo foco da doença.

A Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab) informou que o Estado está tecnicamente preparado para atender casos suspeitos ou confirmados, no menor tempo possível.

Por outro lado, representantes dos produtores acreditam que não existe risco zero e que a vigilância deve ser constante. A recuperação econômica não é tão automática assim. Santa Catarina que recebeu o reconhecimento internacional de área sem vacinação desde 2007, ainda não conseguiu voltar aos mesmos volumes de exportação anteriores a 2005, quando surgiram os focos da doença no Mato Grosso do Sul.

Depois que o Paraná conseguir o reconhecimento nacional ainda precisará esperar um ano para fazer a solicitação para a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O chefe da divisão de sanidade animal da Seab, Marco Antonio Teixeira Pinto, disse que o País está vivendo uma situação favorável porque não há circulação viral no Brasil. E ainda os Estados que têm influência para o Paraná como São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul são área livre com vacinação.

No Mato Grosso do Sul e no Paraguai há uma zona de alta vigilância que estende-se 15 quilômetros depois das fronteiras. Na outra entrada para o Brasil há o lago de Itaipu que, de certa forma, faz uma barreira natural.

Hoje há 31 postos de fiscalização em fronteiras e divisas do Estado que devem ser ampliados em mais dois. São 122 médicos veterinários que vão cuidar só de trânsito animal e o quadro será ampliado em mais 43 profissionais. Além disso, serão mais 110 auxiliares administrativos para a área de defesa animal. O Estado ainda conta com postos de fiscalização inclusive com fiscais volantes.

Teixeira Pinto explica que, mesmo com o fim da vacinação, os produtores terão que declarar o número de animais a cada semestre. ''O Paraná está seguro, mas o importante é o criador cuidar do próprio patrimônio'', disse.

''Não existe risco zero. O que há é uma estrutura pronta para proteger o Paraná e resolver qualquer problema caso ocorra. A lição de casa foi feita. Agora, estamos indo para a prova'', disse o médico veterinário do departamento técnico-econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Fabricio Monteiro.

Ele lembrou que o Estado conta ainda com o Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Paraná (Fundepec) que já foi usado em 2005 quando ocorreram os focos no Estado. Hoje, há cerca de R$ 20 milhões em caixa para ser utilizado em caso de qualquer emergência. ''Temos estrutura e produtores comprometidos com 98% de índice de vacinação e um fundo indenizatório'', destacou.

O superintendente adjunto da Ocepar, Nelson Costa, acredita que o Estado não terá problemas ao retirar a vacinação. Ele lembrou que há uma barreira boa na fronteira com Santa Catarina, no Leste existe o Rio Paraná e no Norte e Noroeste São Paulo e Mato Grosso do Sul também são área livre com vacinação e, segundo ele, há um trabalho integrado entre os Estados. ''Estamos seguros em relação às fronteiras'', disse.

A matéria é de Andréa Bertoldi, publicada na Folha de Londrina, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Demanda por boi em 2010

Publicado no site Scot Consultoria em 19/01/2009, por Lygia Pimentel (Medica Veterinária):

"O mercado do boi gordo continua andando de lado. Mediante uma demanda por carne enfraquecida, mesmo
com a oferta de boi, os preços não reagem.
Entretanto, para 2010, temos fatores de alta.
Por exemplo, a retomada de abates de algumas plantas que estavam paralisadas e que foram arrendadas por
outros frigoríficos.
Alguns desses planos já estão se cumprindo e outros já têm data certa para iniciar. Isso faria com que a
demanda por boi aumentasse, de acordo com a simulação da Scot Consultoria, até 3,5 milhões de cabeças por
ano. Observe a figura 1.



Então 2010, um ano que deveria começar a acender a luz amarela para os preços devido à fase atual do ciclo
pecuário ainda pode ser um ano de preços firmes. É claro que outras variáveis influem, como demanda por
carne e o dólar, que é considerado o principal entrave.
É esperar para ver.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Paraguay exporta mais carne em 2009

Fonte site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em:

08/01/2010]

"O Paraguai exportou em 2009 um volume de carne bovina superior ao exportado em 2008, mas recebeu um valor menor pelas vendas devido à baixa cotação do dólar norte-americano no mercado mundial, segundo informaram autoridades do país.

Em 2009, o Paraguai exportou 169,566 mil toneladas no valor de US$ 516 milhões. A venda foi superior aos 162 mil de toneladas exportados em 2008, mas o valor foi menor, já que no ano passado foi de US$ 595 milhões.

"O valor das exportações de carne teve uma queda de aproximadamente 13% devido à baixa na cotação mundial do dólar norte-americano, pela crise internacional, que repercutiu em nossas finanças", disse o presidente da Associação Rural, Juan Néstor Núñez. Os principais mercados do Paraguai são Chile, Rússia, Taiwan e Israel.

O presidente da Câmara de Exportadores de Carne do Paraguai, Korni Pauls, disse que em 2010 o país aumentará as vendas ao Chile e à Rússia. Somente em 2009, ambas as nações compraram 94.000 toneladas, por US$ 293 milhões.

"As exportações à União Europeia (UE) estão em negociações, porque, de acordo com suas exigências, somente 38 fazendas foram habilitadas para fornecer animais aos frigoríficos vendedores".

Com relação à Venezuela, ele disse que o país demonstrou interesse, mas ainda não definiu se importará ou não o produto paraguaio".

A reportagem é do The Associated Press, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Sujo falando do encardido

A associação de produtores rurais da Irlanda voltan a pedir embargo da carne bovina brasileira. Na matéria a baixo do site Beef Point (www.beefpoint.com.br) vocês podem ver o que diz o presidente da associação, depois volto a comentar:

"Os produtores irlandeses novamente atacaram os padrões da carne bovina brasileira que está sendo exportada à União Europeia (UE). O presidente da Associação de Produtores Rurais da Irlanda (IFA, da sigla em inglês), Padraig Walshe, disse que o último relatório do Serviço de Alimentação e Veterinária da União Europeia (FVO, sigla em ingles) da UE prova novamente que a produção de carne bovina no Brasil não cumpre os padrões dos europeus, com metade das propriedades inspecionadas falhando em cumprir os requerimentos da UE em assuntos importantes como registro, rastreabilidade e controles de movimentos. Além disso, ele disse que carne bovina brasileira desaprovada entrando na UE representa riscos sérios e inaceitáveis em termos de febre aftosa para o bloco europeu.

Walshe disse que com a confirmação do FVO de que o sistema no Brasil de verificação de fazendas para exportar para a Europa tem efetivamente falhado, o Comissário para Saúde e Direitos do Consumidor da Comissão Europeia, Androulla Vassiliou, precisa executar a parada imediata desse processo que tem liberado mais de 1.200 fazendas brasileiras até agora.

"Está claro e bem estabelecido por vários relatórios do FVO que as autoridades brasileiras não são capazes e nem preparadas para tomar as atitudes necessárias para cumprir os padrões da UE. A Comissão Europeia não tem outra alternativa a não ser re-impor uma barreira às importações de carne bovina brasileira".

"Esse último relatório novamente justificou as descobertas da investigação feita pela IFA/Farmers Journal no Brasil em 2007, que mostrou a falta de rastreabilidade do gado, ampla remoção ilegal de identificadores, movimentos e controles de febre aftosa totalmente inadequados e uso de hormônios promotores de crescimento".

Comento: Póis é vejam só como eles são rigorosos no controle de carne importadas. Porém vejam só uma matéria publicada pelo mesmo site em 26/01/2009:
"Mais de sete mil bovinos de oito rebanhos da Irlanda do Norte foram envolvidos na crise de contaminação com dioxina e serão abatidos a um custo estimado de 3 a 4 milhões de libras esterlinas (US$ 4,42 a 5,89 milhões). O Governo do país anunciou que um esquema de abate e descarte será introduzido para manter os animais que foram alimentados com ração contaminada fora da cadeia de alimentos humanos."
Resumindo, esses animais foram contaminados por falta de controle, e houve ainda o caso de contaminação da carne suina, nos abatedouros, pura falta de higiene dos frigoríficos. Então olhem isso, a Irlanda apontando seu dedo sujo ao Brasil nos acusando de falta de controle sanitário, temos que rir para não chorar.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

EUA têm menor rebanho bovino desde 1973

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em 31/07/2009:

"O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou na sexta-feira o relatório sobre o rebanho bovino do país, que mostrou que, em 1 de julho, o mesmo era de 101,8 milhões de cabeças, 1,5% a menos que no ano anterior e indicado como o menor rebanho desde que o USDA começou a registrar esses dados em 1973.

O número de bovinos e bezerros de engorda para o mercado de abates nos Estados Unidos em confinamentos com capacidade de 1.000 ou mais cabeças totalizou 9,8 milhões em 1 de julho, 5% a menos que em 1 de julho de 2008.

As colocações em estabelecimentos de engorda durante junho totalizaram 1,39 milhão, 8% a menos que em 2008, a segunda menor colocação para o mês de junho desde que esse registro começou em 1996.

O número de gado para engorda em todos os confinamentos dos EUA em 1 de julho de 2009 totalizou 11,6 milhões, 5% a menos que os 12,2 milhões que em 2008.

As vendas de gado gordo durante junho totalizaram 1,99 milhão, 1% a mais que em 2008. Esse é o segundo menor volume de gado gordo comercializado no mês de junho desde que o registro começou em 1996.

A reportagem é do MeatingPlace.com, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Exportação de boi em pé: Brasil X Austrália

Pelo site Scot Consultoria (www.scotconsultoria.com.br): em 10/07/2009
Por Fabiano Tito Rosa

"De acordo com estatísticas do Australian Bureau of Statistics, divulgadas pelo Meat and Livestock Australia (MLA), a Austrália exportou 91.851 cabeças de gado bovino em maio último. Foi o melhor mês de maio desde 1997 e, no acumulado do ano (janeiro a maio), os embarques australianos já chegaram a 330.000 cabeças.

O Brasil, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), exportou 30.073 cabeças em maio, volume 67% menor do que o dos australianos. No acumulado de janeiro a maio, o Brasil embarcou 189.519 cabeças, 43% a menos do que a Austrália.

Em 2008 as exportações brasileiras chegaram a 398.820 cabeças. A Austrália, por sua vez, exportou 868.000 cabeças, 118% a mais que o Brasil.

A diferença está se estreitando. Vale destacar que o Brasil não exportava nada até 2002 e, hoje, já é o quarto maior exportador mundial de gado em pé, atrás apenas de Canadá, México e Austrália".

quarta-feira, 1 de julho de 2009

BNDES "viaja" na onda do Greenpeace

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em 01/07/2009:

"BNDES deve aumentar as exigências para frigoríficos

Depois que o Greenpeace e o Ministério Público do Pará denunciaram, em ações simultâneas, no início de junho, que parte da carne e do couro vendida por grandes frigoríficos vem de fazendas que desmatam a Amazônia - denúncias que atingiram também o BNDES, que é acionista de grandes frigoríficos-, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) se prepara para anunciar, na semana que vem, um compromisso ambiental que prevê uma série de exigências para a concessão de empréstimos por parte do banco.

Dentre as exigências, estaria a implementação de um programa de rastreabilidade que permita dizer se a carne que chega aos supermercados tem origem em fazendas que contribuem para o desmatamento do bioma amazônico. Detalhes do compromisso foram acertados em reunião realizada na última sexta-feira em São Paulo, com representantes dos frigoríficos e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

A rastreabilidade é tida como a única forma de garantir com segurança que o gado não está avançando em áreas de desmatamento. Entretanto, os desafios para se colocar um "brinco" na orelha do boi são muitos. O principal é o notório alto índice de sonegação no setor. "A sonegação é muito forte e, se você coloca o brinco no boi, você tem de declarar o animal", diz um executivo do setor com passagem pelo governo. Estima-se que 35% do abate realizado no País seja informal. "Se não houver um grande incentivo, não vai funcionar." Além da informalidade, há a questão do custo.

Nas últimas semanas, a Associação Brasileira dos Exportadores de Carne (Abiec) recebeu oito empresas de tecnologia de rastreabilidade, e espera iniciar a implantação de um sistema de rastreabilidade piloto até o final deste ano. "Se o programa piloto der certo, em três a quatro anos podemos implantar o sistema em todo o País", diz o presidente da Abiec, Roberto Gianetti da Fonseca. "Assinar uma moratória da carne hoje é demagogia. Só com a rastreabilidade teremos condição de garantir desmatamento zero."

terça-feira, 23 de junho de 2009

Ajuda muito quem não atrapalha

Por Fabiano Tito Rosa do site Scot Consultoria (www.scotconsultoria.com.br) em 22/06/2009:

"Não vou entrar nos méritos. Mas o fato é que as ações do Ministério Público e da Polícia Federal no Pará e Rondônia têm servido, ao menos, para “bagunçar” o mercado do boi gordo. Ninguém sabe de quem pode comprar e para quem pode vender, levando à retração do ritmo dos negócios e à desvalorização da arroba.

Ao final, todos os pecuaristas saem prejudicados. Sem exceção.

No decorrer do mês de junho (até dia 19) a Scot Consultoria registrou desvalorização de 0,9% para a arroba do boi gordo, considerando a média de 28 praças pesquisadas.

As maiores retrações foram registradas justamente no Pará: -5,6% em Marabá e -7,0% na região de Redenção.

Em Rondônia, onde o mercado se mostrava relativamente firme, o boi recuou dois dias seguidos (18 e 19), passando de R$70,00/@ para R$68,00/@. Isso graças à “Operação Abate”.

Estive na Feicorte na semana passada, em São Paulo, e o futuro da pecuária na Amazônia Legal era o tema que dominava todas as rodas de discussão.

Logística deficiente, invasões de terra, pressões sócio-ambientais, ações do Ministério Público, ações da Polícia Federal, corrupção deslavada, preconceito, desgaste de imagem... será que dá para continuar produzindo carne no Norte do Brasil?".

terça-feira, 26 de maio de 2009

Diminui reserva mundial de grãos

Pelo site Portal do Agronegócio (www.portaldoagronegocio.com.br)em 26/05/2009.

"No caso da soja, a elevação das cotações internacionais responde ao que os analistas chamam de choque de oferta. Há dois anos o mundo produz menos soja do que consome.
Em 2009, a recessão econômica vai reduzir em 3% a demanda pelo grão, mas a produção mundial, que já havia sido deficitária no ciclo anterior, vai cair 4%. Como resultado, os estoques mundiais do grão recuarão ao mais baixo nível dos últimos cinco anos no ciclo 2008/09.

"Mesmo que a safra 2009/10 seja cheia no mundo todo, ainda assim não será suficiente para recompor os estoques", calcula Pedro Collussi, analista da AgraFNP. O excedente mundial de soja, que chegou a ser superior a 60 milhões de toneladas em 2007, será de apenas 42,5 milhões de toneladas no ciclo 2008/09. A relação entre estoque e consumo, que alcançou confortáveis 28% há dois anos, despencou para 19% neste ano. Os dados são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)...".

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Alguém tem que perder

Pelos site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em 22/05/2009

"Minc busca apoio para se opor a ruralistas

A disputa em torno do Código Florestal continua acirrada e novas alianças começam a se formar. Acuado pela ação do forte lobby ruralista no Congresso, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, reagiu ontem às propostas de reforma do Código Florestal Brasileiro buscando o apoio de movimentos sociais de produtores familiares, assentados da reforma agrária, agricultores sem terra e ambientalistas.

Com este apoio Minc deve ter mais força nos debates e afirmou que a aliança com os produtores familiares seria estratégica para evitar uma "derrota histórica" nas discussões sobre a reforma do Código Florestal no Congresso. O avanço das teses ruralistas no Congresso preocupa os ambientalistas.

Para convencer os novos aliados, o ministro prometeu tratamento diferenciado aos agricultores familiares e afirmou que é possível estudar concessões como a recomposição de áreas de preservação permanente (APPs) com espécies nativas combinadas ao plantio de frutas e somadas as APPs com áreas de reserva legal, pagamento por serviços ambientais, regularização fundiária e a compensação de áreas degradadas com doações de áreas preservadas.

Também estão sendo discutidas medidas como permitir que pequenos produtores o cultivem regiões com declividade superior a 45 graus (topos de morro). "Tem que haver essa diferenciação da agricultura familiar e do agronegócio. Vamos manter e apoiar o Ministério do Meio Ambiente e derrubar as propostas dos ruralistas", disse a secretária de Meio Ambiente da Confederação dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), Rosecléia dos Santos.

Na reunião, Minc afirmou que o encontro era o início do "movimento de reação" contra as alterações propostas na medida provisória 459, que modifica a legislação ambiental. "Não queremos uma derrota honrosa", afirmou. "Vamos dar um tratamento diferenciado à produção familiar para fazer face ao rolo compressor dos ruralistas e terminar de vez com esse terrorismo que está sendo tocado em cima do pequeno agricultor, que acaba sendo arregimentado para interesses daquele que quer passar a motosserra e o trator em cima do que restou."

A matéria é de Mauro Zanatta, publicada no Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe Agripoint".

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Preço do boi gordo em queda

Pelo site Scot Consultoria (www.scotconsultoria.com.br) em 11/05/2009

Por Rafael Ribeiro de Lima Filho

"Os frigoríficos continuam pressionando negativamente os preços do boi gordo no Mato Grosso.

Na última semana, de acordo com levantamento da Scot Consultoria, a arroba caiu R$1,00 na região de Cuiabá e os negócios ocorreram, em geral, a R$71,00/@, a prazo, para descontar o funrural.

Com a melhor oferta de animais terminados nas últimas semanas, os frigoríficos alongaram as escalas de abates, que giram em torno de 5 a 6 dias . Entretanto, contando com preços menores, o pecuarista já começa a segurar o gado.

Na região de Cuiabá, o boi gordo acumula queda de quase 3% desde o início de maio, é a maior desvalorização no Estado".

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Abiec confirma que exportação para o Chile está liberada

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em 23/04/2009

"A exportação de carne bovina in natura e congelada do Brasil para o Chile está liberada a partir de hoje. A autorização foi dada ontem pelo governo chileno, conforme informações do diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Otávio Cançado. "O comércio de carne bovina com o Chile está liberado a partir de hoje", garantiu Cançado.

Ele explicou que 18 unidades de frigoríficos pleiteavam a liberação das exportações, das quais 16 tiveram o pedido atendido. Ainda não há, porém, detalhes sobre as plantas que foram aprovadas, nem sua localização. Cançado acrescentou que o objetivo agora é descobrir quais os critérios que levaram à desaprovação de duas unidades. "Mas acreditamos que isso pode ser revertido em breve, em questão de semanas, e todas as 18 unidades possam exportar para o Chile".

O diretor executivo acrescentou que o passo seguinte é retomar as vendas aos níveis de 2005, quando o comércio com aquele país foi fechado. Naquela época, o Chile deixou de reconhecer regiões do Brasil como livres de febre aftosa. Desde então, 36 unidades de frigoríficos ficaram impedidas de exportar carne bovina para aquele país. "Vamos trabalhar para que as 36 unidades voltem a exportar, pois todas têm o mesmo padrão de qualidade", garantiu.

Hoje o potencial de exportação de carne bovina para o Chile alcança cerca de 100 mil toneladas por ano, conforme cálculos da Abiec. O Brasil pode se tornar em breve o principal fornecedor de carne bovina para o Chile, tomando mercado de países como Argentina e Uruguai, que representam, respectivamente, 45% e 41% do volume importado.

Cançado criticou a demora na liberação das exportações pelo governo chileno. "Foram três anos para o reconhecimento do Brasil como área livre de aftosa e mais 4 meses para a habilitação das 16 unidades". "Outros países precisaram de 1 ano e meio entre o reconhecimento e as primeiras habilitações", concluiu.

As informações são da Agência Estado, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint".

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Paraná se destaca na prevenção da gripe aviária

Pelo site Portal do Agronegócio (www.portaldoagronegocio.com.br) em 21/04/2009:

"O Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso têm a melhor classificação entre os 22 estados brasileiros que participam do Plano Nacional de Prevenção à Influenza Aviária e Doença de Newcastle, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O resultado foi anunciado pelo secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Inácio Kroetz, nesta sexta-feira (17), em Curitiba/PR. Esta é a segunda auditoria para avaliar o desempenho dos estados no programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA). Segundo Kroetz, com o relatório da avaliação, o setor público e a iniciativa privada de cada um dos 22 estados poderão criar um novo plano de ação e adotar medidas corretivas para melhorar a capacidade de gerenciamento e reação, em caso de detecção de algum foco da doença. O secretário ressaltou que o relatório indica os pontos fortes e fracos da atividade em cada região, lembrando que a classificação é específica para regionalizar o risco, não considerando a qualidade do produto.

Segurança aos consumidores

De acordo com Inácio Kroetz, o Plano Nacional de Prevenção à Influenza Aviária e Doença de Newcastle tem como objetivo fortalecer a estrutura de defesa sanitária e dar garantias aos consumidores sobre a qualidade dos produtos avícolas. "Em termos de volume, o frango é a carne mais exportada pelo Brasil. Atualmente, o País responde por cerca de 30% de participação na produção e exportação de frango de corte no mundo", destacou. A criação desse sistema de classificação atendeu a uma reivindicação do setor produtivo, dentro do programa de regionalização da avicultura brasileira. "O plano verifica a capacidade de gerenciamento de risco no setor aviário e conta com a participação de 22 estados brasileiros para análise dos procedimentos de proteção do plantel avícola nessas localidades", finalizou Kroetz".

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Paraguai: cresce exportação de carnes no 1º trimestre

Pelos site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em 15/04/2009:

"Ao fechamento do primeiro trimestre, as exportações acumuladas de carne do Paraguai representam uma receita 2% superior à do mesmo período do ano passado, segundo um relatório de comércio exterior do Banco Central do Paraguai (BCP). O valor das exportações de carne foi de US$ 122,1 milhões, frente aos US$ 119,8 milhões do ano passado.

De acordo com as estatísticas, foi revertida a tendência que se vinha observando no segundo semestre do ano passado, já que em janeiro, o país obteve uma receita de exportação de carnes de US$ 29,7 milhões; em fevereiro, US$ 39,1 milhões e, em março, US$ 53,2 milhões.

No ano passado, observou-se um constante aumento até o mês de julho, quando a receita de exportações de carne chegou a US$ 77,9 milhões. Depois disso, a receita foi caindo, até chegar ao piso de US$ 29,7 milhões em janeiro desse ano.

As causas disso foram basicamente duas. Uma, a queda dos preços no mercado internacional, em coincidência com a crise econômica global; e a outra, a perda do mercado chileno devido à entrada de carne australiana, com maior competitividade na produção e um menor preço.

No entanto, nos últimos dois meses, a tendência decrescente se reverteu, o que terá um efeito positivo no setor de carnes. Isso também terá um efeito negativo para os consumidores, já que com o aumento das exportações se pode registrar um aumento no preço da carne, segundo expressaram técnicos do BCP.

Nos últimos meses, junto com a redução das exportações, houve uma queda nos preços da maioria dos cortes de carne. Embora os preços não tenham baixado muito, pelo menos se mantiveram mais accessíveis em comparação aos picos mais elevados registrados durante o ano anterior.

Com os resultados alcançados nos três primeiros meses do ano, a carne se mantém como o segundo produto de exportação do Paraguai, em divisas, atrás da soja.

A reportagem é do Ultimahora.com, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

terça-feira, 14 de abril de 2009

Mercado do boi gordo já recuperou parte da queda desde o começo do ano

Por Maria Gabriela O Tonini do site Scot Consultoria (www.scotconsultoria.com.br) em 14/04/2009.

"Do começo de 2009 até meados de março os preços do boi gordo caíram, em média, 8,64%, considerando as 28 praças pesquisadas pela Scot Consultoria. Em algumas regiões os recuos ultrapassaram 13%, como é o caso do Triângulo Mineiro, Belo Horizonte-MG e Goiás. Já em outras praças as cotações caíram menos. No Tocantins e no Pará, por exemplo, o boi gordo caiu cerca de 5% no período.

As quedas ocorreram pois houve uma diminuição na pressão do lado da demanda por carne. As exportações mantiveram-se inibidas, e os frigoríficos, receosos com a situação no mercado interno e externo, diminuíram os abates.

Mas, de meados de março até agora, o mercado tem trabalhado com preços mais firmes e em alta na maior parte das praças. Os pastos estão ajudando os pecuaristas na venda compassada dos animais e aos poucos as vendas de carne são retomadas.

Desde o início de março, o mercado já recuperou 3% dos 8,64% “perdidos” desde o começo do ano. Mas em comparação a abril de 2008, os preços hoje estão 2,12% mais altos, considerando todas as praças pesquisadas. Já em comparação com 2007, a alta chega a 41%.

De fato os preços caíram desde o começo do ano, mas em comparação com os anos anteriores, as cotações estão a favor do pecuarista".

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Estimativas para safra de grãos 2009

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br)em 08/04/2009

"A terceira estimativa da safra agrícola 2009, divulgada nesta terça-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), manteve a previsão de queda na produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas. O recuo apontado pelo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de março, no entanto, é menor do que o estimado em fevereiro.

De acordo com o documento, a produção este ano deverá atingir 136,4 milhões de toneladas, o que significa uma redução de 6,5% em relação à do ano passado, quando foram colhidos 145,9 milhões de toneladas. A área plantada deve chegar a 47,1 milhões de hectares, 0,1% menor que a de 2008 (47,2 milhões de hectares). A última previsão da safra agrícola, feita pelo IBGE em fevereiro, apontava uma queda de 7,3% em relação à do ano passado, em consequência das instabilidades climáticas, e um aumento de 0,3% na área plantada.

Entre os 25 produtos pesquisados, nove apresentam alta na estimativa de produção em relação a de 2008: amendoim em casca segunda safra (16,7%), arroz em casca (4,7%), cacau em amêndoa (3,1%), cana-de-açúcar (4,0%), cebola (5,9%), feijão primeira safra (17,4%), feijão segunda safra (5,8%), laranja (0,6%) e mandioca (3,8%).

O levantamento prevê ainda queda na produção nas regiões Sul (-8,8%), Centro-Oeste (-7,5%) e Sudeste (-4,3%). Já para o Nordeste (3,8%) e para o Norte (0,7%), a previsão é de alta.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também divulgou ontem (07), em Brasília, um novo levantamento da safra de grãos 2008/2009. A estatal prevê um resultado melhor do que o anterior, que previu a primeira alta após cinco quedas consecutivas. A produção deverá chegar a 137,57 milhões de toneladas, crescimento de 1,7% em relação à da pesquisa anterior, que projetava a colheita de 135,32 milhões de toneladas.

As informações são do DCI, adaptadas e resumidas pela Equipe AgriPoint".

terça-feira, 7 de abril de 2009

Preços de lácteos reagiram em março

Por Cristiane de Paula Turco do site Scot Consultoria (www.scotconsultoria.com.br), em 07/04/2009.

"De acordo com levantamento da Scot Consultoria os preços dos lácteos no varejo de São Paulo reagiram, em média, 2,38% em março. Em relação a março de 2008, as cotações ficaram cerca de 15% mais altas.

Já nas indústrias, os preços dos lácteos caíram 5% quando comparado ao mesmo período do ano passado. Destaque para o leite em pó, cuja queda chegou a 22% no mesmo período.

Interessante destacar que, com exceção de pouquíssimos produtos, como o leite fluido e a manteiga, todos os produtos estão com cotações mais baixas do que no ano passado, situação bem diferente do que foi observada nos supermercados.

No varejo, apenas o valor do leite em pó está mais baixo. Isso se deve ao fato do Brasil ter diminuído as exportações do produto nos últimos meses, provocando excedente no mercado interno".

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Incentivo fiscal aos exportadores

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em 02/04/2009

"Há muito esperado pelos produtores agrícolas e especialmente pela agroindústria, a regulamentação do Drawback Integrado foi enfim assinada ontem pela secretaria da Receita Federal, Lina Maria Vieira. A nova portaria regulamenta a legislação que permite a isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do PIS/Cofins na aquisição de insumos no mercado interno, quando o produto final for destinado ao comércio internacional. O mecanismo foi criado em dezembro e o objetivo era incluir o setor agrícola, principalmente os avicultores.

Em entrevista à Gazeta Mercantil, a secretária da Receita Federal informou que a regulamentação do regime especial Drawback Integrado vai contribuir para estimular as empresas e melhorar os números da balança comercial. "Isso vai ajudar muito os exportadores, pois estamos fazendo a suspensão das alíquotas de IPI, PIS/Confins, para que essa indústria compre os insumos. Tudo que é empregado ou consumido na industrialização ou na elaboração do produto a ser exportado terá a suspensão desses tributos. Isso vai facilitar bastante a vida do exportador", disse Lina.

Questionada sobre o impacto fiscal com a inclusão do setor agrícola no drawback, a secretária Lina respondeu que não se deve exportar tributo e que o importante é o estímulo que o mecanismo vai proporcionar às exportações. No caso do setor agrícola, ela calcula uma desoneração de 14,25% nas alíquotas de PIS/Confins e IPI. Hoje a alíquota de PIS/Confins é de 9,25% e a do IPI de 5% em média.

Segundo a portaria, serão desonerados dos insumos o IPI vinculado à exportação e o PIS/Pasep e PIS/Confins. Serão beneficiadas pelo regime especial as empresas que declaram impostos pelo lucro real, segundo esclarecimentos de fontes do Fisco. E serão vedadas as empresas que declaram pelo Regime do Simples, lucro presumido e cooperativas, com exceção das cooperativas agrícolas.

"Essa é uma medida de facilitação. O que estamos fazendo é incentivar o mercado interno para que ele produza e exporte mais sem entraves que existiam na incidência do PIS/Confins em todos os insumos que o exportador adquiria para produzir o produto e exportar", declarou. O MDIC está desenvolvendo um software para incluir o setor agrícola no sistema especial Drawback Integrado.

A matéria é de Viviane Monteiro, publicada na Gazeta Mercantil, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Preço do leite x alimentos concentrado

Pelo site Scot Consultoria (www.scotconsultoria.com.br): 01/04/2009

Por Cristiane de Paula Turco

"De acordo com levantamento realizado pela Scot Consultoria, em março, as relações de troca entre o leite e os principais alimentos concentrados melhoraram 7,6%, em média para o produtor, quando comparadas com o mesmo período de 2008.

Dos produtos analisados (farelo de soja, farelo proteinoso de milho, uréia pecuária, farelo de arroz, milho, farelo de trigo, polpa cítrica e caroço de algodão), a relação de troca com a polpa cítrica foi a que mais melhorou. Em média, o poder de compra do produtor de São Paulo aumentou 46,7% em relação a março do ano passado. Passou de 2,15 quilos de polpa/litro de leite para os atuais 3,16 quilos/litro de leite.

Apenas para o farelo de soja e para a uréia foi registrada queda nas relações de troca. Respectivamente, o poder aquisitivo do produtor piorou 25,4% e 10,7%. Isso porque além do preço do leite ter caído de 2008 para 2009, as cotações desses concentrados subiram no mesmo período.

Para os demais produtos analisados, considerando março de 2009 em relação a março de 2008, as relações de troca aumentaram 20,7% para o farelo proteinoso de milho, 14,1% para o farelo de arroz, 14,4% para o milho, 0,2% para o trigo e 0,7% para o caroço de algodão".

segunda-feira, 30 de março de 2009

Bovinos: aumento no abate de fêmeas

30/03/2009
Por Maria Gabriela O Tonini, retirado do site Scot Consultoria (www.scotconsultoria.com.br).

"A participação das vacas nos abates de bovinos (vacas + bois) voltou a diminuir em 2008.

Segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considerando os abates de bois e vacas, as fêmeas tiveram participação de 38,6%.

A participação nesta proporção não ocorria desde 2003, quando as fêmeas representaram 36,6% do abate.



Entre 2004 e 2007, o aumento da proporção de fêmeas abatidas indicou abate exacerbado de matrizes e conseqüente redução do rebanho e da produção de carne. Mas em 2008, pelo segundo ano consecutivo, a participação das fêmeas no abate diminuiu, o que indica menor abate de matrizes e conseqüente retomada do ciclo pecuário".

quarta-feira, 18 de março de 2009

Kroetz: "Brasil ainda precisa se livrar do estigma da febre aftosa"

Pelo site Sonotícias (www.sonoticias.com.br/agronoticias/)
18 de março de 2009 - 10:58h
Autor: Agência Safras

"O Brasil ainda precisa se livrar do estigma da febre aftosa, segundo afirmou nessa terça, Inácio Kroetz, secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre o balanço da Campanha Nacional de Vacinação contra a Febre Aftosa de 2008, divulgado na segunda/feira.

"No momento em que estivermos livres da febre aftosa, mesmo com vacinação, nós vamos alcançar mercados que são mais exigentes mas, por sua vez, pagam melhora", afirmou o secretário.

Segundo o balanço, foram imunizados cerca de 168 milhões de animais na primeira etapa e 170 milhões na segunda, atingindo uma cobertura de 96% e 97%, respectivamente.

A meta é que o Brasil esteja livre da febre aftosa com vacinação dos animais até o final de 2010 e que, no futuro, a vacinação não seja mais
necessária, como ocorre atualmente em Santa Catarina".

terça-feira, 17 de março de 2009

Email

Bom dia pessoal, só um aviso: para me mandar email utilize o endereço "elizeudv@hotmail.com" o meu email "elizeudv@gmail.com" tenho consultado pouco por isso posso demorar para responder.
Obrigado.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Preços precuários em alta na Austrália

Pelo site Scot Consultoria (www.scotconsultoria.com.br) 16/03/2009.
Por Fabiano Tito Rosa

"De acordo com relatório do Meat and Livestock Austrália (MLA) os preços pecuários estão em alta no país. O movimento teve início para os bovinos “tipo exportação”, mas agora se espalhou para todas as categorias.

O MLA destaca, sem citar valores, que o clima mais favorável e o reaquecimento das vendas externas de carne e de gado respondem pelo movimento.

No que diz respeito à exportação, aponta que os preços de cortes congelados voltaram a subir para a União Européia. Que a demanda da Indonésia continua forte e que a Rússia está retomando as compras de carne sul-americana, com destaque para a brasileira, já promovendo recuperação das cotações.

Em síntese, há sinais de que o comércio internacional está voltando a se aquecer. Lembrando que, ao contrário do Brasil, a Austrália já havia registrado embarques recordes em fevereiro último".

sexta-feira, 6 de março de 2009

Carne bovina: mercado interno x mercado externo

Pelo site Scot Consultoria (www.scotconsultoria.com.br) em 06/03/2009.

"De 2000 a 2008 as exportações brasileiras de carne bovina cresceram 268%, sendo que a produção aumentou 45%. A importância do mercado externo, portanto, quase triplicou.

Ano passado, porém, as vendas externas registraram retração significativa. A produção também diminuiu, mas em menor proporção (mesmo considerando que esse número ainda pode ser revisto para baixo). Dessa forma, o mercado externo perdeu um pouco de sua importância.

Esse quadro pode se intensificar em 2009. Apesar de não haver ainda estatísticas de abate/produção atualizadas, é provável que as vendas externas estejam mantendo um ritmo de queda mais acentuado em relação ao ajuste que se observa para os abates.

Afinal, além do problema do crédito, é preciso considerar que, internamente, as quedas que vêem sendo registradas para a carne bovina têm sido relativamente mais comedidas do que no mercado internacional".

quinta-feira, 5 de março de 2009

Brasil aumenta área de alto risco na fronteira oeste

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) dia 05/03/2009:

"A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) publicou no Diário Oficial desta quarta-feira (4) a portaria 1.758, que altera o documento de criação da Zona de Alta Vigilância (ZAV), localizada na fronteira entre Mato Grosso do Sul e os dois países vizinhos.

Até então, a ZAV era composta por 11 municípios, que fazem fronteira com o Paraguai. Com a nova portaria, Corumbá e Ladário também são incluídos na área de proteção especial, ampliando as ações severas de cobertura do trânsito e da vacinação do gado para a área fronteiriça com a Bolívia.

A ZAV fica composta pelos municípios de Antônio João, Aral Moreira, Bela Vista, Caracol, Coronel Sapucaia, Japorã, Mundo Novo, Paranhos, Ponta Porã, Porto Murtinho, Sete Quedas, e agora, Corumbá e Ladário.

Criada em janeiro de 2008, a Zona de Alta Vigilância é uma região onde as ações de fiscalização do gado, tanto no trânsito como em ações de vacinação, são mais severas. Isso se deve aos focos de febre aftosa registrados em 2005, em alguns municípios do sul do Estado.

Em julho do ano passado, Mato Grosso do Sul recuperou o status de área livre de febre aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Já no começo deste ano, técnicos da União Européia visitaram propriedades para verificar as condições sanitárias e ampliar o comércio de carne bovina in natura entre o Estado e o bloco econômico.

Também no Diário Oficial desta quarta-feira (4), a Iagro definiu o calendário de vacinação contra a febre aftosa para 2009. Nas duas etapas, o período foi antecipado em, aproximadamente, 30 dias.

A primeira etapa acontece de 1° de abril a 15 de maio, com a vacinação de todo o rebanho bovino e bubalino, independente da idade. Já a segunda parte da vacinação deve acontecer entre 1° de outubro a 15 de novembro, também todo o rebanho bovino e bubalino, independente da idade.

Na vacinação de 2008, foram imunizados cerca de 21 milhões de cabeças de gado em todo o Estado. Após a vacinação, os produtores tem o prazo de 15 dias para informar à Iagro.

As informações são da Seprotur, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint".

segunda-feira, 2 de março de 2009

Rússia volta a comprar carne bovina paraguaia

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) dia 02/03/2009.

"A Rússia retomou a compra de carne bovina paraguaia após ter praticamente suspendido suas compras em agosto passado em decorrência da crise financeira internacional, segundo informou o Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa) do Paraguai.

O Senacsa disse que, nas duas primeiras semanas de fevereiro, os russos compraram 1.500 toneladas de carne, superando as 117 toneladas adquiridas em janeiro. Assim, a Rússia pode voltar a ser um dos principais mercados do Paraguai.

O principal mercado de carne do Paraguai é o Chile, que comprou nos dois primeiros meses do ano 5.700 toneladas, pagando US$ 17 milhões; em terceiro lugar está a Venezuela, com 1.600 toneladas.

A reportagem é do The Associated Press, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Exportação de bovinos vivos para abate ou reprodução

Pelo site Scot Consultoria (www.scotconsultoria.com.br) dia 23/02/2009.

"O Brasil exporta bovinos vivos para engorda/abate e para reprodução. No entanto, o mercado que mais cresce é o de animais para engorda e abate, em função dos preços mais baixos, maior facilidade de vendas e de acesso a mercados. Do ponto de vista sanitário, é mais complicado comercializar animais para reprodução.

O fato é que o Brasil ainda exporta um volume muito pequeno de bovinos para reprodução, mesmo tendo preços relativamente atrativos.

Em 2008, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o preço médio dos bovinos brasileiros exportados para engorda/abate foi de US$920 por cabeça. No mesmo período, os animais para reprodução foram comercializados por cerca de US$1.460 por cabeça. Uma diferença de quase 60% por animal".

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Produtores de leite querem desoneração de PIS e Cofins

Pelo site Portal do Agronegócio (www.portaldoagronegocio.com.br) em 19/02/2009:

"A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu, disse que levou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última segunda-feira (16) pedido para desonerar o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) dos insumos para criação de gado leiteiro.

Segundo a senadora, as taxas representam 40% do valor da ração e 5% dos sais minerais consumido pelos rebanhos. Segundo os cálculos da CNA, a desoneração pode reduzir de 4 a 6 centavos o custo de produção.

A CNA também pede que os países do Mercosul adotem uma tarifa externa comum taxando o leite importado em 30%. "É justo e transparente", comentou Kátia Abreu".

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Rastreabilidade: O Brasil e seus concorrentes no Cone Sul

Ótimo artigo publicado no site Beef Point (www.beefpoint.com.br) sobre os sistemas de rastreabilidade usados na America Latina, vale a pena dar uma conferida. A matéria é escrita pelo pecuarista Nelson Pineda e pelo professor Júlio Otávio Jardim Barcellos do departamento de Zootecnia da UFRGS.
Coloco a seguir um trecho da publicação do dia 17/02/2009:

"No mercado internacional da carne bovina, a exclusão ou embargo a um dos fornecedores, como é o caso do Brasil, produz movimentações em toda a cadeia do negócio. Um caso típico ocorreu após o embargo da UE, a Suíça também procedeu da mesma forma e estava criada a crise da Cervela - a linguiça nacional da Suíça - que precisa de tripa de zebuíno para sua fabricação. Depois que os suíços descobriram que a tripa de zebuíno dava maior resistência e durabilidade ao seu produto, todas as máquinas foram adaptadas às características da tripa de zebuínos e o Brasil era o grande fornecedor.

Sem o Brasil a crise da Cervela chegou quase a inviabilizar a fabricação da lingüiça nacional Suíça. Felizmente o Paraguai se credenciou como país livre de febre aftosa com vacinação, tem hoje um sistema de rastreabilidade e resolveu o problema dos suíços, conquistou um mercado, antes atendido pelo Brasil, e está credenciado para exportar para o Chile e a UE.

O Brasil está esperando a resposta da auditoria da União Européia sobre os novos rumos do SISBOV. Nossos maiores consumidores até 2007 continuarão fazendo exigências de equivalência de processos de rastreabilidade da carne bovina brasileira para importar novamente. Temos necessidade de reavaliar o que temos feito e se o grau de complexidade imposto aos produtores não está sendo um novo fator complicador do SISBOV.

A realidade é uma só, ou facilitamos o processo de rastreabilidade sem fazer mais do que está sendo exigido ou continuaremos sofrendo sanções com conseqüências incalculáveis sobre o já deprimido preço da arroba, agora diante de um cenário do comércio internacional desfavorável".

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Paraguai: volume exportado aumentou 200% em cinco anos

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em 15/02/2009

"Segundo os dados estatísticos do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa) do Paraguai, em 2003, foram exportadas 50.586 toneladas de carne bovina enquanto no ano passado as exportações foram de 155.755 toneladas, ou seja, esse valor triplicou em apenas cinco anos.

Um dos indicadores de crescimento econômico do setor pecuário é o saldo exportável de carne bovina, principal produto de venda ao exterior da pecuária paraguaia. De acordo com os dados da Direção de Planejamento e Estatística da Direção Geral de Serviços Técnicos (Digesetec) do Senacsa, o volume de exportação de carne bovina em 2003 foi de apenas 50.586 toneladas, com um valor de US$ 57 milhões.

Em 2003, os mercados habilitados para a carne paraguaia eram escassos por causa da febre aftosa. No entanto, no começo de 2005, o país recuperou o status sanitário de país livre de febre aftosa com vacinação. A partir desde ano, o volume de exportação de carne aumentou mais que o dobro (126.000 toneladas) e os valores passaram a ser preponderantes para a economia do país, já que se aproximou dos US$ 250 milhões.

Nos anos seguintes, o crescimento do saldo exportável de carne bovina foi sustentado, salvo em 2007, quando houve uma pequena queda, mas somente para se recuperar plenamente em 2008, quando foi registrado recorde absoluto e histórico de exportação.

Em 2008, o Paraguai exportou 155.755 toneladas de carne bovina, 17.122 toneladas de miúdos e 62.502 toneladas de subprodutos, por um valor total de US$ 735,613 milhões, valor nunca antes alcançado pelo setor de carne.

Outro dado do relatório do Senacsa é que, apesar de ter caído abruptamente os envios de carne à Rússia no final de 2008 (mais especificamente a partir de outubro) por causa da crise financeira global, este mercado representou 48,05% de toda a carne bovina exportada pelo Paraguai. Depois da Rússia esteve o Chile, com 29,66% e Angola, com 6,04%.

A reportagem é do ABC Color Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

UE: importações de carne recuam, preços aumentam

Por Beef Point (www.beefpoint.com.br) - 30/01/2009

A União Europeia (UE) apresentou fortes aumentos nos preços dos bovinos durante 2008, principalmente como resultado das menores importações de carne bovina do Brasil e da menor produção.

De janeiro a outubro de 2008, os volumes de importação da UE caíram em 38%, para 202.900 toneladas com relação ao ano anterior, de acordo com dados do Global Trade Atlas. As importações de carne bovina brasileira, o principal fornecedor do produto ao bloco europeu, caíram em 71%, para 61.400 toneladas em 2008 como resultado de uma barreira parcial.

De todos os principais fornecedores de carne bovina à UE, o Uruguai foi o único que aumentou seus envios a este mercado em 2008, com as importações aumentando em 72%, para 43.500 toneladas de janeiro a outubro. O valor médio das importações aumentou em 17%. Os maiores preços foram devido ao número limitado de fornecedores, à medida que a Argentina continuou com uma barreira parcial às exportações imposta pelo Governo, o Paraguai tem um número limitado de fazendas com permissão para exportar ao mercado europeu e os Estados Unidos permaneceram parcialmente banidos da UE devido às questões relacionadas ao uso de hormônios de crescimento.

Outros produtores menores que aumentaram seus envios à UE foram Nova Zelândia, Andorra, Croácia e Austrália.

A produção de carne bovina da UE em 2008 foi afetada pelos menores abates de novilhos e pelo declínio nos pesos médios das carcaças. Além disso, os níveis de abate de bovinos na UE caíram como resultado da retenção de animais pelos produtores leiteiros, devido às crescentes cotas de produção de leite e pelos maiores preços do produto deste a metade de 2007.

A reportagem é do Meat and Livestock Australia (MLA), traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Abiec: carne irlandesa pode trazer risco ao consumidor

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) no dia 16/12/2008.

"A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne) recomenda aos brasileiros que estão em viagem na Europa, que não consumam carne irlandesa.

Ao pedir carne nos restaurantes, o brasileiro deve se informar sobre a origem do produto. Se for irlandesa, descarte, diz a entidade. Otávio Cançado, diretor de relações institucionais da Abiec, diz que é "um absurdo" a atitude das autoridades irlandesas e da União Européia envolvidas no episódio de dioxina encontrada na carne da Irlanda, principal abastecedor de carne bovina na Europa. O nível de dioxina na carne bovina foi de 2 a 3 vezes superior ao permitido pelo Codex Alimentarius. Na suína, atingiu 200 vezes.

Cançado acha inadmissível o desleixo irlandês, principalmente quando as autoridades afirmaram que havia uma diferença muito grande entre os níveis da bovina e suína. Diferença existe, mas em ambos os casos há problemas aos consumidores, segundo Cançado.

Por muito menos, a União Européia baniu a carne brasileira dos países do bloco no início deste ano. Na avaliação da Abiec, o país teve problemas, mas nada tão sério como o da dioxina, que causa câncer. "Androulla Vassiliou, comissária européia para a saúde do consumidor, já deveria ter se manifestado sobre o assunto", diz Cançado.

A matéria é de Mauro Zafalon, publicada na Folha de S.Paulo, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Queda no preço do sal mineral

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) no dia 15/12/2008:

"Sal mineral: preço cai após 12 meses de alta

Após 12 meses de alta, o preço do sal mineral, item que mais pesa no custo de produção da pecuária, apresentou queda de 0,39% em outubro na média nacional. Este recuo se deve principalmente à redução da demanda por insumos para a produção de alimentos, decorrente da crise financeira mundial.

Apesar da retração, o custo da suplementação mineral acumula alta de 95,65% em 2008, segundo informações dos Ativos da Pecuária de Corte, publicação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP). Dos dez estados incluídos na pesquisa, Mato Grosso do Sul registrou a maior desvalorização do sal mineral em outubro, de 7,67%.

O levantamento revela também que o Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 0,23% em outubro, depois de registrar ligeira queda de 0,05% no mês anterior. No ano, a elevação do COE é de 30,67%. Já o Custo Operacional Total (COT) teve variação mensal de 0,42%, chegando a 27,74% de janeiro a outubro.

As informações são da Agência CNA, adaptadas pela equipe AgriPoint".

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Emissão de metano pela pecuária

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br), em 12/12/2008.

"Mapa: pecuária já reduziu emissão do gases

A quantidade de gás metano emitido por quilo de carne produzida reduziu, pelo menos 30%, nos últimos 18 anos. A informação é do professor da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo, Paulo Henrique Mazza Rodrigues, que participou do workshop sobre Sustentabilidade na Pecuária de Corte, realizado nesta quarta-feira (10), em Brasília. O metano é um dos principais gases que provocam o efeito estufa.

Segundo Paulo Henrique Mazza, um dos fatores que contribuíram para essa redução foi diminuir a idade do abate. "Não foi preciso mexer em nada em relação ao metano. Nós conseguimos reduzir a emissão desse gás trabalhando com estratégias de redução da idade do abate de cinco para três anos", afirma.

Durante o workshop foram apresentadas, ainda, outras ações que podem ajudar na diminuição da emissão de gases pela pecuária brasileira. Entre elas, a recuperação de áreas degradadas, controle do desmatamento, melhoria de qualidade das forragens, manejo adequado das pastagens e também o incentivo aos programas de sustentabilidade agropecuária.

O Programa de Integração Lavoura-Pecuária-Silvicultura (ILPS) e o Sistema Agropecuário de Produção Integrada (Sapi), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), também foram apresentados durante o evento. Os projetos investem na capacitação de técnicos e na conscientização de produtores sobre a emissão dos gases do efeito estufa, além do aperfeiçoamento de linhas de créditos para aqueles que adotam programas de sustentabilidade.

As informações são do Mapa, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint".

COMENTO:

Esse asunto ainda é um tanto quanto mistificado pelos ecologistas, póis não é feito um cálculo de quanto gás carbonico é evitado de ser liberado no meio através do uso de subprodutos industriais consumidos na pecuária, tanto de corte como de leite, esses subprodutos (orgânicos) são grande fonte de gás carbónico, coloco a seguir uma lista de alguns emissores e absorvedores de gás:

"Tabela 1. Fluxos de carbono entre os diversos reservatórios do planeta.
Fluxo Reservatório Taxa (Pg C ano-1) *

Efluxo para a atmosfera
Queima de combustíveis fósseis 5,3
Cultivo do solo 0,6-2,6
Respiração das plantas 40-60
Decomposição de resíduos orgânicos 50-60
Sub-total 95,9-127,9

Influxo da atmosfera
Fotossíntese 100-120
Absorção pelos oceanos 1,6-2,4
Sub-total 101,6-122,4
Balanço (efluxo – influxo) 1,8 m 1,4

15 * Pg = 10 g
Fonte: Lal et al. (1995).
Efeito Estufa: Potencialidades e Contribuições da Agricultura"

Notem como a decomposição de matéria orgânica é altamente poluente, se o Brasil fizesse um levantamento sério de quanto dióxido de carbono as matas alagadas por barragens emitem a atmosfera o país passaria de vendedor a comprador de bónus de carbono.
Voltando ao assunto da pecuária, na nutrição de grandes confinamentos (corte e leite) se consome muito resíduo industrial, restos de alimentos que seriam transformado provavelmente em adubo orgânico, a conta desse gás que deixa de ir para a atmosféra não é creditada aos bois né!!!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Frigorífico JBS aposta na america latina

Matéria publicada no site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em 09/10/2008:

"JBS diz que continuará crescendo em 2009

Nem EUA, nem Europa, nem Ásia: em meio à desaceleração global da economia, as oportunidades de investimento em 2009 se concentrarão na América do Sul. Quem afirma é Joesley Batista, presidente da JBS-Friboi, frigorífico brasileiro que é o maior do mundo e luta hoje para aumentar a liderança no mercado americano.

"Venho dizendo desde o início do ano e mantenho: as oportunidades para o próximo ano estarão no Mercosul", disse Batista. "Nos EUA e na Austrália, pela fatia de mercado que já temos, o período de expansão acabou."

Quando questionado pela Folha de SP a respeito das ações contra a aquisição da National Beef,
Joesley Batista comentou, "o acordo de compra não pode ser concluído enquanto houver essa oposição do Departamento da Justiça. Por enquanto, estamos nas tratativas iniciais entre as partes. O processo é longo, acho que ainda levará cerca de seis meses até chegar às audiências".

Para o presidente do JBS essa aquisição, será a maior dos EUA por uma boa margem de diferença em relação aos concorrentes. "Perseguimos tanto essa compra porque ela aumenta nossa economia de escala e eficiência e melhora os custos", explica.

Quanto à possibilidade da concentração do mercado causar alta nos preços, Batista foi enfático, "isso é bobagem. O que ocorre é o contrário. Nós já conseguimos baixar nosso custo de processamento por cabeça de gado de US$ 210 para US$ 160, e nossa expectativa é baixar para US$ 120. Se a compra não for feita, essa nova eficiência não vai poder ser refletida no preço final do boi e da carne".

Para ele em 2009 aparecerão oportunidades no Mercosul, mas no momento não há nenhuma aquisição ou investimento planejado, o momento é de preservar caixa. "O orçamento não está fechado. Mas estamos mantendo planos originais, achamos que vamos ser capazes de seguir crescendo".

A matéria é de Andrea Murta, publicada na Folha de S.Paulo, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Fogo Amigo

Publicado no site Beef Point (www.beefpoint.com.br) dia 05/12/2008:

"O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, defendeu ontem sua proposta para alterar o Código Florestal, disse que nunca foi favorável ao desmatamento ilegal e chamou o Ministério do Meio Ambiente de "incompetente" no combate à destruição da floresta.

A proposta, apresentada na terça-feira, inclui uma anistia para quem desmatou as áreas de preservação permanente (APPs) e plantou nesses locais até 31 de julho de 2007. APPs são topos de morro, margens de rios e encostas - áreas que não podem ser ocupadas e precisam ser recuperadas.

Segundo Stephanes, é preciso manter a agricultura "em topo de morro, serra e várzea em áreas já consolidadas, onde as pessoas estão produzindo há 50 ou há 100 anos".

Para ele, se o código for mantido como está, "toda a produção de uva do Rio Grande [do Sul], de fruta de Santa Catarina e metade do café de Minas Gerais estariam proibidos". "Isso tem de ser corrigido ou vamos efetivamente assumir publicamente que a metade do café de Minas tem de ser erradicado."

O ministro enfatizou, porém, que nunca defendeu o desmatamento. "Se alguém derruba ilegalmente a madeira, ponha-se na cadeia. Isso não é problema meu. Isso é problema de incompetência do Ministério do Meio Ambiente, que não consegue colocar na cadeia os caras que derrubam madeira."

Após sua proposta receber críticas de ambientalistas, o ministro também respondeu a eles: "Ambientalistas não plantam. Eles comem, poluem".

O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) afirmou que sua pasta não tem competência para prender, mas "multa, embarga e ajuíza ações". "Me custa crer que uma pessoa com a experiência dele tenha feito um comentário tão injusto. Mas vou relevar. Concedo perdão não aos desmatadores, mas ao ministro temporariamente descompensado."

Minc disse que enviou ontem a Stephanes uma lista de 12 propostas para recomeçar o diálogo no sentido de reformar o Código Florestal, de 1965.

As informações Folha de S.Paulo, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint".

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

China e Brasil, isso era óbvio só o Lula não sabia

Numa matéria publica no site Beef Point (www.beefpoint.com.br) hoje(segue a baixo em 28/11/2008) mostram que a balança comercial entre Brasil e China, desde que o país do oriente foi declarado como economia de mercado pelo nosso governo, está desfavorável ao nosso país em mais de 4,5 bilhões de dólares. Alguma surpresa? Só se for para os gênios do nosso governo que declaram o país que mais cresce devido principalmente as suas exportações tecnológicas e baratas. Agora o nossos grandes estrategistas apostam no setor agrícola para equilibrar esse déficit, será que o governo chinês será tão bonzinho como o nosso?

"O Brasil planeja concluir acordos sanitários com a China na área de carnes bovina, suína e de aves para aumentar exportações e reverter a forte tendência de déficit observada na balança comercial entre os dois países.

A estratégia que dá prioridade a alimentos foi traçada a partir de um levantamento que revela que o déficit é, na prática, superior ao que mostram as estatísticas.

Uma missão do Ministério da Agricultura está na China, e acordos sanitários deverão ser assinados para permitir a entrada de carne suína e bovina e a retomada das exportações de aves. Atualmente, a China já consome esses produtos brasileiros, mas eles são primeiramente exportados a Hong Kong e então redirecionados ao continente.

Um levantamento do governo brasileiro apurou que o déficit comercial com a China no primeiro semestre de 2008 foi superior a US$ 1 bilhão, apesar do alto preço das commodities observado entre janeiro e junho. As commodities são o principal tipo de produto que o Brasil exporta para a China.

Levando a alta dos preços em consideração, o Ministério da Agricultura fez uma simulação da balança recalculando as trocas do primeiro semestre com preços de commodities de 2006 e concluiu que o déficit real seria superior a US$ 4,5 bilhões.

"A tendência do déficit é explodir se os preços agrícolas continuarem a cair rapidamente como estão caindo agora com a crise", afirmou o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Célio Porto, à BBC Brasil. "Onde é que o Brasil pode equilibrar, ou diminuir o déficit, no comércio com a China? É na área agrícola", acrescentou o secretário.

"E em que produtos nós temos maiores chances de reduzir esse déficit mais rapidamente? Nas carnes, que são produtos dos quais somos grandes exportadores mundiais e, na China, nós não estamos ainda entrando."

As informações são da BBC Brasil, publicada na Folha Online, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint".

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Ruralistas pedem mais verbas

Publicado pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em 21/11/2008.

"Ruralistas pedem mais R$ 3,5 bi para enfrentar a crise

Considerado um dos setores prioritários na estratégia do governo de tentar minimizar o impacto da crise financeira mundial no crescimento do país no ano que vem, o agronegócio apresentou nesta semana sua fatura à equipe econômica.

Depois da injeção de R$ 13 bilhões neste ano, os agricultores pedem mais R$ 3,5 bilhões até o início de 2009, além de uma solução para R$ 75 bilhões em dívidas das três últimas safras e a criação de um fundo com dinheiro do Orçamento da União para reduzir o risco atribuído ao setor pelos bancos e permitir que os produtores possam tomar novos empréstimos para a safra 2009/2010.

Tudo isso, de acordo com a nova presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), precisa ser acompanhado da definição "de uma política de abastecimento e renda".

Na prática, isso significa novas regras para os subsídios dados pelo governo para seguro rural, diminuição da carga de juros e garantia de um preço mínimo para os produtos na época da comercialização.

O setor rural tem a seu favor o temor do governo de que a crise global interrompa a onda de crescimento econômico justamente nos dois últimos anos do governo Lula.
"O cenário é preocupante e a população sentirá as conseqüências desta crise quando ela atingir a mesa", afirmou a senadora, traçando quadro ameaçador. "Chegamos ao nosso limite. Máquinas estão sendo arrastadas, recursos para comercialização da safra atual são insuficientes e não há crédito para a safra 2009/2010", diz.

As informações são do jornal Folha de SP, resumidas e adaptadas pela equipe AgriPoint".

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Soja Transgênica no Paraná

Matéria publicada no site Portal do Agronegócio (www.portaldoagronegocio.com.br) em 18/11/2008 ás 9:00 horas.

"A soja transgênica ultrapassou a convencional nesta safra e atingiu 60% de cobertura nas lavouras, conforme os números apurados pela Expedição Safra 2008/09. O índice era de 49% na safra passada. Essa expansão de 11 pontos já considera o aumento na área plantada, que passou de 4 milhões para 4,1 milhões de hectares.

No primeiro ano da sondagem realizada pela Rede Paranaense de Comunicação (RPC), na safra 2006/2007, a semente geneticamente modificada (GM) cobria 47% da área de 3,96 milhões de hectares. Era a primeira safra oficial, após da liberação comercial da tecnologia, com sementes transgênicas legalizadas.

No ciclo atual, a nova pesquisa da Expedição mostra que a transgenia se firma como opção no manejo de ervas daninhas. Os produtores e especialistas ouvidos pelas equipe de campo (técnicos e jornalistas) são unânimes em relação a essa tendência. Eles afirmam que a soja transgênica cresce sempre que as variedades mais produtivas de cada região ganham sua versão GM. Por outro lado, não consideram a opção definitiva. Se a soja transgênica tem custo maior, o produtor tende a voltar à soja convencional a partir do momento em que consegue controlar as pragas com o uso de glifosato, tolerado pela soja modificada.

A expansão da soja GM foi mais forte no Oeste e no Sudoeste, disse o pesquisador da Embrapa Soja, sediada em Londrina (Norte), Lineu Domit, do setor de Transferência de Tecnologia. Em sua avaliação, o fato de os produtores dessas regiões darem preferência à soja de ciclo curto favoreceu a semente transgênica. Com a chegada de uma diversidade cada vez maior de soja modificada ao mercado, o produtor deverá se guiar basicamente pelo custo, apontou.

A disponibilidade de sementes transgênicas adaptadas ao clima da região Centro do Paraná também melhorou, segundo a Agrária, de Entre Rios. Seus 540 cooperados cultivam 69 mil hectares de soja, praticamente a mesma área do ano passado. A participação das sementes transgênicas aumentou de 16% para 40%, conforme a cooperativa. As convencionais têm a preferência na região porque ainda apresentam produtividade mais elevada, além de parte da produção receber um prêmio (valor diferenciado de venda).

A facilidade no controle de ervas daninhas tem peso maior no Centro-Sul. Em Palmeira, segundo a Coopagrícola, com sede em Ponta Grossa, predominam os grãos transgênicos. O uso de variedades geneticamente modificadas ocorre em 79% da área da cooperativa nesta safra, ante 80% na anterior, já considerando a redução da área total, que foi de 2,7% (de 28,9 mil para 28,1 mil hectares de soja). Essa foi exatamente a mesma tendência verificada pela Batavo, de Carambeí, que tem 20% de 66,3 mil hectares com variedades transgênicas: a área total caiu 2,7% e a de soja manteve sua proporção, de um quinto.

O produtor Manoel Henrique Pereira, cooperado da Batavo em Palmeira, explica que o produtor da região não pode focar só a produtividade. Ele planta apenas soja transgênica, alegando que economiza no uso de herbicidas e beneficia o ambiente. Nonô Pereira associa o grão GM ao plantio direto na palha e à rotação de culturas e diz que, assim, tem mais sustentabilidade na lavoura. O controle sobre as ervas daninhas lhe permite plantar soja na mesma época em que colhe o trigo, dependendo apenas da umidade.

Para o agricultor José Armando Gafuri, de Toledo, na Região Oeste, a opção é custo e manejo. Todo verão ele cobre seus 50 hectares com soja e há três anos só planta sementes GM. “Não conseguia controlar o mato. Só comecei a me sair bem depois do transgênico”, relata.

GM free
Existem agricultores atentos às novas tecnologias, mas que ainda plantam, exclusivamente, soja convencional. Ivo Arnt, de Tibagi (Campos Gerais), explica que atende a um nicho de mercado que prefere a semente tradicional. Ele conta ainda que não tem problemas graves com ervas daninhas. Alcança 3,2 mil quilos por hectare. Com boa produtividade e relativo controle do mato, Eduardo Caldeirão, de Sertanópolis (Norte), também reserva seus 100 hectares de soja à semente convencional. Nesta safra, ele pretende colher 3,4 mil quilos por hectare.

Termômetro da produção no Paraná
Um dos termômetros da produção de soja no estado, os números da Coamo, com sede em Campo Mourão, confirmam a projeção feita pela Expedição Safra.

Com mais de 1 milhão de hectares, a cooperativa responde por 1¼4 da área de cultivo da oleaginosa no estado. Neste ano, entre 55% e 60% do cultivo de seus cooperados será com sementes geneticamente modificadas (GM), afirma Antônio Carlos Ostrowski, supervisor de unidades da Coamo. Na safra anterior, lembra, essa cobertura ficou entre 50% e 55%.

Considerando Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, os cooperados somam uma área total de soja de 1,4 milhão de hectares. Na média, entre GM e convencional, a produtividade é de 3.000 quilos/hectare. O custo de produção, segundo Ostrowski, ficou idêntico entre as duas tecnologias. `Agora, a opção é puramente manejo, pela facilidade no controle de ervas daninhas e de aplicação de herbicida´".

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Exportação de carne argentina em baixa

Matério publicada no site Portal do Agronegócio (www.portaldoagronegocio.com.br) em 10 de novembro de 2008.

"Os cortes da Cota Hilton foram os mais afetados, sofrendo redução de 37% no mesmo período. A queda nas exportações decorre principalmente do auto-embargo imposto pelo governo da Argentina na tentativa de diminuir a inflação interna.

Exportadores argentinos também enfrentam dificuldades no cumprimento dos contratos. "Os compradores estão pedindo redução dos preços. Importadores russos já pedem descontos de 35% para os cortes", informa a Scot Consultoria.

"Existe a expectativa de que a oferta de gado na Argentina diminua em 2009, conseqüência do abate de matrizes ocorrido nos último dois anos. O descarte vem em linha com as atitudes do governo de restringir as exportações e sobretaxar a atividade, além da seca que atingiu as principais regiões produtoras", comentam os analistas".

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Isenção de imposto pode chegar na lavoura

O site Suinocultura industrial (www.suinoculturaindustrial.com.br) publica uma reportagem mostrando um estudo do governo para retirar os impostos federais sobre grãos, veja a seguir alguns trechos, "O Governo estuda incluir produtos primários, como grãos e carnes, na política de «drawback verde amarelo», que permite o desconto de impostos federais pagos na compra, no mercado interno, de matérias-primas e componentes de mercadorias vendidas ao exterior. A regra atual vale apenas para os produtos industriais. A medida aumentaria a competitividade do setor agrícola, um dos grandes responsáveis pelas exportações do país, que tem sido afetado pela falta de crédito resultante da crise financeira internacional".

Ótima notícia, nada mais justo, mais uma decisão inteligente, temos que reconhecer o ministro Reinhold Estephanes tem promovido grandes avanços no ministério da agricultura, aliás é o primeiro ministro da agricultura do atual governo que realmente tem agido a favor dos agricultores.

Segue mais um trecho da reportagem, "Além do drawback, Stephanes sinalizou ontem que o Governo pode adotar medidas adicionais de apoio ao setor agrícola, especialmente com créditos para o término do plantio da safra de grãos e para a comercialização, que começa daqui a seis meses, afirmando que o Governo está preocupado com o setor de algodão do Centro-Oeste". Aqui quero destacar mais uma grande vantagem desse tipo de política rural, diferentemente dos governos vizinhos, principalmente argentino, o governo brasileiro vem estimulando o desenvolvimento do produtor (a exportação), mesmo que a passos de tartaruga em algumas questões como no tema de reforma agrária e invasões de terra (o que é crime e deveria ser fortemente combatido, até mesmo para evitar todas essas mortes no campo), mas sem nos desviarmos do assunto principal, quero mostrar como o governo estimula o desenvolvimento da agropecuária com medidas como esta, que melhora o comércio de grãos e os dele dependente consequentemente.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Paraguai aumenta controle de febre aftosa na fronteira

Matéria publicada no site Beef Point (www.beefpoint.com.br) dia 28/10/2008.

"Autoridades do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa) do Paraguai informaram que resolveram aumentar as medidas de controle da febre aftosa na denominada zona de Alta Vigilância, ao longo das fronteiras comuns com Brasil, Argentina e Bolívia, em uma faixa de 15 quilômetros desde a linha fronteiriça.

Para isso, estabeleceram maiores requisitos para a mobilização dos animais nesta zona em virtude do programa de controle e erradicação da febre aftosa disposto pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para a região.

De acordo com o estabelecido pelo Senacsa, dentro dos requisitos para o movimento dos animais para abate da zona de Alta Vigilância, os mesmos deverão estar sem sinais clínicos de febre aftosa 30 dias antes do embarque. O veículo de transporte habilitado tem que ser lavado, desinfetado e selado, sem contato com outras espécies susceptíveis, e durante o transporte, deverão passar por postos de controle obrigatório estabelecidos.

Além disso, só podem ser mobilizados animais identificados, indicaram autoridades do serviço veterinário.

A reportagem é do ABC Color Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Ministério da Agricultura x Ministério do Ambiente

Publicado no site Beef Point (www.beefpoint.com.br):
"O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse ontem em Curitiba que o colega Carlos Minc (Meio Ambiente) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinaram - sem ler - um decreto sobre penas a produtores rurais que desrespeitarem leis de proteção ambiental.

O decreto 6.514, publicado em julho, prevê penas como suspensão das atividades e embargos de propriedades e rebanhos, caso o produtor não conserve ou restaure áreas de reserva legal. Para Stephanes, o decreto "criminalizou os agricultores brasileiros".

"O problema é que ninguém leu. Eu disse isso ao ministro Minc quando ele mandou o decreto ao presidente: "Você não leu o decreto, o presidente não leu o decreto. Ninguém leu o decreto'", declarou Stephanes.

Ele deu a declaração ao criticar o decreto e o Código Florestal. "As multas são desproporcionais", afirmou. "[Se] aplicar essa legislação da forma que foi colocada, eu posso garantir a vocês, áreas inteiras deixarão de produzir", disse. Ele disse que é preciso "ter coragem para alterar o Código Florestal."

Para Stephanes, o decreto impõe "medidas genéricas" a regiões diferentes, como encostas e topos de morros em Minas Gerais e no Sul. Caso houvesse leis que seguissem o perfil de cada região, o ministro disse que problemas como a derrubada da floresta amazônica poderiam acabar.

Ele defendeu ainda que ONGs não deveriam participar de discussões sobre proteção dos recursos naturais porque são, segundo ele, financiadas por poluidores - "inclusive pelos grandes poluidores do mundo, pelas grandes empresas petrolíferas". Ele também criticou o Banco do Brasil ao pedir "mais velocidade" na liberação de recursos para a safra 2008/ 2009 diante da crise financeira global.

A matéria é de Dimitri do Valle, publicada no jornal Folha de S.Paulo, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Mercado Paraguaio de Carne Precisa ser mais Competitivo

Publicado no site Beef Point (www.beefpoint.com.br) dia 20-10-2008.

"A carne paraguaia terá que competir mais a nível internacional agora que estão entrando novos participantes nos mercados mais importantes do país, como Rússia e Chile, disse o presidente da Câmara de Carne da Associação Rural do Paraguai, Carlos Pereira.

Os frigoríficos paraguaios tiveram que reduzir drasticamente o abate de animais devido à redução das vendas de carne no exterior. No entanto, acreditam que se recuperarão.

"De acordo com o que sabemos sobre o tema da carne a nível mundial, mantém-se - o valor -, mas o que está ocorrendo é que de repente a demanda está mudando pela entrada de novos atores em diferentes mercados", disse Pereira.

Ele disse que a entrada de novos participantes, como Argentina, que começa a voltar ao mercado internacional, e do Brasil, que começa a entrar no Chile de novo, além de Austrália e Estados Unidos, que também estão competindo no Chile, dificulta a situação para o Paraguai.

Pereira disse que o maior impacto é para os frigoríficos, que já tinham planos e fizeram investimentos de expansão, e que esse cenário pode afetar seu movimento comercial. Pelo menos quatro indústrias frigoríficas paraguaias já solicitaram a suspensão ou redução de suas jornadas de trabalho devido à drástica redução dos abates de animais como conseqüência da baixa nas exportações.

Apesar de neste ano o Paraguai ter conseguido superar seu recorde histórico de exportação de carne, chegando a mais de US$ 630 milhões, as vendas aos principais mercados como Rússia e Chile caíram em até 80%, deixando a indústria em uma situação difícil.

Consultado sobre se a crise dos EUA também afeta o prognóstico das exportações de carne, Pereira disse que o efeito na produção pecuária propriamente dita não será tão grave. "O que ocorre é que o ciclo de produção pecuária é de médio e longo prazo. Isso ocorre hoje - pela crise -, mas a médio e longo prazo deverá se recuperar porque o mundo precisa de proteínas e nós temos a habilidade de produção de proteínas, seja de carnes ou agrícola e à medida que cresce a população, há necessidade de mais alimentos".

A reportagem é do ABC Color, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Inadiplência de Frigoríficos

Puclicado no site Beef Pointo (www.beefpoint.com.br):

"A menor oferta de crédito já começa a dar sinais dos seus efeitos na economia real. De acordo com o Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), está aumentando a inadimplência de frigoríficos pequenos e médios no pagamento pelo boi ao pecuarista.

Segundo Sebastião Guedes, presidente do CNPC, até o ano passado, o índice de não-pagamentos estava em torno de 5%, veio avançando para níveis próximos de 8% até antes do agravamento da crise financeira e atualmente está entre 15% e 20%. "Esse tipo de problema ocorre com frigoríficos de menor porte e principalmente em novas fronteiras da pecuária, como no Pará e em Rondônia, onde a relação entre produtor e indústria não é muito sólida", acrescenta.

Carlos Xavier, presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), diz que há 15 dias os frigoríficos iniciaram atrasos no pagamento de pecuaristas, mas, segundo ele, não atinge, ainda, atrasos alarmantes. "São frigoríficos que compram com prazo de 30 a 35 dias e, quando o pecuarista vai receber, eles empurram o prazo por mais 3 a 4 dias", relata Xavier.

Em Goiás, Mozart Carvalho de Assis, presidente da Comissão da Pecuária de Corte da Federação da Agricultura do estado, afirmou que, além da inadimplência dos frigoríficos Margem e Quatro Marcos, já conhecida do mercado, os pecuaristas também estão tendo problemas com uma indústria de menor porte do município de Goiás Velho. "Estamos todos tomando medidas de precaução. Quem antes vendia 200 bois em um único lote está liberando, aos poucos, algo como 50 animais, e somente depois do pagamento do lote anterior", afirma.

De acordo com Guedes, do CNPC, não há relatos de atraso de pagamento por parte de grandes frigoríficos. "Eles apenas estão pedindo mais prazo."

Luciano Vacari, superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), diz que é perceptível o fim da modalidade de pagamento à vista entre os grandes frigoríficos. "Os juros, que também eram de 2%, estão agora no patamar de 4%", complementa. O frigorífico Minerva, que antes do agravamento da crise comprava um terço da matéria-prima com pagamento à vista, anunciou na semana passada que suspendeu essa modalidade e somente pagará boi com 30 dias de prazo.

A combinação de encolhimento de crédito e mercado muito instável resulta em problemas na estrutura de capital de giro dos frigoríficos, explica Sérgio De Zen, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). "Alguns frigoríficos estão endividados, mas conseguiram negociar e postergar a dívida para vencer em cinco a dez anos. Mas muitos frigoríficos não têm as mesmas condições de negociação, como os menores, que têm mais dificuldades nesse mercado", complementa De Zen.

A matéria é de Fabiana Batista, publicada na Gazeta Mercantil, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Crise Financeira Deve Afetar Safra de 2009

A matéria a seguir foi publicada no site Suinocultura Industrial (www.suinoculturaindustrial.com.br):

"Os efeitos da crise financeira mundial na atividade do agronegócio brasileiro serão sentidos em 2009. O alerta é do coordenador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo(USP), o economista Geraldo Barros. Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, ele ressaltou que caso o governo não tome as medidas necessárias, o agricultor brasileiro que fez investimentos em 2008, por conta do cenário positivo do primeiro semestre, vai sentir o “baque”, sobretudo, nos preços das commodities.

“Este ano, tivemos uma safra importante, com um saldo significativo, e vamos sentir mais os efeitos nos preços das nossas matérias primas, que estão caindo. O faturamento vai ficar prejudicado em relação às expectativas que tínhamos de crescimento próximo a 10%. Infelizmente, essa crise pode frustrar as expectativas”, disse o economista.

Para Geraldo Barros, o “fantasma da crise mundial” tem se mostrado presente no país. “Na hora de vender, os preços vão estar deteriorados. O mercado vai estar com um grande volume de produção e sem uma capacidade de escoamento em recursos para adquirir essa safra e movimentá-la. O risco é ter uma grande quantidade de produção a preços baixos e o produtor tendo que se desfazer dela logo na boca da safra, sem condições de armazenar e negociando devagar a sua safra”, afirmou Barros.

O economista da USP, acha, entretanto, que a situação pode ser encarada como “fazer do limão uma limonada”, uma vez que o Brasil possui terra, minérios, petróleo e água a seu favor. Para Barros o Brasil possui “todas as bases” para se tornar líder assim que a crise for superada.

“O que nós temos que fazer é administrar bem esse processo aqui, dar uma arrumada na casa, tornar o nosso governo mais capaz de investir – o que é nossa limitação: investimentos em infra-estrutura, logística e energia – para prepararmos o terreno, usarmos com sabedoria os recursos naturais que temos e ocuparmos o papel de liderança mundial que temos pela frente.”

A curto prazo, segundo Barros, o consumidor brasileiro vai ser beneficiado pela queda dos preços das commodities".

Coreia do Sul Aprova Frigoríficos do Paraná e Santa Catarina

Matéria Publicada em Portal do agronegócio (www.portaldoagronegocio.com.br):

"Inspetores do Ministério de Agricultura da Coréia do Sul aprovaram as condições estruturais e sanitárias de seis plantas frigoríficas de carne de frango em Santa Catarina e Paraná. A habilitação desses estabelecimentos depende de documento de homologação das autoridades sul-coreanas.

O prazo médio para concluir o processo é de 30 dias. Dos aprovados, quatro são de Santa Catarina e os outros dois do Paraná. O Brasil tem, atualmente, oito plantas frigoríficas habilitadas a vender carne de frango in natura àquele mercado, habilitadas em 2005 e 2006 - sendo duas no Paraná".

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Esquerda e Direita (Governo x Oposição)

O texto que anexo em segui foi publicado pelo jornalista Reinaldo Azevedo em seu blog (http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/),ele comenta sobre o debate realizado na noite de domingo 12/10/2008 na rede bandeirantes entre os candidatos a prefeito de São Paulo, Marta Suplicy (PT) e o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM), sei que essa matéria foge do tema desse blog, mas creio que esse texto tem uma riqueza em enorme em relação ao que acontece em relação ao governo do Brasil. Leiam:

"Sim, assisti ao debate de ontem da Band. Mesmo com regras rígidas, um tanto chatinhas, fica mais agradável de ver quando o embate se dá apenas entre dois candidatos. Temos — o jornalismo — de procurar uma maneira que impeça a mentira e o ludíbrio: “Fiz isso e aquilo...” Se não fez, a obrigação do jornalismo é informar o telespectador. Mas como? Não sei — o que não quer dizer que não haja uma resposta.

Quem ganhou? Bem, como sempre, isso fica por conta das pesquisas de opinião. Eu acho que Gilberto Kassab (DEM) teve uma atuação superior à de Marta Suplicy (PT). Parece que sopraram ao ouvido da candidata que a única chance de reverter o quadro é abusando da agressividade. E ela foi fundo. Vai funcionar? Os petistas, aliás, estavam em pé de guerra. O prefeito pediu, e obteve, direito de resposta: a ex-prefeita chamara o adversário de mentiroso ao menos três vezes. É algo injurioso — não uma divergência. A petista também reivindicou o seu tempo, que lhe foi negado. Ela desandou a gritar. Seus partidários também. No intervalo, petistas chegaram a acusar o mediador Boris Casoy de “vendido”. Carlos Zarattini, coordenador da campanha de Marta, afirmou aos berros que havia “falcatrua” no debate. É mais uma face do petismo quando em desvantagem.

Preconceito, pelo visto, tornou-se a tônica da campanha petista. Marta dedicou-se a satanizar o DEM, partido do Kassab, que, segundo ela, está desaparecendo no Brasil inteiro. A legenda está prestes a conquistar a prefeitura da maior cidade do país. Mesmo fora do poder federal há seis anos, conquistou 495 prefeituras, apenas 53 a menos do que o superpoderoso PT. Se ganhar em São Paulo, governará uma população e um orçamento superior à soma das seis capitais onde os petistas venceram. Não só: as vitórias mais expressivas do PT se deram em cidades pequenas do Norte e Nordeste — justamente nos grotões. E o grande eleitor do petismo foi um neocoronel chamado Bolsa Família — perverso como todos os coronéis.

Marta investe no preconceito. Afinal, qual é o problema do DEM?
- O partido foi pego extorquindo bicheiro?
- O partido promoveu o mensalão?
- O partido foi pego com dólares na cueca?
- O partido foi flagrado com uma mala de dinheiro tentando comprar um dossiê falso para fraudar uma eleição?
- O partido usou a Casa Civil para montar um dossiê contra adversários políticos?
- O partido promoveu a quebra ilegal do sigilo de um pobre caseiro?
- O partido mantinha em Brasília uma casa de prazeres & negócios, onde São Jorge costuma ser exibido de ponta-cabeça?
- O partido tem algum figurão cujo filho recebeu R$ 10 milhões de uma empresa concessionária de serviço público, de que o BNDES é sócio?
- O partido recebeu dólares de Cuba?
- O partido recebeu recursos das Farc?
- O partido deu a Petrobras de presente para um índio de araque?
- O partido endossa os regimes de força da Bolívia, da Venezuela e do Equador?
- O partido mudou uma lei só para beneficiar uma empresa gigante da telefonia?

- O partido tentou instaurar a censura no país?

- O partido puxa o saco de tudo quanto é ditadura no mundo?

- O partido deu emprego para a mulher de um narcoterrorista?

- O partido apóia uma organização narcoterrorita enquanto trata a pontapés o país que os terroristas ameaçam?

Convenham! Se o DEM tivesse feito tudo isso, deveria ter sido extinto, e seus dirigentes mereceriam estar atrás das grades".

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Dolar alto! Bom ou ruim?

No momento a expectativa é grande em relação a qualquer mudança da economia, mas com a desvalorização do real o pecuarista pode ter ao menos uma certeza, as vendas de carne do Brasil seguirão em alta, veja a matéria publicada no site Portal do Agronegócio (www.portaldoagronegocio.com.br) hoje (08/10/2008) ás 08:56, "A média histórica de US$22,00 a US$25,00 ficou bem para trás. "Na verdade, este ano, o boi do Brasil (tomando São Paulo como referência) chegou a registrar picos ao redor de US$60,00/@. Dessa forma, se tornou um dos mais “caros” do planeta, bem acima dos vizinhos de América do Sul e bastante próximo das cotações de EUA e Europa", informa a Scot Consultoria.

Nos últimos meses, porém, em função de fatores que a mídia tem noticiado dia e noite, o real entrou em rota de desvalorização. A alta do dólar foi de 22% em 30 dias.

Dessa forma, o boi do Brasil já retornou aos mesmos patamares de vizinhos como Uruguai e Paraguai, concorrentes diretos em vários mercados, informam os analistas. "É fato que a cotação argentina segue bastante competitiva. Mas justamente porque o governo local tem segurado as exportações. Portanto, se o país não está exportando, deixa de ser concorrente. Pode ter o preço que quiser", comentam.

"É verdade também que a crise financeira iniciada nos EUA, e que agora já acomete a economia “real” em nível global, deve afetar negativamente o crescimento do consumo e, conseqüentemente, os preços da carne bovina no mercado internacional", destacam os analistas.

No entanto, é preciso considerar, de acordo com os analistas:

Primeiro, que guinada do câmbio, ao menos por enquanto, compensa esse movimento. Além de melhorar a margem do exportador, aumenta a atratividade da carne nacional frente aos concorrentes, o que pode favorecer a procura mesmo em períodos de consumo menos aquecido.

Segundo, ainda que de forma mais comedida (principalmente nesses próximos 2 anos), o consumo mundial de carne bovina deve se manter em crescimento. E o destaque são os emergentes, grupo do qual o Brasil faz parte (e o mercado interno ainda é o nosso maior mercado) e do qual pertencem os principais importadores da carne brasileira (destaque para a Rússia e países do Oriente Médio).

"Por fim, do lado da oferta, a Austrália acredita em retração da produção em 2009, o Uruguai está com dificuldades de expansão, a Europa está em recessão, os norte-americanos estão descartando vacas e reduzindo o volume de cabeças confinadas e, mesmo aqui no Brasil, a retomada dos investimentos ainda não foi suficiente para compensar mais de três anos de abate de matrizes", opinam os analistas.

Portanto, mesmo com crise, o cenário ainda é favorável (ou menos desfavorável) à carne bovina brasileira, concluem os analistas".

Crise ainda não afeta a pecuária

O site Beef Point (www.beefpoint.com.br) publicou ontem (07/10/2008) a seguinte matéria:

"O boi gordo continua imune à crise que atinge a cotação das commodities agrícolas. Em São Paulo, o preço da arroba valorizou-se 1,5% desde o início de setembro e a carne bovina no atacado paulista subiu ainda mais, 5%, batendo recordes nominais sucessivos, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP).

Enquanto isso, as cotações internas de soja e milho caíram 3,36% e 6,5%, respectivamente, o que deve contribuir para pressionar para baixo o custo de produção de carnes, principalmente de frango e suíno.

"Esse cenário externo negativo não afetou a economia real, até o momento. Ainda não sentimos queda da demanda, tanto no mercado interno quanto no externo", afirma Sérgio De Zen, pesquisador do Cepea.

Apesar da demanda ainda não ter sido afetada, a falta de crédito aos frigoríficos pode mudar esse cenário positivo para o setor, na avaliação de Roberto Giannetti da Fonseca, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne. "Os frigoríficos usam os recursos do Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) para pagar o pecuarista pelo boi. Esse dinheiro irriga o setor. Se ele não estiver disponível, pode haver pressão sobre o preço da arroba", avalia Gianetti. Segundo ele, a falta de crédito para exportação pode também limitar o acesso dos frigoríficos exportadores ao bom momento do câmbio.

Já a carne suína apresenta elevações de preços antecipadas. Na avaliação de Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Carne Suína (Abipecs) o cenário se deve à melhora dos preços no mercado internacional e do equilíbrio da oferta interna. "Não está sobrando carne. E a alta do boi também vem puxando o preço das outras carnes", afirma.

Assim, o final do ano, que já é considerado o melhor momento de preços para a carne suína, deve, neste ano, ser ainda melhor, segundo ele. "Esse aumento de preço em setembro e outubro é indicativo de demanda aquecida, de melhora de renda. Só que esse aumento de consumo costuma acontecer somente a partir de novembro, o que indica que teremos um fim de ano ainda melhor". Apesar de não ter os dados precisos, o dirigente da Abipecs acredita em uma elevação do consumo per capita de carne suína de 12,5 quilos por habitante por ano para 14 quilos.

A matéria é de Fabiana Batista, publicada na Gazeta Mercantil, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Paraguai quer Exportar Carne para China

A seguinte reportagem foi publicada no site Beef Point (www.beefpoint.com.br)

"Empresários do setor de carnes do Paraguai estão analisando a possibilidade de exportar produtos para o mercado chinês. Isso foi anunciado pela presidente da Câmara Paraguaia de Carne, Maris Llorens, que se reuniu com o presidente paraguaio, Fernando Lugo.

'O presidente da República está pensando na abertura da China, pois estamos muito preocupados pela redução das compras de nossa carne pelo Chile e pela Rússia, países que eram os maiores compradores do produto. O setor vive um momento difícil e não vemos uma saída pronta', disse ela.

Llorens disse que as exportações de carne do Paraguai ao Chile e à Rússia caíram em 80% e as indústrias frigoríficas estão trabalhando com apenas metade de sua capacidade.

A reportagem é do La Nación, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

Louco Mercado Agrícola

No post anterior eu comentei como há uma preocupação no ar devido a crise econômica mundial, e apesar do nosso presidente insistir em dizer que a crise do Bush não chegará ao nosso país é claro e óbvio que o Brasil será atingido sim, e já está sendo, só cego não enxergaria. Mas um ponto é muito importante, a demanda mundial por alimentos continua e isso não deve sofrer queda, tendo em vista que a diminuição que deveria ocorrer, já houve no momento em que os preços das commodities estavam lá no céu. Agora está acontecendo o contrário, não só os preços dos cereais caíram muito, como também o preço do petróleo, ajudando assim a exportação atual e nos contratos de futuro do Brasil.

O preço da carne vai se mantendo alto como é de praxe ocorrer no semestre final de todos os anos, ainda mais com a abertura que estamos vendo para o mercado europeu, mas o preço não deve atingir o pico que se esperava. Quem faz a engorda de gado no confinamento terá bons motivos para comemorar, não só pela baixa no preço dos insumos como também o bom preço de venda do gado.

A situação mais difícil será mesmo para o produtor de soja e milho, nesse caso os insumos estão em alta e forte, diferente do preço do grão, e o crédito que o governo libera é de acesso difícil, quem tem dívidas não consegue ter crédito, e acaba “sobrando” grande parte desses recursos, como na safra 2006/2007 sobrou 2 bilhões de reais e na safra seguinte 2007/2008 a sobra alcançou 5 bilhões de reais. Do que adianta crédito se não é disponível a quem precisa?

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Tempos Incertos

Preocupação com um novo cenário na economia mundial, e o produtor brasileiro tem motivos para se preocupar. Os preços das commodities vêm caindo e como sempre, isso não irá ser igual para os insumos agrícolas. Essa é uma combinação muito prejudicial, é tudo o que agricultor não quer.

O governo na tentativa de tranqüilizar um pouco a situação e manter a sua prestigiosa aprovação popular, anunciou o adiantamento de 5 bilhões que estavam previstos para o financiamento do crédito rural para o ano que vem. Mas isso não parece ser suficiente segundo a maioria dos analistas do ramo.

O grande problema é que o custo vai seguir alto e na venda o produtor não conseguirá bons preços da safra.

Por isso a importância de cautela em tempos de crise e poucas previsões. A verdade é que no momento ninguém arrisca fazer muitos prognósticos.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Torturante Ironia

É impressionante como nosso governo não para de nos surpreender, e juntamente com sua tropa de ministros aumenta o coro de suas inquietas lambanças. Como diz a letra de Orestes Barbosa e Silvio Caldas em Torturante Ironia...”Porque a canção mais aflita / É a forma que há mais bonita / Da gente poder chorar”.

Na louca gana de fazer alguma coisa barulhenta e chamativa Carlos Minc (Ministro do Meio Ambiente) divulgou semana passada uma lista dos cem maiores desmatadores da floresta amazônica, e “sem querer” colocou o próprio governo na "ponta da faca", é simplesmente o maior dos desmatadores. E o pior de tudo é que essa lista existia há sete mesês. Que dizer, por que só agora? Não sei se dou risada ou choro.

Segue a matéria da Folha, “O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) reconheceu nesta terça-feira que divulgou a lista dos 100 maiores desmatadores da floresta amazônica sem ler o documento --no qual o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) lidera a relação.
"Não li [o documento] nem [chequei] porque não sou fiscal e confio nos órgãos [do Ministério do Meio Ambiente, no caso o Ibama]. A lista estava pronta há sete meses e eu disse que era divulgar", afirmou ele.
Segundo o ministro, o relatório foi elaborado pelo Ibama sem sua interferência. Para pôr um fim no impasse que gerou um mal-estar entre os Ministérios do Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário, além do Incra, Minc abriu hoje prazo de 20 dias para a apresentação de recursos contra os processos envolvendo os órgãos federais.
De acordo com Minc, esse prazo deverá ser utilizado pelo Incra para que possa recorrer às multas aplicadas ao órgão em decorrência das denúncias de desmatamento na floresta amazônica. O ministro disse que neste período os especialistas examinarão todos os pontos argumentados para evitar injustiças.
Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, a multa mais elevada que será cobrada aos desmatadores deve ser aplicada ao Incra, no valor de R$ 50 milhões, e a menor é de R$ 197 mil, que deverá ser paga por uma pessoa física.
O presidente do Incra, Half Hachbart, já sinalizou que o Incra deverá recorrer às multas. Ele terá o apoio do ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) que julgou incorretos os dados divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente.
Nesta segunda-feira, Minc e Cassel tentaram desfazer publicamente o mal-estar envolvendo os dois. Cassel chegou a anunciar que Minc deverá elaborar uma nova relação de desmatadores. Mas o ministro do Meio Ambiente disse apenas que estava disposto a corrigir distorções e eventuais erros, caso sejam comprovados os equívocos.
Concluindo, é uma eterna contradição esse governo, que se elegeu pelo seu “socialismo” e até então é o governo que mais se tem denúncia de corrupção, é o governo que caça quem denuncia ou divulga notícias de suas negociatas, assim como aquele coitado caseiro que testemunhou contra o ministro Palocci. Entre tantas outras barbaridades cometidas.