terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Abiec: carne irlandesa pode trazer risco ao consumidor

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) no dia 16/12/2008.

"A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne) recomenda aos brasileiros que estão em viagem na Europa, que não consumam carne irlandesa.

Ao pedir carne nos restaurantes, o brasileiro deve se informar sobre a origem do produto. Se for irlandesa, descarte, diz a entidade. Otávio Cançado, diretor de relações institucionais da Abiec, diz que é "um absurdo" a atitude das autoridades irlandesas e da União Européia envolvidas no episódio de dioxina encontrada na carne da Irlanda, principal abastecedor de carne bovina na Europa. O nível de dioxina na carne bovina foi de 2 a 3 vezes superior ao permitido pelo Codex Alimentarius. Na suína, atingiu 200 vezes.

Cançado acha inadmissível o desleixo irlandês, principalmente quando as autoridades afirmaram que havia uma diferença muito grande entre os níveis da bovina e suína. Diferença existe, mas em ambos os casos há problemas aos consumidores, segundo Cançado.

Por muito menos, a União Européia baniu a carne brasileira dos países do bloco no início deste ano. Na avaliação da Abiec, o país teve problemas, mas nada tão sério como o da dioxina, que causa câncer. "Androulla Vassiliou, comissária européia para a saúde do consumidor, já deveria ter se manifestado sobre o assunto", diz Cançado.

A matéria é de Mauro Zafalon, publicada na Folha de S.Paulo, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Queda no preço do sal mineral

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) no dia 15/12/2008:

"Sal mineral: preço cai após 12 meses de alta

Após 12 meses de alta, o preço do sal mineral, item que mais pesa no custo de produção da pecuária, apresentou queda de 0,39% em outubro na média nacional. Este recuo se deve principalmente à redução da demanda por insumos para a produção de alimentos, decorrente da crise financeira mundial.

Apesar da retração, o custo da suplementação mineral acumula alta de 95,65% em 2008, segundo informações dos Ativos da Pecuária de Corte, publicação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP). Dos dez estados incluídos na pesquisa, Mato Grosso do Sul registrou a maior desvalorização do sal mineral em outubro, de 7,67%.

O levantamento revela também que o Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 0,23% em outubro, depois de registrar ligeira queda de 0,05% no mês anterior. No ano, a elevação do COE é de 30,67%. Já o Custo Operacional Total (COT) teve variação mensal de 0,42%, chegando a 27,74% de janeiro a outubro.

As informações são da Agência CNA, adaptadas pela equipe AgriPoint".

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Emissão de metano pela pecuária

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br), em 12/12/2008.

"Mapa: pecuária já reduziu emissão do gases

A quantidade de gás metano emitido por quilo de carne produzida reduziu, pelo menos 30%, nos últimos 18 anos. A informação é do professor da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo, Paulo Henrique Mazza Rodrigues, que participou do workshop sobre Sustentabilidade na Pecuária de Corte, realizado nesta quarta-feira (10), em Brasília. O metano é um dos principais gases que provocam o efeito estufa.

Segundo Paulo Henrique Mazza, um dos fatores que contribuíram para essa redução foi diminuir a idade do abate. "Não foi preciso mexer em nada em relação ao metano. Nós conseguimos reduzir a emissão desse gás trabalhando com estratégias de redução da idade do abate de cinco para três anos", afirma.

Durante o workshop foram apresentadas, ainda, outras ações que podem ajudar na diminuição da emissão de gases pela pecuária brasileira. Entre elas, a recuperação de áreas degradadas, controle do desmatamento, melhoria de qualidade das forragens, manejo adequado das pastagens e também o incentivo aos programas de sustentabilidade agropecuária.

O Programa de Integração Lavoura-Pecuária-Silvicultura (ILPS) e o Sistema Agropecuário de Produção Integrada (Sapi), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), também foram apresentados durante o evento. Os projetos investem na capacitação de técnicos e na conscientização de produtores sobre a emissão dos gases do efeito estufa, além do aperfeiçoamento de linhas de créditos para aqueles que adotam programas de sustentabilidade.

As informações são do Mapa, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint".

COMENTO:

Esse asunto ainda é um tanto quanto mistificado pelos ecologistas, póis não é feito um cálculo de quanto gás carbonico é evitado de ser liberado no meio através do uso de subprodutos industriais consumidos na pecuária, tanto de corte como de leite, esses subprodutos (orgânicos) são grande fonte de gás carbónico, coloco a seguir uma lista de alguns emissores e absorvedores de gás:

"Tabela 1. Fluxos de carbono entre os diversos reservatórios do planeta.
Fluxo Reservatório Taxa (Pg C ano-1) *

Efluxo para a atmosfera
Queima de combustíveis fósseis 5,3
Cultivo do solo 0,6-2,6
Respiração das plantas 40-60
Decomposição de resíduos orgânicos 50-60
Sub-total 95,9-127,9

Influxo da atmosfera
Fotossíntese 100-120
Absorção pelos oceanos 1,6-2,4
Sub-total 101,6-122,4
Balanço (efluxo – influxo) 1,8 m 1,4

15 * Pg = 10 g
Fonte: Lal et al. (1995).
Efeito Estufa: Potencialidades e Contribuições da Agricultura"

Notem como a decomposição de matéria orgânica é altamente poluente, se o Brasil fizesse um levantamento sério de quanto dióxido de carbono as matas alagadas por barragens emitem a atmosfera o país passaria de vendedor a comprador de bónus de carbono.
Voltando ao assunto da pecuária, na nutrição de grandes confinamentos (corte e leite) se consome muito resíduo industrial, restos de alimentos que seriam transformado provavelmente em adubo orgânico, a conta desse gás que deixa de ir para a atmosféra não é creditada aos bois né!!!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Frigorífico JBS aposta na america latina

Matéria publicada no site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em 09/10/2008:

"JBS diz que continuará crescendo em 2009

Nem EUA, nem Europa, nem Ásia: em meio à desaceleração global da economia, as oportunidades de investimento em 2009 se concentrarão na América do Sul. Quem afirma é Joesley Batista, presidente da JBS-Friboi, frigorífico brasileiro que é o maior do mundo e luta hoje para aumentar a liderança no mercado americano.

"Venho dizendo desde o início do ano e mantenho: as oportunidades para o próximo ano estarão no Mercosul", disse Batista. "Nos EUA e na Austrália, pela fatia de mercado que já temos, o período de expansão acabou."

Quando questionado pela Folha de SP a respeito das ações contra a aquisição da National Beef,
Joesley Batista comentou, "o acordo de compra não pode ser concluído enquanto houver essa oposição do Departamento da Justiça. Por enquanto, estamos nas tratativas iniciais entre as partes. O processo é longo, acho que ainda levará cerca de seis meses até chegar às audiências".

Para o presidente do JBS essa aquisição, será a maior dos EUA por uma boa margem de diferença em relação aos concorrentes. "Perseguimos tanto essa compra porque ela aumenta nossa economia de escala e eficiência e melhora os custos", explica.

Quanto à possibilidade da concentração do mercado causar alta nos preços, Batista foi enfático, "isso é bobagem. O que ocorre é o contrário. Nós já conseguimos baixar nosso custo de processamento por cabeça de gado de US$ 210 para US$ 160, e nossa expectativa é baixar para US$ 120. Se a compra não for feita, essa nova eficiência não vai poder ser refletida no preço final do boi e da carne".

Para ele em 2009 aparecerão oportunidades no Mercosul, mas no momento não há nenhuma aquisição ou investimento planejado, o momento é de preservar caixa. "O orçamento não está fechado. Mas estamos mantendo planos originais, achamos que vamos ser capazes de seguir crescendo".

A matéria é de Andrea Murta, publicada na Folha de S.Paulo, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Fogo Amigo

Publicado no site Beef Point (www.beefpoint.com.br) dia 05/12/2008:

"O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, defendeu ontem sua proposta para alterar o Código Florestal, disse que nunca foi favorável ao desmatamento ilegal e chamou o Ministério do Meio Ambiente de "incompetente" no combate à destruição da floresta.

A proposta, apresentada na terça-feira, inclui uma anistia para quem desmatou as áreas de preservação permanente (APPs) e plantou nesses locais até 31 de julho de 2007. APPs são topos de morro, margens de rios e encostas - áreas que não podem ser ocupadas e precisam ser recuperadas.

Segundo Stephanes, é preciso manter a agricultura "em topo de morro, serra e várzea em áreas já consolidadas, onde as pessoas estão produzindo há 50 ou há 100 anos".

Para ele, se o código for mantido como está, "toda a produção de uva do Rio Grande [do Sul], de fruta de Santa Catarina e metade do café de Minas Gerais estariam proibidos". "Isso tem de ser corrigido ou vamos efetivamente assumir publicamente que a metade do café de Minas tem de ser erradicado."

O ministro enfatizou, porém, que nunca defendeu o desmatamento. "Se alguém derruba ilegalmente a madeira, ponha-se na cadeia. Isso não é problema meu. Isso é problema de incompetência do Ministério do Meio Ambiente, que não consegue colocar na cadeia os caras que derrubam madeira."

Após sua proposta receber críticas de ambientalistas, o ministro também respondeu a eles: "Ambientalistas não plantam. Eles comem, poluem".

O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) afirmou que sua pasta não tem competência para prender, mas "multa, embarga e ajuíza ações". "Me custa crer que uma pessoa com a experiência dele tenha feito um comentário tão injusto. Mas vou relevar. Concedo perdão não aos desmatadores, mas ao ministro temporariamente descompensado."

Minc disse que enviou ontem a Stephanes uma lista de 12 propostas para recomeçar o diálogo no sentido de reformar o Código Florestal, de 1965.

As informações Folha de S.Paulo, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint".

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

China e Brasil, isso era óbvio só o Lula não sabia

Numa matéria publica no site Beef Point (www.beefpoint.com.br) hoje(segue a baixo em 28/11/2008) mostram que a balança comercial entre Brasil e China, desde que o país do oriente foi declarado como economia de mercado pelo nosso governo, está desfavorável ao nosso país em mais de 4,5 bilhões de dólares. Alguma surpresa? Só se for para os gênios do nosso governo que declaram o país que mais cresce devido principalmente as suas exportações tecnológicas e baratas. Agora o nossos grandes estrategistas apostam no setor agrícola para equilibrar esse déficit, será que o governo chinês será tão bonzinho como o nosso?

"O Brasil planeja concluir acordos sanitários com a China na área de carnes bovina, suína e de aves para aumentar exportações e reverter a forte tendência de déficit observada na balança comercial entre os dois países.

A estratégia que dá prioridade a alimentos foi traçada a partir de um levantamento que revela que o déficit é, na prática, superior ao que mostram as estatísticas.

Uma missão do Ministério da Agricultura está na China, e acordos sanitários deverão ser assinados para permitir a entrada de carne suína e bovina e a retomada das exportações de aves. Atualmente, a China já consome esses produtos brasileiros, mas eles são primeiramente exportados a Hong Kong e então redirecionados ao continente.

Um levantamento do governo brasileiro apurou que o déficit comercial com a China no primeiro semestre de 2008 foi superior a US$ 1 bilhão, apesar do alto preço das commodities observado entre janeiro e junho. As commodities são o principal tipo de produto que o Brasil exporta para a China.

Levando a alta dos preços em consideração, o Ministério da Agricultura fez uma simulação da balança recalculando as trocas do primeiro semestre com preços de commodities de 2006 e concluiu que o déficit real seria superior a US$ 4,5 bilhões.

"A tendência do déficit é explodir se os preços agrícolas continuarem a cair rapidamente como estão caindo agora com a crise", afirmou o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Célio Porto, à BBC Brasil. "Onde é que o Brasil pode equilibrar, ou diminuir o déficit, no comércio com a China? É na área agrícola", acrescentou o secretário.

"E em que produtos nós temos maiores chances de reduzir esse déficit mais rapidamente? Nas carnes, que são produtos dos quais somos grandes exportadores mundiais e, na China, nós não estamos ainda entrando."

As informações são da BBC Brasil, publicada na Folha Online, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint".

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Ruralistas pedem mais verbas

Publicado pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em 21/11/2008.

"Ruralistas pedem mais R$ 3,5 bi para enfrentar a crise

Considerado um dos setores prioritários na estratégia do governo de tentar minimizar o impacto da crise financeira mundial no crescimento do país no ano que vem, o agronegócio apresentou nesta semana sua fatura à equipe econômica.

Depois da injeção de R$ 13 bilhões neste ano, os agricultores pedem mais R$ 3,5 bilhões até o início de 2009, além de uma solução para R$ 75 bilhões em dívidas das três últimas safras e a criação de um fundo com dinheiro do Orçamento da União para reduzir o risco atribuído ao setor pelos bancos e permitir que os produtores possam tomar novos empréstimos para a safra 2009/2010.

Tudo isso, de acordo com a nova presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), precisa ser acompanhado da definição "de uma política de abastecimento e renda".

Na prática, isso significa novas regras para os subsídios dados pelo governo para seguro rural, diminuição da carga de juros e garantia de um preço mínimo para os produtos na época da comercialização.

O setor rural tem a seu favor o temor do governo de que a crise global interrompa a onda de crescimento econômico justamente nos dois últimos anos do governo Lula.
"O cenário é preocupante e a população sentirá as conseqüências desta crise quando ela atingir a mesa", afirmou a senadora, traçando quadro ameaçador. "Chegamos ao nosso limite. Máquinas estão sendo arrastadas, recursos para comercialização da safra atual são insuficientes e não há crédito para a safra 2009/2010", diz.

As informações são do jornal Folha de SP, resumidas e adaptadas pela equipe AgriPoint".

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Soja Transgênica no Paraná

Matéria publicada no site Portal do Agronegócio (www.portaldoagronegocio.com.br) em 18/11/2008 ás 9:00 horas.

"A soja transgênica ultrapassou a convencional nesta safra e atingiu 60% de cobertura nas lavouras, conforme os números apurados pela Expedição Safra 2008/09. O índice era de 49% na safra passada. Essa expansão de 11 pontos já considera o aumento na área plantada, que passou de 4 milhões para 4,1 milhões de hectares.

No primeiro ano da sondagem realizada pela Rede Paranaense de Comunicação (RPC), na safra 2006/2007, a semente geneticamente modificada (GM) cobria 47% da área de 3,96 milhões de hectares. Era a primeira safra oficial, após da liberação comercial da tecnologia, com sementes transgênicas legalizadas.

No ciclo atual, a nova pesquisa da Expedição mostra que a transgenia se firma como opção no manejo de ervas daninhas. Os produtores e especialistas ouvidos pelas equipe de campo (técnicos e jornalistas) são unânimes em relação a essa tendência. Eles afirmam que a soja transgênica cresce sempre que as variedades mais produtivas de cada região ganham sua versão GM. Por outro lado, não consideram a opção definitiva. Se a soja transgênica tem custo maior, o produtor tende a voltar à soja convencional a partir do momento em que consegue controlar as pragas com o uso de glifosato, tolerado pela soja modificada.

A expansão da soja GM foi mais forte no Oeste e no Sudoeste, disse o pesquisador da Embrapa Soja, sediada em Londrina (Norte), Lineu Domit, do setor de Transferência de Tecnologia. Em sua avaliação, o fato de os produtores dessas regiões darem preferência à soja de ciclo curto favoreceu a semente transgênica. Com a chegada de uma diversidade cada vez maior de soja modificada ao mercado, o produtor deverá se guiar basicamente pelo custo, apontou.

A disponibilidade de sementes transgênicas adaptadas ao clima da região Centro do Paraná também melhorou, segundo a Agrária, de Entre Rios. Seus 540 cooperados cultivam 69 mil hectares de soja, praticamente a mesma área do ano passado. A participação das sementes transgênicas aumentou de 16% para 40%, conforme a cooperativa. As convencionais têm a preferência na região porque ainda apresentam produtividade mais elevada, além de parte da produção receber um prêmio (valor diferenciado de venda).

A facilidade no controle de ervas daninhas tem peso maior no Centro-Sul. Em Palmeira, segundo a Coopagrícola, com sede em Ponta Grossa, predominam os grãos transgênicos. O uso de variedades geneticamente modificadas ocorre em 79% da área da cooperativa nesta safra, ante 80% na anterior, já considerando a redução da área total, que foi de 2,7% (de 28,9 mil para 28,1 mil hectares de soja). Essa foi exatamente a mesma tendência verificada pela Batavo, de Carambeí, que tem 20% de 66,3 mil hectares com variedades transgênicas: a área total caiu 2,7% e a de soja manteve sua proporção, de um quinto.

O produtor Manoel Henrique Pereira, cooperado da Batavo em Palmeira, explica que o produtor da região não pode focar só a produtividade. Ele planta apenas soja transgênica, alegando que economiza no uso de herbicidas e beneficia o ambiente. Nonô Pereira associa o grão GM ao plantio direto na palha e à rotação de culturas e diz que, assim, tem mais sustentabilidade na lavoura. O controle sobre as ervas daninhas lhe permite plantar soja na mesma época em que colhe o trigo, dependendo apenas da umidade.

Para o agricultor José Armando Gafuri, de Toledo, na Região Oeste, a opção é custo e manejo. Todo verão ele cobre seus 50 hectares com soja e há três anos só planta sementes GM. “Não conseguia controlar o mato. Só comecei a me sair bem depois do transgênico”, relata.

GM free
Existem agricultores atentos às novas tecnologias, mas que ainda plantam, exclusivamente, soja convencional. Ivo Arnt, de Tibagi (Campos Gerais), explica que atende a um nicho de mercado que prefere a semente tradicional. Ele conta ainda que não tem problemas graves com ervas daninhas. Alcança 3,2 mil quilos por hectare. Com boa produtividade e relativo controle do mato, Eduardo Caldeirão, de Sertanópolis (Norte), também reserva seus 100 hectares de soja à semente convencional. Nesta safra, ele pretende colher 3,4 mil quilos por hectare.

Termômetro da produção no Paraná
Um dos termômetros da produção de soja no estado, os números da Coamo, com sede em Campo Mourão, confirmam a projeção feita pela Expedição Safra.

Com mais de 1 milhão de hectares, a cooperativa responde por 1¼4 da área de cultivo da oleaginosa no estado. Neste ano, entre 55% e 60% do cultivo de seus cooperados será com sementes geneticamente modificadas (GM), afirma Antônio Carlos Ostrowski, supervisor de unidades da Coamo. Na safra anterior, lembra, essa cobertura ficou entre 50% e 55%.

Considerando Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, os cooperados somam uma área total de soja de 1,4 milhão de hectares. Na média, entre GM e convencional, a produtividade é de 3.000 quilos/hectare. O custo de produção, segundo Ostrowski, ficou idêntico entre as duas tecnologias. `Agora, a opção é puramente manejo, pela facilidade no controle de ervas daninhas e de aplicação de herbicida´".

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Exportação de carne argentina em baixa

Matério publicada no site Portal do Agronegócio (www.portaldoagronegocio.com.br) em 10 de novembro de 2008.

"Os cortes da Cota Hilton foram os mais afetados, sofrendo redução de 37% no mesmo período. A queda nas exportações decorre principalmente do auto-embargo imposto pelo governo da Argentina na tentativa de diminuir a inflação interna.

Exportadores argentinos também enfrentam dificuldades no cumprimento dos contratos. "Os compradores estão pedindo redução dos preços. Importadores russos já pedem descontos de 35% para os cortes", informa a Scot Consultoria.

"Existe a expectativa de que a oferta de gado na Argentina diminua em 2009, conseqüência do abate de matrizes ocorrido nos último dois anos. O descarte vem em linha com as atitudes do governo de restringir as exportações e sobretaxar a atividade, além da seca que atingiu as principais regiões produtoras", comentam os analistas".

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Isenção de imposto pode chegar na lavoura

O site Suinocultura industrial (www.suinoculturaindustrial.com.br) publica uma reportagem mostrando um estudo do governo para retirar os impostos federais sobre grãos, veja a seguir alguns trechos, "O Governo estuda incluir produtos primários, como grãos e carnes, na política de «drawback verde amarelo», que permite o desconto de impostos federais pagos na compra, no mercado interno, de matérias-primas e componentes de mercadorias vendidas ao exterior. A regra atual vale apenas para os produtos industriais. A medida aumentaria a competitividade do setor agrícola, um dos grandes responsáveis pelas exportações do país, que tem sido afetado pela falta de crédito resultante da crise financeira internacional".

Ótima notícia, nada mais justo, mais uma decisão inteligente, temos que reconhecer o ministro Reinhold Estephanes tem promovido grandes avanços no ministério da agricultura, aliás é o primeiro ministro da agricultura do atual governo que realmente tem agido a favor dos agricultores.

Segue mais um trecho da reportagem, "Além do drawback, Stephanes sinalizou ontem que o Governo pode adotar medidas adicionais de apoio ao setor agrícola, especialmente com créditos para o término do plantio da safra de grãos e para a comercialização, que começa daqui a seis meses, afirmando que o Governo está preocupado com o setor de algodão do Centro-Oeste". Aqui quero destacar mais uma grande vantagem desse tipo de política rural, diferentemente dos governos vizinhos, principalmente argentino, o governo brasileiro vem estimulando o desenvolvimento do produtor (a exportação), mesmo que a passos de tartaruga em algumas questões como no tema de reforma agrária e invasões de terra (o que é crime e deveria ser fortemente combatido, até mesmo para evitar todas essas mortes no campo), mas sem nos desviarmos do assunto principal, quero mostrar como o governo estimula o desenvolvimento da agropecuária com medidas como esta, que melhora o comércio de grãos e os dele dependente consequentemente.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Paraguai aumenta controle de febre aftosa na fronteira

Matéria publicada no site Beef Point (www.beefpoint.com.br) dia 28/10/2008.

"Autoridades do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa) do Paraguai informaram que resolveram aumentar as medidas de controle da febre aftosa na denominada zona de Alta Vigilância, ao longo das fronteiras comuns com Brasil, Argentina e Bolívia, em uma faixa de 15 quilômetros desde a linha fronteiriça.

Para isso, estabeleceram maiores requisitos para a mobilização dos animais nesta zona em virtude do programa de controle e erradicação da febre aftosa disposto pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para a região.

De acordo com o estabelecido pelo Senacsa, dentro dos requisitos para o movimento dos animais para abate da zona de Alta Vigilância, os mesmos deverão estar sem sinais clínicos de febre aftosa 30 dias antes do embarque. O veículo de transporte habilitado tem que ser lavado, desinfetado e selado, sem contato com outras espécies susceptíveis, e durante o transporte, deverão passar por postos de controle obrigatório estabelecidos.

Além disso, só podem ser mobilizados animais identificados, indicaram autoridades do serviço veterinário.

A reportagem é do ABC Color Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Ministério da Agricultura x Ministério do Ambiente

Publicado no site Beef Point (www.beefpoint.com.br):
"O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse ontem em Curitiba que o colega Carlos Minc (Meio Ambiente) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinaram - sem ler - um decreto sobre penas a produtores rurais que desrespeitarem leis de proteção ambiental.

O decreto 6.514, publicado em julho, prevê penas como suspensão das atividades e embargos de propriedades e rebanhos, caso o produtor não conserve ou restaure áreas de reserva legal. Para Stephanes, o decreto "criminalizou os agricultores brasileiros".

"O problema é que ninguém leu. Eu disse isso ao ministro Minc quando ele mandou o decreto ao presidente: "Você não leu o decreto, o presidente não leu o decreto. Ninguém leu o decreto'", declarou Stephanes.

Ele deu a declaração ao criticar o decreto e o Código Florestal. "As multas são desproporcionais", afirmou. "[Se] aplicar essa legislação da forma que foi colocada, eu posso garantir a vocês, áreas inteiras deixarão de produzir", disse. Ele disse que é preciso "ter coragem para alterar o Código Florestal."

Para Stephanes, o decreto impõe "medidas genéricas" a regiões diferentes, como encostas e topos de morros em Minas Gerais e no Sul. Caso houvesse leis que seguissem o perfil de cada região, o ministro disse que problemas como a derrubada da floresta amazônica poderiam acabar.

Ele defendeu ainda que ONGs não deveriam participar de discussões sobre proteção dos recursos naturais porque são, segundo ele, financiadas por poluidores - "inclusive pelos grandes poluidores do mundo, pelas grandes empresas petrolíferas". Ele também criticou o Banco do Brasil ao pedir "mais velocidade" na liberação de recursos para a safra 2008/ 2009 diante da crise financeira global.

A matéria é de Dimitri do Valle, publicada no jornal Folha de S.Paulo, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Mercado Paraguaio de Carne Precisa ser mais Competitivo

Publicado no site Beef Point (www.beefpoint.com.br) dia 20-10-2008.

"A carne paraguaia terá que competir mais a nível internacional agora que estão entrando novos participantes nos mercados mais importantes do país, como Rússia e Chile, disse o presidente da Câmara de Carne da Associação Rural do Paraguai, Carlos Pereira.

Os frigoríficos paraguaios tiveram que reduzir drasticamente o abate de animais devido à redução das vendas de carne no exterior. No entanto, acreditam que se recuperarão.

"De acordo com o que sabemos sobre o tema da carne a nível mundial, mantém-se - o valor -, mas o que está ocorrendo é que de repente a demanda está mudando pela entrada de novos atores em diferentes mercados", disse Pereira.

Ele disse que a entrada de novos participantes, como Argentina, que começa a voltar ao mercado internacional, e do Brasil, que começa a entrar no Chile de novo, além de Austrália e Estados Unidos, que também estão competindo no Chile, dificulta a situação para o Paraguai.

Pereira disse que o maior impacto é para os frigoríficos, que já tinham planos e fizeram investimentos de expansão, e que esse cenário pode afetar seu movimento comercial. Pelo menos quatro indústrias frigoríficas paraguaias já solicitaram a suspensão ou redução de suas jornadas de trabalho devido à drástica redução dos abates de animais como conseqüência da baixa nas exportações.

Apesar de neste ano o Paraguai ter conseguido superar seu recorde histórico de exportação de carne, chegando a mais de US$ 630 milhões, as vendas aos principais mercados como Rússia e Chile caíram em até 80%, deixando a indústria em uma situação difícil.

Consultado sobre se a crise dos EUA também afeta o prognóstico das exportações de carne, Pereira disse que o efeito na produção pecuária propriamente dita não será tão grave. "O que ocorre é que o ciclo de produção pecuária é de médio e longo prazo. Isso ocorre hoje - pela crise -, mas a médio e longo prazo deverá se recuperar porque o mundo precisa de proteínas e nós temos a habilidade de produção de proteínas, seja de carnes ou agrícola e à medida que cresce a população, há necessidade de mais alimentos".

A reportagem é do ABC Color, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Inadiplência de Frigoríficos

Puclicado no site Beef Pointo (www.beefpoint.com.br):

"A menor oferta de crédito já começa a dar sinais dos seus efeitos na economia real. De acordo com o Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), está aumentando a inadimplência de frigoríficos pequenos e médios no pagamento pelo boi ao pecuarista.

Segundo Sebastião Guedes, presidente do CNPC, até o ano passado, o índice de não-pagamentos estava em torno de 5%, veio avançando para níveis próximos de 8% até antes do agravamento da crise financeira e atualmente está entre 15% e 20%. "Esse tipo de problema ocorre com frigoríficos de menor porte e principalmente em novas fronteiras da pecuária, como no Pará e em Rondônia, onde a relação entre produtor e indústria não é muito sólida", acrescenta.

Carlos Xavier, presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), diz que há 15 dias os frigoríficos iniciaram atrasos no pagamento de pecuaristas, mas, segundo ele, não atinge, ainda, atrasos alarmantes. "São frigoríficos que compram com prazo de 30 a 35 dias e, quando o pecuarista vai receber, eles empurram o prazo por mais 3 a 4 dias", relata Xavier.

Em Goiás, Mozart Carvalho de Assis, presidente da Comissão da Pecuária de Corte da Federação da Agricultura do estado, afirmou que, além da inadimplência dos frigoríficos Margem e Quatro Marcos, já conhecida do mercado, os pecuaristas também estão tendo problemas com uma indústria de menor porte do município de Goiás Velho. "Estamos todos tomando medidas de precaução. Quem antes vendia 200 bois em um único lote está liberando, aos poucos, algo como 50 animais, e somente depois do pagamento do lote anterior", afirma.

De acordo com Guedes, do CNPC, não há relatos de atraso de pagamento por parte de grandes frigoríficos. "Eles apenas estão pedindo mais prazo."

Luciano Vacari, superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), diz que é perceptível o fim da modalidade de pagamento à vista entre os grandes frigoríficos. "Os juros, que também eram de 2%, estão agora no patamar de 4%", complementa. O frigorífico Minerva, que antes do agravamento da crise comprava um terço da matéria-prima com pagamento à vista, anunciou na semana passada que suspendeu essa modalidade e somente pagará boi com 30 dias de prazo.

A combinação de encolhimento de crédito e mercado muito instável resulta em problemas na estrutura de capital de giro dos frigoríficos, explica Sérgio De Zen, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). "Alguns frigoríficos estão endividados, mas conseguiram negociar e postergar a dívida para vencer em cinco a dez anos. Mas muitos frigoríficos não têm as mesmas condições de negociação, como os menores, que têm mais dificuldades nesse mercado", complementa De Zen.

A matéria é de Fabiana Batista, publicada na Gazeta Mercantil, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Crise Financeira Deve Afetar Safra de 2009

A matéria a seguir foi publicada no site Suinocultura Industrial (www.suinoculturaindustrial.com.br):

"Os efeitos da crise financeira mundial na atividade do agronegócio brasileiro serão sentidos em 2009. O alerta é do coordenador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo(USP), o economista Geraldo Barros. Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, ele ressaltou que caso o governo não tome as medidas necessárias, o agricultor brasileiro que fez investimentos em 2008, por conta do cenário positivo do primeiro semestre, vai sentir o “baque”, sobretudo, nos preços das commodities.

“Este ano, tivemos uma safra importante, com um saldo significativo, e vamos sentir mais os efeitos nos preços das nossas matérias primas, que estão caindo. O faturamento vai ficar prejudicado em relação às expectativas que tínhamos de crescimento próximo a 10%. Infelizmente, essa crise pode frustrar as expectativas”, disse o economista.

Para Geraldo Barros, o “fantasma da crise mundial” tem se mostrado presente no país. “Na hora de vender, os preços vão estar deteriorados. O mercado vai estar com um grande volume de produção e sem uma capacidade de escoamento em recursos para adquirir essa safra e movimentá-la. O risco é ter uma grande quantidade de produção a preços baixos e o produtor tendo que se desfazer dela logo na boca da safra, sem condições de armazenar e negociando devagar a sua safra”, afirmou Barros.

O economista da USP, acha, entretanto, que a situação pode ser encarada como “fazer do limão uma limonada”, uma vez que o Brasil possui terra, minérios, petróleo e água a seu favor. Para Barros o Brasil possui “todas as bases” para se tornar líder assim que a crise for superada.

“O que nós temos que fazer é administrar bem esse processo aqui, dar uma arrumada na casa, tornar o nosso governo mais capaz de investir – o que é nossa limitação: investimentos em infra-estrutura, logística e energia – para prepararmos o terreno, usarmos com sabedoria os recursos naturais que temos e ocuparmos o papel de liderança mundial que temos pela frente.”

A curto prazo, segundo Barros, o consumidor brasileiro vai ser beneficiado pela queda dos preços das commodities".

Coreia do Sul Aprova Frigoríficos do Paraná e Santa Catarina

Matéria Publicada em Portal do agronegócio (www.portaldoagronegocio.com.br):

"Inspetores do Ministério de Agricultura da Coréia do Sul aprovaram as condições estruturais e sanitárias de seis plantas frigoríficas de carne de frango em Santa Catarina e Paraná. A habilitação desses estabelecimentos depende de documento de homologação das autoridades sul-coreanas.

O prazo médio para concluir o processo é de 30 dias. Dos aprovados, quatro são de Santa Catarina e os outros dois do Paraná. O Brasil tem, atualmente, oito plantas frigoríficas habilitadas a vender carne de frango in natura àquele mercado, habilitadas em 2005 e 2006 - sendo duas no Paraná".

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Esquerda e Direita (Governo x Oposição)

O texto que anexo em segui foi publicado pelo jornalista Reinaldo Azevedo em seu blog (http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/),ele comenta sobre o debate realizado na noite de domingo 12/10/2008 na rede bandeirantes entre os candidatos a prefeito de São Paulo, Marta Suplicy (PT) e o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM), sei que essa matéria foge do tema desse blog, mas creio que esse texto tem uma riqueza em enorme em relação ao que acontece em relação ao governo do Brasil. Leiam:

"Sim, assisti ao debate de ontem da Band. Mesmo com regras rígidas, um tanto chatinhas, fica mais agradável de ver quando o embate se dá apenas entre dois candidatos. Temos — o jornalismo — de procurar uma maneira que impeça a mentira e o ludíbrio: “Fiz isso e aquilo...” Se não fez, a obrigação do jornalismo é informar o telespectador. Mas como? Não sei — o que não quer dizer que não haja uma resposta.

Quem ganhou? Bem, como sempre, isso fica por conta das pesquisas de opinião. Eu acho que Gilberto Kassab (DEM) teve uma atuação superior à de Marta Suplicy (PT). Parece que sopraram ao ouvido da candidata que a única chance de reverter o quadro é abusando da agressividade. E ela foi fundo. Vai funcionar? Os petistas, aliás, estavam em pé de guerra. O prefeito pediu, e obteve, direito de resposta: a ex-prefeita chamara o adversário de mentiroso ao menos três vezes. É algo injurioso — não uma divergência. A petista também reivindicou o seu tempo, que lhe foi negado. Ela desandou a gritar. Seus partidários também. No intervalo, petistas chegaram a acusar o mediador Boris Casoy de “vendido”. Carlos Zarattini, coordenador da campanha de Marta, afirmou aos berros que havia “falcatrua” no debate. É mais uma face do petismo quando em desvantagem.

Preconceito, pelo visto, tornou-se a tônica da campanha petista. Marta dedicou-se a satanizar o DEM, partido do Kassab, que, segundo ela, está desaparecendo no Brasil inteiro. A legenda está prestes a conquistar a prefeitura da maior cidade do país. Mesmo fora do poder federal há seis anos, conquistou 495 prefeituras, apenas 53 a menos do que o superpoderoso PT. Se ganhar em São Paulo, governará uma população e um orçamento superior à soma das seis capitais onde os petistas venceram. Não só: as vitórias mais expressivas do PT se deram em cidades pequenas do Norte e Nordeste — justamente nos grotões. E o grande eleitor do petismo foi um neocoronel chamado Bolsa Família — perverso como todos os coronéis.

Marta investe no preconceito. Afinal, qual é o problema do DEM?
- O partido foi pego extorquindo bicheiro?
- O partido promoveu o mensalão?
- O partido foi pego com dólares na cueca?
- O partido foi flagrado com uma mala de dinheiro tentando comprar um dossiê falso para fraudar uma eleição?
- O partido usou a Casa Civil para montar um dossiê contra adversários políticos?
- O partido promoveu a quebra ilegal do sigilo de um pobre caseiro?
- O partido mantinha em Brasília uma casa de prazeres & negócios, onde São Jorge costuma ser exibido de ponta-cabeça?
- O partido tem algum figurão cujo filho recebeu R$ 10 milhões de uma empresa concessionária de serviço público, de que o BNDES é sócio?
- O partido recebeu dólares de Cuba?
- O partido recebeu recursos das Farc?
- O partido deu a Petrobras de presente para um índio de araque?
- O partido endossa os regimes de força da Bolívia, da Venezuela e do Equador?
- O partido mudou uma lei só para beneficiar uma empresa gigante da telefonia?

- O partido tentou instaurar a censura no país?

- O partido puxa o saco de tudo quanto é ditadura no mundo?

- O partido deu emprego para a mulher de um narcoterrorista?

- O partido apóia uma organização narcoterrorita enquanto trata a pontapés o país que os terroristas ameaçam?

Convenham! Se o DEM tivesse feito tudo isso, deveria ter sido extinto, e seus dirigentes mereceriam estar atrás das grades".

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Dolar alto! Bom ou ruim?

No momento a expectativa é grande em relação a qualquer mudança da economia, mas com a desvalorização do real o pecuarista pode ter ao menos uma certeza, as vendas de carne do Brasil seguirão em alta, veja a matéria publicada no site Portal do Agronegócio (www.portaldoagronegocio.com.br) hoje (08/10/2008) ás 08:56, "A média histórica de US$22,00 a US$25,00 ficou bem para trás. "Na verdade, este ano, o boi do Brasil (tomando São Paulo como referência) chegou a registrar picos ao redor de US$60,00/@. Dessa forma, se tornou um dos mais “caros” do planeta, bem acima dos vizinhos de América do Sul e bastante próximo das cotações de EUA e Europa", informa a Scot Consultoria.

Nos últimos meses, porém, em função de fatores que a mídia tem noticiado dia e noite, o real entrou em rota de desvalorização. A alta do dólar foi de 22% em 30 dias.

Dessa forma, o boi do Brasil já retornou aos mesmos patamares de vizinhos como Uruguai e Paraguai, concorrentes diretos em vários mercados, informam os analistas. "É fato que a cotação argentina segue bastante competitiva. Mas justamente porque o governo local tem segurado as exportações. Portanto, se o país não está exportando, deixa de ser concorrente. Pode ter o preço que quiser", comentam.

"É verdade também que a crise financeira iniciada nos EUA, e que agora já acomete a economia “real” em nível global, deve afetar negativamente o crescimento do consumo e, conseqüentemente, os preços da carne bovina no mercado internacional", destacam os analistas.

No entanto, é preciso considerar, de acordo com os analistas:

Primeiro, que guinada do câmbio, ao menos por enquanto, compensa esse movimento. Além de melhorar a margem do exportador, aumenta a atratividade da carne nacional frente aos concorrentes, o que pode favorecer a procura mesmo em períodos de consumo menos aquecido.

Segundo, ainda que de forma mais comedida (principalmente nesses próximos 2 anos), o consumo mundial de carne bovina deve se manter em crescimento. E o destaque são os emergentes, grupo do qual o Brasil faz parte (e o mercado interno ainda é o nosso maior mercado) e do qual pertencem os principais importadores da carne brasileira (destaque para a Rússia e países do Oriente Médio).

"Por fim, do lado da oferta, a Austrália acredita em retração da produção em 2009, o Uruguai está com dificuldades de expansão, a Europa está em recessão, os norte-americanos estão descartando vacas e reduzindo o volume de cabeças confinadas e, mesmo aqui no Brasil, a retomada dos investimentos ainda não foi suficiente para compensar mais de três anos de abate de matrizes", opinam os analistas.

Portanto, mesmo com crise, o cenário ainda é favorável (ou menos desfavorável) à carne bovina brasileira, concluem os analistas".

Crise ainda não afeta a pecuária

O site Beef Point (www.beefpoint.com.br) publicou ontem (07/10/2008) a seguinte matéria:

"O boi gordo continua imune à crise que atinge a cotação das commodities agrícolas. Em São Paulo, o preço da arroba valorizou-se 1,5% desde o início de setembro e a carne bovina no atacado paulista subiu ainda mais, 5%, batendo recordes nominais sucessivos, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP).

Enquanto isso, as cotações internas de soja e milho caíram 3,36% e 6,5%, respectivamente, o que deve contribuir para pressionar para baixo o custo de produção de carnes, principalmente de frango e suíno.

"Esse cenário externo negativo não afetou a economia real, até o momento. Ainda não sentimos queda da demanda, tanto no mercado interno quanto no externo", afirma Sérgio De Zen, pesquisador do Cepea.

Apesar da demanda ainda não ter sido afetada, a falta de crédito aos frigoríficos pode mudar esse cenário positivo para o setor, na avaliação de Roberto Giannetti da Fonseca, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne. "Os frigoríficos usam os recursos do Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) para pagar o pecuarista pelo boi. Esse dinheiro irriga o setor. Se ele não estiver disponível, pode haver pressão sobre o preço da arroba", avalia Gianetti. Segundo ele, a falta de crédito para exportação pode também limitar o acesso dos frigoríficos exportadores ao bom momento do câmbio.

Já a carne suína apresenta elevações de preços antecipadas. Na avaliação de Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Carne Suína (Abipecs) o cenário se deve à melhora dos preços no mercado internacional e do equilíbrio da oferta interna. "Não está sobrando carne. E a alta do boi também vem puxando o preço das outras carnes", afirma.

Assim, o final do ano, que já é considerado o melhor momento de preços para a carne suína, deve, neste ano, ser ainda melhor, segundo ele. "Esse aumento de preço em setembro e outubro é indicativo de demanda aquecida, de melhora de renda. Só que esse aumento de consumo costuma acontecer somente a partir de novembro, o que indica que teremos um fim de ano ainda melhor". Apesar de não ter os dados precisos, o dirigente da Abipecs acredita em uma elevação do consumo per capita de carne suína de 12,5 quilos por habitante por ano para 14 quilos.

A matéria é de Fabiana Batista, publicada na Gazeta Mercantil, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Paraguai quer Exportar Carne para China

A seguinte reportagem foi publicada no site Beef Point (www.beefpoint.com.br)

"Empresários do setor de carnes do Paraguai estão analisando a possibilidade de exportar produtos para o mercado chinês. Isso foi anunciado pela presidente da Câmara Paraguaia de Carne, Maris Llorens, que se reuniu com o presidente paraguaio, Fernando Lugo.

'O presidente da República está pensando na abertura da China, pois estamos muito preocupados pela redução das compras de nossa carne pelo Chile e pela Rússia, países que eram os maiores compradores do produto. O setor vive um momento difícil e não vemos uma saída pronta', disse ela.

Llorens disse que as exportações de carne do Paraguai ao Chile e à Rússia caíram em 80% e as indústrias frigoríficas estão trabalhando com apenas metade de sua capacidade.

A reportagem é do La Nación, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint".