segunda-feira, 30 de março de 2009

Bovinos: aumento no abate de fêmeas

30/03/2009
Por Maria Gabriela O Tonini, retirado do site Scot Consultoria (www.scotconsultoria.com.br).

"A participação das vacas nos abates de bovinos (vacas + bois) voltou a diminuir em 2008.

Segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considerando os abates de bois e vacas, as fêmeas tiveram participação de 38,6%.

A participação nesta proporção não ocorria desde 2003, quando as fêmeas representaram 36,6% do abate.



Entre 2004 e 2007, o aumento da proporção de fêmeas abatidas indicou abate exacerbado de matrizes e conseqüente redução do rebanho e da produção de carne. Mas em 2008, pelo segundo ano consecutivo, a participação das fêmeas no abate diminuiu, o que indica menor abate de matrizes e conseqüente retomada do ciclo pecuário".

quarta-feira, 18 de março de 2009

Kroetz: "Brasil ainda precisa se livrar do estigma da febre aftosa"

Pelo site Sonotícias (www.sonoticias.com.br/agronoticias/)
18 de março de 2009 - 10:58h
Autor: Agência Safras

"O Brasil ainda precisa se livrar do estigma da febre aftosa, segundo afirmou nessa terça, Inácio Kroetz, secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre o balanço da Campanha Nacional de Vacinação contra a Febre Aftosa de 2008, divulgado na segunda/feira.

"No momento em que estivermos livres da febre aftosa, mesmo com vacinação, nós vamos alcançar mercados que são mais exigentes mas, por sua vez, pagam melhora", afirmou o secretário.

Segundo o balanço, foram imunizados cerca de 168 milhões de animais na primeira etapa e 170 milhões na segunda, atingindo uma cobertura de 96% e 97%, respectivamente.

A meta é que o Brasil esteja livre da febre aftosa com vacinação dos animais até o final de 2010 e que, no futuro, a vacinação não seja mais
necessária, como ocorre atualmente em Santa Catarina".

terça-feira, 17 de março de 2009

Email

Bom dia pessoal, só um aviso: para me mandar email utilize o endereço "elizeudv@hotmail.com" o meu email "elizeudv@gmail.com" tenho consultado pouco por isso posso demorar para responder.
Obrigado.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Preços precuários em alta na Austrália

Pelo site Scot Consultoria (www.scotconsultoria.com.br) 16/03/2009.
Por Fabiano Tito Rosa

"De acordo com relatório do Meat and Livestock Austrália (MLA) os preços pecuários estão em alta no país. O movimento teve início para os bovinos “tipo exportação”, mas agora se espalhou para todas as categorias.

O MLA destaca, sem citar valores, que o clima mais favorável e o reaquecimento das vendas externas de carne e de gado respondem pelo movimento.

No que diz respeito à exportação, aponta que os preços de cortes congelados voltaram a subir para a União Européia. Que a demanda da Indonésia continua forte e que a Rússia está retomando as compras de carne sul-americana, com destaque para a brasileira, já promovendo recuperação das cotações.

Em síntese, há sinais de que o comércio internacional está voltando a se aquecer. Lembrando que, ao contrário do Brasil, a Austrália já havia registrado embarques recordes em fevereiro último".

sexta-feira, 6 de março de 2009

Carne bovina: mercado interno x mercado externo

Pelo site Scot Consultoria (www.scotconsultoria.com.br) em 06/03/2009.

"De 2000 a 2008 as exportações brasileiras de carne bovina cresceram 268%, sendo que a produção aumentou 45%. A importância do mercado externo, portanto, quase triplicou.

Ano passado, porém, as vendas externas registraram retração significativa. A produção também diminuiu, mas em menor proporção (mesmo considerando que esse número ainda pode ser revisto para baixo). Dessa forma, o mercado externo perdeu um pouco de sua importância.

Esse quadro pode se intensificar em 2009. Apesar de não haver ainda estatísticas de abate/produção atualizadas, é provável que as vendas externas estejam mantendo um ritmo de queda mais acentuado em relação ao ajuste que se observa para os abates.

Afinal, além do problema do crédito, é preciso considerar que, internamente, as quedas que vêem sendo registradas para a carne bovina têm sido relativamente mais comedidas do que no mercado internacional".

quinta-feira, 5 de março de 2009

Brasil aumenta área de alto risco na fronteira oeste

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) dia 05/03/2009:

"A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) publicou no Diário Oficial desta quarta-feira (4) a portaria 1.758, que altera o documento de criação da Zona de Alta Vigilância (ZAV), localizada na fronteira entre Mato Grosso do Sul e os dois países vizinhos.

Até então, a ZAV era composta por 11 municípios, que fazem fronteira com o Paraguai. Com a nova portaria, Corumbá e Ladário também são incluídos na área de proteção especial, ampliando as ações severas de cobertura do trânsito e da vacinação do gado para a área fronteiriça com a Bolívia.

A ZAV fica composta pelos municípios de Antônio João, Aral Moreira, Bela Vista, Caracol, Coronel Sapucaia, Japorã, Mundo Novo, Paranhos, Ponta Porã, Porto Murtinho, Sete Quedas, e agora, Corumbá e Ladário.

Criada em janeiro de 2008, a Zona de Alta Vigilância é uma região onde as ações de fiscalização do gado, tanto no trânsito como em ações de vacinação, são mais severas. Isso se deve aos focos de febre aftosa registrados em 2005, em alguns municípios do sul do Estado.

Em julho do ano passado, Mato Grosso do Sul recuperou o status de área livre de febre aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Já no começo deste ano, técnicos da União Européia visitaram propriedades para verificar as condições sanitárias e ampliar o comércio de carne bovina in natura entre o Estado e o bloco econômico.

Também no Diário Oficial desta quarta-feira (4), a Iagro definiu o calendário de vacinação contra a febre aftosa para 2009. Nas duas etapas, o período foi antecipado em, aproximadamente, 30 dias.

A primeira etapa acontece de 1° de abril a 15 de maio, com a vacinação de todo o rebanho bovino e bubalino, independente da idade. Já a segunda parte da vacinação deve acontecer entre 1° de outubro a 15 de novembro, também todo o rebanho bovino e bubalino, independente da idade.

Na vacinação de 2008, foram imunizados cerca de 21 milhões de cabeças de gado em todo o Estado. Após a vacinação, os produtores tem o prazo de 15 dias para informar à Iagro.

As informações são da Seprotur, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint".

segunda-feira, 2 de março de 2009

Rússia volta a comprar carne bovina paraguaia

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) dia 02/03/2009.

"A Rússia retomou a compra de carne bovina paraguaia após ter praticamente suspendido suas compras em agosto passado em decorrência da crise financeira internacional, segundo informou o Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa) do Paraguai.

O Senacsa disse que, nas duas primeiras semanas de fevereiro, os russos compraram 1.500 toneladas de carne, superando as 117 toneladas adquiridas em janeiro. Assim, a Rússia pode voltar a ser um dos principais mercados do Paraguai.

O principal mercado de carne do Paraguai é o Chile, que comprou nos dois primeiros meses do ano 5.700 toneladas, pagando US$ 17 milhões; em terceiro lugar está a Venezuela, com 1.600 toneladas.

A reportagem é do The Associated Press, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Exportação de bovinos vivos para abate ou reprodução

Pelo site Scot Consultoria (www.scotconsultoria.com.br) dia 23/02/2009.

"O Brasil exporta bovinos vivos para engorda/abate e para reprodução. No entanto, o mercado que mais cresce é o de animais para engorda e abate, em função dos preços mais baixos, maior facilidade de vendas e de acesso a mercados. Do ponto de vista sanitário, é mais complicado comercializar animais para reprodução.

O fato é que o Brasil ainda exporta um volume muito pequeno de bovinos para reprodução, mesmo tendo preços relativamente atrativos.

Em 2008, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o preço médio dos bovinos brasileiros exportados para engorda/abate foi de US$920 por cabeça. No mesmo período, os animais para reprodução foram comercializados por cerca de US$1.460 por cabeça. Uma diferença de quase 60% por animal".

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Produtores de leite querem desoneração de PIS e Cofins

Pelo site Portal do Agronegócio (www.portaldoagronegocio.com.br) em 19/02/2009:

"A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu, disse que levou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última segunda-feira (16) pedido para desonerar o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) dos insumos para criação de gado leiteiro.

Segundo a senadora, as taxas representam 40% do valor da ração e 5% dos sais minerais consumido pelos rebanhos. Segundo os cálculos da CNA, a desoneração pode reduzir de 4 a 6 centavos o custo de produção.

A CNA também pede que os países do Mercosul adotem uma tarifa externa comum taxando o leite importado em 30%. "É justo e transparente", comentou Kátia Abreu".

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Rastreabilidade: O Brasil e seus concorrentes no Cone Sul

Ótimo artigo publicado no site Beef Point (www.beefpoint.com.br) sobre os sistemas de rastreabilidade usados na America Latina, vale a pena dar uma conferida. A matéria é escrita pelo pecuarista Nelson Pineda e pelo professor Júlio Otávio Jardim Barcellos do departamento de Zootecnia da UFRGS.
Coloco a seguir um trecho da publicação do dia 17/02/2009:

"No mercado internacional da carne bovina, a exclusão ou embargo a um dos fornecedores, como é o caso do Brasil, produz movimentações em toda a cadeia do negócio. Um caso típico ocorreu após o embargo da UE, a Suíça também procedeu da mesma forma e estava criada a crise da Cervela - a linguiça nacional da Suíça - que precisa de tripa de zebuíno para sua fabricação. Depois que os suíços descobriram que a tripa de zebuíno dava maior resistência e durabilidade ao seu produto, todas as máquinas foram adaptadas às características da tripa de zebuínos e o Brasil era o grande fornecedor.

Sem o Brasil a crise da Cervela chegou quase a inviabilizar a fabricação da lingüiça nacional Suíça. Felizmente o Paraguai se credenciou como país livre de febre aftosa com vacinação, tem hoje um sistema de rastreabilidade e resolveu o problema dos suíços, conquistou um mercado, antes atendido pelo Brasil, e está credenciado para exportar para o Chile e a UE.

O Brasil está esperando a resposta da auditoria da União Européia sobre os novos rumos do SISBOV. Nossos maiores consumidores até 2007 continuarão fazendo exigências de equivalência de processos de rastreabilidade da carne bovina brasileira para importar novamente. Temos necessidade de reavaliar o que temos feito e se o grau de complexidade imposto aos produtores não está sendo um novo fator complicador do SISBOV.

A realidade é uma só, ou facilitamos o processo de rastreabilidade sem fazer mais do que está sendo exigido ou continuaremos sofrendo sanções com conseqüências incalculáveis sobre o já deprimido preço da arroba, agora diante de um cenário do comércio internacional desfavorável".

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Paraguai: volume exportado aumentou 200% em cinco anos

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em 15/02/2009

"Segundo os dados estatísticos do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa) do Paraguai, em 2003, foram exportadas 50.586 toneladas de carne bovina enquanto no ano passado as exportações foram de 155.755 toneladas, ou seja, esse valor triplicou em apenas cinco anos.

Um dos indicadores de crescimento econômico do setor pecuário é o saldo exportável de carne bovina, principal produto de venda ao exterior da pecuária paraguaia. De acordo com os dados da Direção de Planejamento e Estatística da Direção Geral de Serviços Técnicos (Digesetec) do Senacsa, o volume de exportação de carne bovina em 2003 foi de apenas 50.586 toneladas, com um valor de US$ 57 milhões.

Em 2003, os mercados habilitados para a carne paraguaia eram escassos por causa da febre aftosa. No entanto, no começo de 2005, o país recuperou o status sanitário de país livre de febre aftosa com vacinação. A partir desde ano, o volume de exportação de carne aumentou mais que o dobro (126.000 toneladas) e os valores passaram a ser preponderantes para a economia do país, já que se aproximou dos US$ 250 milhões.

Nos anos seguintes, o crescimento do saldo exportável de carne bovina foi sustentado, salvo em 2007, quando houve uma pequena queda, mas somente para se recuperar plenamente em 2008, quando foi registrado recorde absoluto e histórico de exportação.

Em 2008, o Paraguai exportou 155.755 toneladas de carne bovina, 17.122 toneladas de miúdos e 62.502 toneladas de subprodutos, por um valor total de US$ 735,613 milhões, valor nunca antes alcançado pelo setor de carne.

Outro dado do relatório do Senacsa é que, apesar de ter caído abruptamente os envios de carne à Rússia no final de 2008 (mais especificamente a partir de outubro) por causa da crise financeira global, este mercado representou 48,05% de toda a carne bovina exportada pelo Paraguai. Depois da Rússia esteve o Chile, com 29,66% e Angola, com 6,04%.

A reportagem é do ABC Color Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

UE: importações de carne recuam, preços aumentam

Por Beef Point (www.beefpoint.com.br) - 30/01/2009

A União Europeia (UE) apresentou fortes aumentos nos preços dos bovinos durante 2008, principalmente como resultado das menores importações de carne bovina do Brasil e da menor produção.

De janeiro a outubro de 2008, os volumes de importação da UE caíram em 38%, para 202.900 toneladas com relação ao ano anterior, de acordo com dados do Global Trade Atlas. As importações de carne bovina brasileira, o principal fornecedor do produto ao bloco europeu, caíram em 71%, para 61.400 toneladas em 2008 como resultado de uma barreira parcial.

De todos os principais fornecedores de carne bovina à UE, o Uruguai foi o único que aumentou seus envios a este mercado em 2008, com as importações aumentando em 72%, para 43.500 toneladas de janeiro a outubro. O valor médio das importações aumentou em 17%. Os maiores preços foram devido ao número limitado de fornecedores, à medida que a Argentina continuou com uma barreira parcial às exportações imposta pelo Governo, o Paraguai tem um número limitado de fazendas com permissão para exportar ao mercado europeu e os Estados Unidos permaneceram parcialmente banidos da UE devido às questões relacionadas ao uso de hormônios de crescimento.

Outros produtores menores que aumentaram seus envios à UE foram Nova Zelândia, Andorra, Croácia e Austrália.

A produção de carne bovina da UE em 2008 foi afetada pelos menores abates de novilhos e pelo declínio nos pesos médios das carcaças. Além disso, os níveis de abate de bovinos na UE caíram como resultado da retenção de animais pelos produtores leiteiros, devido às crescentes cotas de produção de leite e pelos maiores preços do produto deste a metade de 2007.

A reportagem é do Meat and Livestock Australia (MLA), traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Abiec: carne irlandesa pode trazer risco ao consumidor

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) no dia 16/12/2008.

"A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne) recomenda aos brasileiros que estão em viagem na Europa, que não consumam carne irlandesa.

Ao pedir carne nos restaurantes, o brasileiro deve se informar sobre a origem do produto. Se for irlandesa, descarte, diz a entidade. Otávio Cançado, diretor de relações institucionais da Abiec, diz que é "um absurdo" a atitude das autoridades irlandesas e da União Européia envolvidas no episódio de dioxina encontrada na carne da Irlanda, principal abastecedor de carne bovina na Europa. O nível de dioxina na carne bovina foi de 2 a 3 vezes superior ao permitido pelo Codex Alimentarius. Na suína, atingiu 200 vezes.

Cançado acha inadmissível o desleixo irlandês, principalmente quando as autoridades afirmaram que havia uma diferença muito grande entre os níveis da bovina e suína. Diferença existe, mas em ambos os casos há problemas aos consumidores, segundo Cançado.

Por muito menos, a União Européia baniu a carne brasileira dos países do bloco no início deste ano. Na avaliação da Abiec, o país teve problemas, mas nada tão sério como o da dioxina, que causa câncer. "Androulla Vassiliou, comissária européia para a saúde do consumidor, já deveria ter se manifestado sobre o assunto", diz Cançado.

A matéria é de Mauro Zafalon, publicada na Folha de S.Paulo, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Queda no preço do sal mineral

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) no dia 15/12/2008:

"Sal mineral: preço cai após 12 meses de alta

Após 12 meses de alta, o preço do sal mineral, item que mais pesa no custo de produção da pecuária, apresentou queda de 0,39% em outubro na média nacional. Este recuo se deve principalmente à redução da demanda por insumos para a produção de alimentos, decorrente da crise financeira mundial.

Apesar da retração, o custo da suplementação mineral acumula alta de 95,65% em 2008, segundo informações dos Ativos da Pecuária de Corte, publicação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP). Dos dez estados incluídos na pesquisa, Mato Grosso do Sul registrou a maior desvalorização do sal mineral em outubro, de 7,67%.

O levantamento revela também que o Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 0,23% em outubro, depois de registrar ligeira queda de 0,05% no mês anterior. No ano, a elevação do COE é de 30,67%. Já o Custo Operacional Total (COT) teve variação mensal de 0,42%, chegando a 27,74% de janeiro a outubro.

As informações são da Agência CNA, adaptadas pela equipe AgriPoint".

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Emissão de metano pela pecuária

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br), em 12/12/2008.

"Mapa: pecuária já reduziu emissão do gases

A quantidade de gás metano emitido por quilo de carne produzida reduziu, pelo menos 30%, nos últimos 18 anos. A informação é do professor da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo, Paulo Henrique Mazza Rodrigues, que participou do workshop sobre Sustentabilidade na Pecuária de Corte, realizado nesta quarta-feira (10), em Brasília. O metano é um dos principais gases que provocam o efeito estufa.

Segundo Paulo Henrique Mazza, um dos fatores que contribuíram para essa redução foi diminuir a idade do abate. "Não foi preciso mexer em nada em relação ao metano. Nós conseguimos reduzir a emissão desse gás trabalhando com estratégias de redução da idade do abate de cinco para três anos", afirma.

Durante o workshop foram apresentadas, ainda, outras ações que podem ajudar na diminuição da emissão de gases pela pecuária brasileira. Entre elas, a recuperação de áreas degradadas, controle do desmatamento, melhoria de qualidade das forragens, manejo adequado das pastagens e também o incentivo aos programas de sustentabilidade agropecuária.

O Programa de Integração Lavoura-Pecuária-Silvicultura (ILPS) e o Sistema Agropecuário de Produção Integrada (Sapi), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), também foram apresentados durante o evento. Os projetos investem na capacitação de técnicos e na conscientização de produtores sobre a emissão dos gases do efeito estufa, além do aperfeiçoamento de linhas de créditos para aqueles que adotam programas de sustentabilidade.

As informações são do Mapa, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint".

COMENTO:

Esse asunto ainda é um tanto quanto mistificado pelos ecologistas, póis não é feito um cálculo de quanto gás carbonico é evitado de ser liberado no meio através do uso de subprodutos industriais consumidos na pecuária, tanto de corte como de leite, esses subprodutos (orgânicos) são grande fonte de gás carbónico, coloco a seguir uma lista de alguns emissores e absorvedores de gás:

"Tabela 1. Fluxos de carbono entre os diversos reservatórios do planeta.
Fluxo Reservatório Taxa (Pg C ano-1) *

Efluxo para a atmosfera
Queima de combustíveis fósseis 5,3
Cultivo do solo 0,6-2,6
Respiração das plantas 40-60
Decomposição de resíduos orgânicos 50-60
Sub-total 95,9-127,9

Influxo da atmosfera
Fotossíntese 100-120
Absorção pelos oceanos 1,6-2,4
Sub-total 101,6-122,4
Balanço (efluxo – influxo) 1,8 m 1,4

15 * Pg = 10 g
Fonte: Lal et al. (1995).
Efeito Estufa: Potencialidades e Contribuições da Agricultura"

Notem como a decomposição de matéria orgânica é altamente poluente, se o Brasil fizesse um levantamento sério de quanto dióxido de carbono as matas alagadas por barragens emitem a atmosfera o país passaria de vendedor a comprador de bónus de carbono.
Voltando ao assunto da pecuária, na nutrição de grandes confinamentos (corte e leite) se consome muito resíduo industrial, restos de alimentos que seriam transformado provavelmente em adubo orgânico, a conta desse gás que deixa de ir para a atmosféra não é creditada aos bois né!!!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Frigorífico JBS aposta na america latina

Matéria publicada no site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em 09/10/2008:

"JBS diz que continuará crescendo em 2009

Nem EUA, nem Europa, nem Ásia: em meio à desaceleração global da economia, as oportunidades de investimento em 2009 se concentrarão na América do Sul. Quem afirma é Joesley Batista, presidente da JBS-Friboi, frigorífico brasileiro que é o maior do mundo e luta hoje para aumentar a liderança no mercado americano.

"Venho dizendo desde o início do ano e mantenho: as oportunidades para o próximo ano estarão no Mercosul", disse Batista. "Nos EUA e na Austrália, pela fatia de mercado que já temos, o período de expansão acabou."

Quando questionado pela Folha de SP a respeito das ações contra a aquisição da National Beef,
Joesley Batista comentou, "o acordo de compra não pode ser concluído enquanto houver essa oposição do Departamento da Justiça. Por enquanto, estamos nas tratativas iniciais entre as partes. O processo é longo, acho que ainda levará cerca de seis meses até chegar às audiências".

Para o presidente do JBS essa aquisição, será a maior dos EUA por uma boa margem de diferença em relação aos concorrentes. "Perseguimos tanto essa compra porque ela aumenta nossa economia de escala e eficiência e melhora os custos", explica.

Quanto à possibilidade da concentração do mercado causar alta nos preços, Batista foi enfático, "isso é bobagem. O que ocorre é o contrário. Nós já conseguimos baixar nosso custo de processamento por cabeça de gado de US$ 210 para US$ 160, e nossa expectativa é baixar para US$ 120. Se a compra não for feita, essa nova eficiência não vai poder ser refletida no preço final do boi e da carne".

Para ele em 2009 aparecerão oportunidades no Mercosul, mas no momento não há nenhuma aquisição ou investimento planejado, o momento é de preservar caixa. "O orçamento não está fechado. Mas estamos mantendo planos originais, achamos que vamos ser capazes de seguir crescendo".

A matéria é de Andrea Murta, publicada na Folha de S.Paulo, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Fogo Amigo

Publicado no site Beef Point (www.beefpoint.com.br) dia 05/12/2008:

"O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, defendeu ontem sua proposta para alterar o Código Florestal, disse que nunca foi favorável ao desmatamento ilegal e chamou o Ministério do Meio Ambiente de "incompetente" no combate à destruição da floresta.

A proposta, apresentada na terça-feira, inclui uma anistia para quem desmatou as áreas de preservação permanente (APPs) e plantou nesses locais até 31 de julho de 2007. APPs são topos de morro, margens de rios e encostas - áreas que não podem ser ocupadas e precisam ser recuperadas.

Segundo Stephanes, é preciso manter a agricultura "em topo de morro, serra e várzea em áreas já consolidadas, onde as pessoas estão produzindo há 50 ou há 100 anos".

Para ele, se o código for mantido como está, "toda a produção de uva do Rio Grande [do Sul], de fruta de Santa Catarina e metade do café de Minas Gerais estariam proibidos". "Isso tem de ser corrigido ou vamos efetivamente assumir publicamente que a metade do café de Minas tem de ser erradicado."

O ministro enfatizou, porém, que nunca defendeu o desmatamento. "Se alguém derruba ilegalmente a madeira, ponha-se na cadeia. Isso não é problema meu. Isso é problema de incompetência do Ministério do Meio Ambiente, que não consegue colocar na cadeia os caras que derrubam madeira."

Após sua proposta receber críticas de ambientalistas, o ministro também respondeu a eles: "Ambientalistas não plantam. Eles comem, poluem".

O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) afirmou que sua pasta não tem competência para prender, mas "multa, embarga e ajuíza ações". "Me custa crer que uma pessoa com a experiência dele tenha feito um comentário tão injusto. Mas vou relevar. Concedo perdão não aos desmatadores, mas ao ministro temporariamente descompensado."

Minc disse que enviou ontem a Stephanes uma lista de 12 propostas para recomeçar o diálogo no sentido de reformar o Código Florestal, de 1965.

As informações Folha de S.Paulo, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint".

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

China e Brasil, isso era óbvio só o Lula não sabia

Numa matéria publica no site Beef Point (www.beefpoint.com.br) hoje(segue a baixo em 28/11/2008) mostram que a balança comercial entre Brasil e China, desde que o país do oriente foi declarado como economia de mercado pelo nosso governo, está desfavorável ao nosso país em mais de 4,5 bilhões de dólares. Alguma surpresa? Só se for para os gênios do nosso governo que declaram o país que mais cresce devido principalmente as suas exportações tecnológicas e baratas. Agora o nossos grandes estrategistas apostam no setor agrícola para equilibrar esse déficit, será que o governo chinês será tão bonzinho como o nosso?

"O Brasil planeja concluir acordos sanitários com a China na área de carnes bovina, suína e de aves para aumentar exportações e reverter a forte tendência de déficit observada na balança comercial entre os dois países.

A estratégia que dá prioridade a alimentos foi traçada a partir de um levantamento que revela que o déficit é, na prática, superior ao que mostram as estatísticas.

Uma missão do Ministério da Agricultura está na China, e acordos sanitários deverão ser assinados para permitir a entrada de carne suína e bovina e a retomada das exportações de aves. Atualmente, a China já consome esses produtos brasileiros, mas eles são primeiramente exportados a Hong Kong e então redirecionados ao continente.

Um levantamento do governo brasileiro apurou que o déficit comercial com a China no primeiro semestre de 2008 foi superior a US$ 1 bilhão, apesar do alto preço das commodities observado entre janeiro e junho. As commodities são o principal tipo de produto que o Brasil exporta para a China.

Levando a alta dos preços em consideração, o Ministério da Agricultura fez uma simulação da balança recalculando as trocas do primeiro semestre com preços de commodities de 2006 e concluiu que o déficit real seria superior a US$ 4,5 bilhões.

"A tendência do déficit é explodir se os preços agrícolas continuarem a cair rapidamente como estão caindo agora com a crise", afirmou o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Célio Porto, à BBC Brasil. "Onde é que o Brasil pode equilibrar, ou diminuir o déficit, no comércio com a China? É na área agrícola", acrescentou o secretário.

"E em que produtos nós temos maiores chances de reduzir esse déficit mais rapidamente? Nas carnes, que são produtos dos quais somos grandes exportadores mundiais e, na China, nós não estamos ainda entrando."

As informações são da BBC Brasil, publicada na Folha Online, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint".

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Ruralistas pedem mais verbas

Publicado pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em 21/11/2008.

"Ruralistas pedem mais R$ 3,5 bi para enfrentar a crise

Considerado um dos setores prioritários na estratégia do governo de tentar minimizar o impacto da crise financeira mundial no crescimento do país no ano que vem, o agronegócio apresentou nesta semana sua fatura à equipe econômica.

Depois da injeção de R$ 13 bilhões neste ano, os agricultores pedem mais R$ 3,5 bilhões até o início de 2009, além de uma solução para R$ 75 bilhões em dívidas das três últimas safras e a criação de um fundo com dinheiro do Orçamento da União para reduzir o risco atribuído ao setor pelos bancos e permitir que os produtores possam tomar novos empréstimos para a safra 2009/2010.

Tudo isso, de acordo com a nova presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), precisa ser acompanhado da definição "de uma política de abastecimento e renda".

Na prática, isso significa novas regras para os subsídios dados pelo governo para seguro rural, diminuição da carga de juros e garantia de um preço mínimo para os produtos na época da comercialização.

O setor rural tem a seu favor o temor do governo de que a crise global interrompa a onda de crescimento econômico justamente nos dois últimos anos do governo Lula.
"O cenário é preocupante e a população sentirá as conseqüências desta crise quando ela atingir a mesa", afirmou a senadora, traçando quadro ameaçador. "Chegamos ao nosso limite. Máquinas estão sendo arrastadas, recursos para comercialização da safra atual são insuficientes e não há crédito para a safra 2009/2010", diz.

As informações são do jornal Folha de SP, resumidas e adaptadas pela equipe AgriPoint".

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Soja Transgênica no Paraná

Matéria publicada no site Portal do Agronegócio (www.portaldoagronegocio.com.br) em 18/11/2008 ás 9:00 horas.

"A soja transgênica ultrapassou a convencional nesta safra e atingiu 60% de cobertura nas lavouras, conforme os números apurados pela Expedição Safra 2008/09. O índice era de 49% na safra passada. Essa expansão de 11 pontos já considera o aumento na área plantada, que passou de 4 milhões para 4,1 milhões de hectares.

No primeiro ano da sondagem realizada pela Rede Paranaense de Comunicação (RPC), na safra 2006/2007, a semente geneticamente modificada (GM) cobria 47% da área de 3,96 milhões de hectares. Era a primeira safra oficial, após da liberação comercial da tecnologia, com sementes transgênicas legalizadas.

No ciclo atual, a nova pesquisa da Expedição mostra que a transgenia se firma como opção no manejo de ervas daninhas. Os produtores e especialistas ouvidos pelas equipe de campo (técnicos e jornalistas) são unânimes em relação a essa tendência. Eles afirmam que a soja transgênica cresce sempre que as variedades mais produtivas de cada região ganham sua versão GM. Por outro lado, não consideram a opção definitiva. Se a soja transgênica tem custo maior, o produtor tende a voltar à soja convencional a partir do momento em que consegue controlar as pragas com o uso de glifosato, tolerado pela soja modificada.

A expansão da soja GM foi mais forte no Oeste e no Sudoeste, disse o pesquisador da Embrapa Soja, sediada em Londrina (Norte), Lineu Domit, do setor de Transferência de Tecnologia. Em sua avaliação, o fato de os produtores dessas regiões darem preferência à soja de ciclo curto favoreceu a semente transgênica. Com a chegada de uma diversidade cada vez maior de soja modificada ao mercado, o produtor deverá se guiar basicamente pelo custo, apontou.

A disponibilidade de sementes transgênicas adaptadas ao clima da região Centro do Paraná também melhorou, segundo a Agrária, de Entre Rios. Seus 540 cooperados cultivam 69 mil hectares de soja, praticamente a mesma área do ano passado. A participação das sementes transgênicas aumentou de 16% para 40%, conforme a cooperativa. As convencionais têm a preferência na região porque ainda apresentam produtividade mais elevada, além de parte da produção receber um prêmio (valor diferenciado de venda).

A facilidade no controle de ervas daninhas tem peso maior no Centro-Sul. Em Palmeira, segundo a Coopagrícola, com sede em Ponta Grossa, predominam os grãos transgênicos. O uso de variedades geneticamente modificadas ocorre em 79% da área da cooperativa nesta safra, ante 80% na anterior, já considerando a redução da área total, que foi de 2,7% (de 28,9 mil para 28,1 mil hectares de soja). Essa foi exatamente a mesma tendência verificada pela Batavo, de Carambeí, que tem 20% de 66,3 mil hectares com variedades transgênicas: a área total caiu 2,7% e a de soja manteve sua proporção, de um quinto.

O produtor Manoel Henrique Pereira, cooperado da Batavo em Palmeira, explica que o produtor da região não pode focar só a produtividade. Ele planta apenas soja transgênica, alegando que economiza no uso de herbicidas e beneficia o ambiente. Nonô Pereira associa o grão GM ao plantio direto na palha e à rotação de culturas e diz que, assim, tem mais sustentabilidade na lavoura. O controle sobre as ervas daninhas lhe permite plantar soja na mesma época em que colhe o trigo, dependendo apenas da umidade.

Para o agricultor José Armando Gafuri, de Toledo, na Região Oeste, a opção é custo e manejo. Todo verão ele cobre seus 50 hectares com soja e há três anos só planta sementes GM. “Não conseguia controlar o mato. Só comecei a me sair bem depois do transgênico”, relata.

GM free
Existem agricultores atentos às novas tecnologias, mas que ainda plantam, exclusivamente, soja convencional. Ivo Arnt, de Tibagi (Campos Gerais), explica que atende a um nicho de mercado que prefere a semente tradicional. Ele conta ainda que não tem problemas graves com ervas daninhas. Alcança 3,2 mil quilos por hectare. Com boa produtividade e relativo controle do mato, Eduardo Caldeirão, de Sertanópolis (Norte), também reserva seus 100 hectares de soja à semente convencional. Nesta safra, ele pretende colher 3,4 mil quilos por hectare.

Termômetro da produção no Paraná
Um dos termômetros da produção de soja no estado, os números da Coamo, com sede em Campo Mourão, confirmam a projeção feita pela Expedição Safra.

Com mais de 1 milhão de hectares, a cooperativa responde por 1¼4 da área de cultivo da oleaginosa no estado. Neste ano, entre 55% e 60% do cultivo de seus cooperados será com sementes geneticamente modificadas (GM), afirma Antônio Carlos Ostrowski, supervisor de unidades da Coamo. Na safra anterior, lembra, essa cobertura ficou entre 50% e 55%.

Considerando Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, os cooperados somam uma área total de soja de 1,4 milhão de hectares. Na média, entre GM e convencional, a produtividade é de 3.000 quilos/hectare. O custo de produção, segundo Ostrowski, ficou idêntico entre as duas tecnologias. `Agora, a opção é puramente manejo, pela facilidade no controle de ervas daninhas e de aplicação de herbicida´".