sábado, 28 de agosto de 2010

Clima gera instabilidade no mercado de grãos

Matéria publicada pelo site Beef Point em [26/08/2010]

"A falta de chuvas em diversos Estados brasileiros ainda não alterou os preços agrícolas. Se o clima seco se prolongar, contudo, poderá gerar efeitos de curto e de médio a longo prazo. As maiores preocupações são com a possibilidade de a seca atingir o plantio de safras importantes, como soja e milho.

Os preços de alguns desses itens já começam a ficar pressionados, devido à estiagem em outros produtores estratégicos. A forte seca que fez a Rússia perder US$ 1,1 bilhão em trigo, na pior estiagem em 150 anos, causou impacto nos preços do cereal comercializado no Brasil, que subiu 4,6% na semana passada - a primeira elevação desde novembro de 2009.

O movimento de alta nos preços não havia ocorrido mais cedo graças aos estoques acumulados no país, mas agora as cotações da soja e do milho começam a subir. Esses grãos funcionam como substitutos imediatos do trigo, que teve a exportação proibida pelos russos há cerca de um mês.

"As dificuldades da Rússia e os problemas de seca que estamos enfrentando agora, combinados, vão chegar nos preços agrícolas sim, mas não é possível mensurar quando", diz Antônio Comone, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, que apura preços semanalmente em São Paulo.

Levantamento realizado pela RC Consultores com 14 produtos agrícolas mostra que itens como batata, tomate, leite, ovos e laranja estão comportados. Já milho e soja passam por elevação em agosto. A saca de soja é vendida a R$ 39 e a de milho a R$ 20,2, um avanço de 9,6% e 9,3%, respectivamente, sobre julho. A alta, avalia Fábio Silveira, sócio-diretor da RC Consultores, respondem à maior demanda sobre esses grãos.

"O tempo seco ainda não afeta os preços internamente. O aumento decorre unicamente da forte estiagem na Rússia. Se esse tempo seco continuar no Brasil, aí teremos problemas, porque em setembro começa o plantio de grãos importantes, como milho e soja, e o impacto nos preços costuma ser rápido", afirma Silveira.

Segundo Comone, os estoques das empresas é que oferecerão sustentação para preços. "Muitas companhias com estoques podem optar por não mexer nos preços para ganhar o espaço do concorrente que está sem estoques, preferindo não ampliar o lucro para ganhar mercado. Esse movimento pode segurar os preços por um tempo", explica o economista, para quem, no entanto, "em mais ou menos tempo, o clima seco em São Paulo e no Brasil vai afetar os preços agrícolas".

A matéria é de João Villaverde, publicada no jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe AgriPoint".

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Carne paraguaia em alta

Publicado pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em 23/08/2010

"Segundo dados oficiais do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa) do Paraguai, o país exportou 172.000 toneladas de produtos e subprodutos de carne de origem animal, frente às 145.000 toneladas exportadas no ano passado. Até 31 de julho de 2010, a venda alcançou US$ 535 milhões, o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior. Isso evidencia que os mercados internacionais estão pagando cerca de 30% a mais por toneladas que no ano passado.

Os dados indicam que, nesse período, o Paraguai exportou 18,37% mais carne bovina que no mesmo período de 2009, com um volume exportado de 172,769 mil toneladas. No entanto, em valor, houve um aumento de 49,5% com relação ao mesmo período do ano anterior, uma variação significativa a favor da indústria nacional.

O presidente do Senacsa, Daniel Rojas, disse que não houve grande aumento no rebanho bovino nem no nível de animais destinados às exportações, mas sim, que o bom preço possibilitou os maiores ganhos. Isso foi produto da alta no preço da carne.

A reportagem é do ABC Color e do La Nación, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

sábado, 31 de julho de 2010

Será que devemos mesmo responder a Irlanda??

ESSA É UMA MATÉRIA UM POUCO LONGA PARA BLOG, MAS VALE MUITO A PENA LER.

Publicada no site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em 29/07/2010 e escrito por
Miguel Rocha Cavalcanti
Engenheiro Agrônomo pela Esalq/USP,
pecuarista e Diretor de Marketing da AgriPoint

"A Europa está em crise e com dificuldades de reerguer sua economia. Na Irlanda não é diferente. Na semana passada os títulos da dívida do governo foram rebaixados, devido a preocupação com aumento da relação dívida/PIB. A pecuária de corte na Irlanda passa por situação ainda mais complicada, pois tem seus próprios problemas, além dos causados pelas dificuldades econômicas. Os custos são altos, mão de obra é escassa, pouca gente nova quer trabalhar com pecuária. Um amigo esteve num evento por lá há alguns anos e ficou impressionado com a idade média dos produtores: quase não havia gente jovem.

A pecuária da Irlanda depende das exportações para a Europa, onde há forte competição com outros países: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e até mesmo Austrália e EUA. Resumindo: a situação da pecuária irlandesa é ruim e tende a piorar no curto e longo prazo. Não há perspectivas futuras positivas.

Numa situação como essa, encontrar um inimigo pode ajudar a dar novo ânimo. Identificar o inimigo facilita as coisas. Dá força para lutar, cria unidade, dá clareza aos objetivos. E os líderes da pecuária irlandesa escolheram o Brasil como inimigo. Identificar o inimigo simplifica o problema: "toda culpa da crise da pecuária irlandesa vem do Brasil!" bradaria alguém por lá.

Do ponto de vista irlandês é uma excelente escolha. Um inimigo grande, distante, com muitas forças e algumas fraquezas. Graças a isso fica mais fácil se criar inimizade ("grande produtor de carne esmagando nossos produtores!") e também é fácil encontrar pontos para se criticar e atacar (aftosa, rastreabilidade, meio-ambiente, etc). Dado o objetivo de se reunir forças e criar unidade entre pecuaristas irlandeses a escolha do Brasil parece estar dando certo mesmo.

Toda vez que algum irlandês mais inflamado solta uma bravata contra a pecuária brasileira, nós rapidamente respondemos "nada disso é verdade!". A princípio essa parece ser a melhor estratégia: não deixar sem resposta um ataque ao Brasil, à carne brasileira. Recentemente comecei a pensar que essa não é a forma mais produtiva de se melhorar nossa imagem e se proteger contra bravatas da oposição. A postura do Brasil pode estar ajudando essa estratégia da Irlanda.

Será que a Irlanda é tudo isso para a carne brasileira na Europa? Será que precisamos responder a esses ataques? Será que ao responder estamos dando força a quem nos ataca? Será que ao responder estamos demonstrando medo ou fraqueza em relação aos pontos levantados por eles? Será que nossa postura é pró-ativa e a cada resposta nossa posição, reputação e imagem se fortalecem?

Tenho a impressão que não.

Como podemos usar os ataques da Irlanda para melhorar nosso negócio? Acredito que podemos usar a Irlanda como uma inusitada pesquisa de mercado. A cada ataque (também podemos catalogar e estudar os que já aconteceram nos últimos anos) avaliamos quais as preocupações, desejos e vontades passam pela cabeça do consumidor europeu. Sem querer, a Irlanda pode nos ajudar. Uma boa reviravolta. Mapear os ataques da Irlanda pode nos ajudar a entender melhor a cabeça do europeu e criar ações pró-ativas que ajudem a construir uma imagem melhor do Brasil e da nossa pecuária a cada dia.

Fazendo um rápido (e talvez incompleto) levantamento dos ataques irlandeses, é fácil identificar os pontos mais valorizados:
1. aftosa e sanidade em geral
2. bem-estar animal
3. rastreabilidade
4. sustentabilidade e respeito ao meio ambiente
5. certificação de processos e boas práticas agropecuárias

Quanta coisa boa temos para mostrar a Europa (e ao mundo todo) em relação a esses pontos. Quantos exemplos, programas, projetos e fazendas podemos dar destaque para o mundo.

Fazendo um rápido exercício de possibilidades de comunicação:
• comemoração de quantos anos estamos sem aftosa
• divulgação de apoio ao controle de aftosa em países vizinhos
• divulgação de melhorias no sistema de controles de resíduos
• apresentação de trabalhos e estudos de caso de fazendas referência em bem-estar animal
• promoção de técnicas brasileiras de bem-estar animal desenvolvidas por especialistas brasileiros (por exemplo, o Prof. Mateus Paranhos, da Unesp, esteve na FAO realizando um trabalho)
• estudos de caso de fazendas referência em rastreabilidade, gestão e produtividade
• estudos de caso de fazendas referência em sustentabilidade e respeito ao meio-ambiente nos diversos biomas brasileiros
• apresentação de dados de preservação de biomas brasileiros (dica: o Brasil é o país que mais tem florestas preservadas)
• apresentação de dados sobre a legislação ambiental brasileira (dica: o tema reserva legal assustaria qualquer europeu ou norte-americano)
• divulgação do avanço e melhorias de programas de boas práticas agropecuárias e certificação de processos, como o da Embrapa, que cresce e se aprimora cada vez mais
• estudos de caso e exemplos de sucesso de frigoríficos que adotam rastreabilidade, boas práticas e técnicas de sustentabilidade (dica: suspeito que somos líderes em tecnologia limpa em frigoríficos)
• divulgar a cultura, histórias e tradições brasileiras ligadas a pecuária de corte (dica: histórias bem contadas geram vendas de alto valor e ainda podemos atrair turistas)
• há muito mais, é só olhar em nossa volta

Sugiro que nossas próximas comunicações sobre a carne brasileira não citem a Irlanda. Não citem ninguém. Não se constrói uma liderança, uma reputação respondendo a ataques. Precisamos mostrar ativamente o que temos de bom, de forma transparente e apresentando ano a ano nossa evolução. Podemos criar um programa de apresentação de resultados, boas práticas e casos de sucesso, de forma estruturada que a cada mês teremos uma posição mais fortalecida.

Além de aumentar nossa reputação fora do Brasil, ter um programa transparente de apresentação de resultados vai reforçar nossa vontade e energia em fazer bem feito. Vamos comemorar com mais intensidade cada conquista e criar a alavanca para melhorar mais rápido e manter o conquistado. Especialistas em execução garantem que metas públicas e apresentação de resultados, de compromisso, de interesse, foco e direção são ótimas maneiras de garantir que as coisas aconteçam. Transparência aumenta a responsabilidade.

A pecuária de corte, a cadeia da carne como um todo, pode ganhar muito em imagem, reputação e eficiência sustentável no longo prazo se criar um plano de ação para comunicação desses pontos sugeridos. Por mais que tenhamos problemas (é claro que eles existem e não podemos negá-los), há muita coisa boa sendo feita. Acredito que a melhor maneira de fazer mais do que temos de melhor é olhar para os bons exemplos e não o contrário".

terça-feira, 22 de junho de 2010

Auditores da UE verificarão qualidade de carne paraguaia

22/06/2010:

Três auditores da União Européia iniciam uma serie de trabalhos para verificar a qualidade da produção de carne do Paraguai. Os três emissários são: Pawel Skublicki, Nicolaos Kalinis e José Gill Berduque, receberão a principio as informações generais sobre o funcionamento do Senacsa (Servicio Nacional de Calidad y Salud Animal).
Os técnicos visitarão Daniel Rojas, presidente do Senacsa para aprofundarem-se sobre os trabalhos realizados pelo órgão regulador até o momento. Posteriormente, visitarão os escritórios do órgão responsável pela rastreabilidade Sitrap (Sistema de Trazabilidad del Paraguay), encarregado de autorizar a liberação dos animales que serão exportados a Europa.
O itinerário inclui visitas ao chaco paraguaio e aos departamentos de Concepción e Itapúa, onde visitarão propriedades produtoras e escritórios de unidades regionais do Senacsa, para corroborar a aptidão dos alimentos consumidos pelos animais em diferentes localidades.

A notícia foi retirada do Jornal ABC Color (Digital) e traduzida e adaptada por Elizeu M. do Vale

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Paraguay: governo deseja vender mais carne a U.E.

Materia publica no site Beef Point em 28/05/2010:

"Diante do eventual acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), o Paraguai quer posicionar sua carne e outros produtos no velho continente, segundo anunciou o presidente da República do país, Fernando Lugo.

"A carne paraguaia é muito conhecida hoje em dia. Os mercados do Chile, Israel, Rússia, puderam conhecer a qualidade do produto paraguaio", disse Lugo durante uma conferência de imprensa, após sua volta da reunião na Europa.

Se o acordo comercial entre Mercosul e Europa se concretizar, o Paraguai buscará garantir preços acessíveis para seus produtos, disse Lugo.

Com relação às supostas barreiras na Argentina, ele disse que não existe nenhum argumento jurídico para impedir a entrada de produtos paraguaios. "Não há decreto nem lei" que estabeleçam medidas restritivas, disse ele, ainda que tenha confessado que há uma intenção da presidente da Argentina de que o país aumente sua produção em alguns setores para abastecer seu mercado.

A reportagem é do ABC Color, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

sábado, 15 de maio de 2010

Paraguai: receita das exportações cresce 23% até abril

A matéria foi publicada no site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em 13/05/2010:

"As exportações de carnes do Paraguai, incluindo produtos e subprodutos de origem animal, aumentaram em 47% nos primeiros quatro meses do ano comparativamente com o mesmo período do ano anterior. O valor das exportações de carne até 30 de abril foi de US$ 295,179 milhões.

Segundo o relatório estatístico do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa) do Paraguai, as exportações de produtos e subprodutos de origem animal (carne, miúdos e derivados) entre os meses de janeiro e abril de 2010 foram de 97.300 toneladas, contra 78.800 toneladas no mesmo período do ano anterior, que teve um valor de US$ 201,193 milhões. Isso representa um aumento da ordem de 23,43% em volume e de 46,71% em valor.

Uma particularidade se observa no caso da carne bovina, uma vez que, apesar do menor volume exportado (53.450 toneladas esse ano frente às 54.253 toneladas do ano passado), o valor aumentou em 23,7%, passando de US$ 162 milhões no primeiro quadrimestre de 2009 para mais de US$ 21 milhões esse ano. Isso faz com que o preço médio de venda da carne paraguaia a nível internacional tenha sido de aproximadamente US$ 3.760 por tonelada.

Se continuar assim, esse ano o Paraguai poderá chegar a um novo recorde no valor das exportações de carne que atualmente está em torno de US$ 600 milhões, registrado em 2008, já que no ano passado houve uma queda de 20% no valor.

A reportagem é do ABC Color Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

segunda-feira, 15 de março de 2010

Risco zero de Aftosa no Paraná. Será?

Matéria publicada em Beef Pointe (www.beefpoint.com.br) em [15/03/2010]

"O Paraná fez um pedido ao Ministério da Agricultura para tornar-se área livre da febre aftosa sem vacinação e aguarda o resultado, possivelmente, para o segundo semestre deste ano. A grande dúvida do setor produtivo é se haverá segurança caso ocorra um novo foco da doença.

A Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab) informou que o Estado está tecnicamente preparado para atender casos suspeitos ou confirmados, no menor tempo possível.

Por outro lado, representantes dos produtores acreditam que não existe risco zero e que a vigilância deve ser constante. A recuperação econômica não é tão automática assim. Santa Catarina que recebeu o reconhecimento internacional de área sem vacinação desde 2007, ainda não conseguiu voltar aos mesmos volumes de exportação anteriores a 2005, quando surgiram os focos da doença no Mato Grosso do Sul.

Depois que o Paraná conseguir o reconhecimento nacional ainda precisará esperar um ano para fazer a solicitação para a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O chefe da divisão de sanidade animal da Seab, Marco Antonio Teixeira Pinto, disse que o País está vivendo uma situação favorável porque não há circulação viral no Brasil. E ainda os Estados que têm influência para o Paraná como São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul são área livre com vacinação.

No Mato Grosso do Sul e no Paraguai há uma zona de alta vigilância que estende-se 15 quilômetros depois das fronteiras. Na outra entrada para o Brasil há o lago de Itaipu que, de certa forma, faz uma barreira natural.

Hoje há 31 postos de fiscalização em fronteiras e divisas do Estado que devem ser ampliados em mais dois. São 122 médicos veterinários que vão cuidar só de trânsito animal e o quadro será ampliado em mais 43 profissionais. Além disso, serão mais 110 auxiliares administrativos para a área de defesa animal. O Estado ainda conta com postos de fiscalização inclusive com fiscais volantes.

Teixeira Pinto explica que, mesmo com o fim da vacinação, os produtores terão que declarar o número de animais a cada semestre. ''O Paraná está seguro, mas o importante é o criador cuidar do próprio patrimônio'', disse.

''Não existe risco zero. O que há é uma estrutura pronta para proteger o Paraná e resolver qualquer problema caso ocorra. A lição de casa foi feita. Agora, estamos indo para a prova'', disse o médico veterinário do departamento técnico-econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Fabricio Monteiro.

Ele lembrou que o Estado conta ainda com o Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Paraná (Fundepec) que já foi usado em 2005 quando ocorreram os focos no Estado. Hoje, há cerca de R$ 20 milhões em caixa para ser utilizado em caso de qualquer emergência. ''Temos estrutura e produtores comprometidos com 98% de índice de vacinação e um fundo indenizatório'', destacou.

O superintendente adjunto da Ocepar, Nelson Costa, acredita que o Estado não terá problemas ao retirar a vacinação. Ele lembrou que há uma barreira boa na fronteira com Santa Catarina, no Leste existe o Rio Paraná e no Norte e Noroeste São Paulo e Mato Grosso do Sul também são área livre com vacinação e, segundo ele, há um trabalho integrado entre os Estados. ''Estamos seguros em relação às fronteiras'', disse.

A matéria é de Andréa Bertoldi, publicada na Folha de Londrina, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Demanda por boi em 2010

Publicado no site Scot Consultoria em 19/01/2009, por Lygia Pimentel (Medica Veterinária):

"O mercado do boi gordo continua andando de lado. Mediante uma demanda por carne enfraquecida, mesmo
com a oferta de boi, os preços não reagem.
Entretanto, para 2010, temos fatores de alta.
Por exemplo, a retomada de abates de algumas plantas que estavam paralisadas e que foram arrendadas por
outros frigoríficos.
Alguns desses planos já estão se cumprindo e outros já têm data certa para iniciar. Isso faria com que a
demanda por boi aumentasse, de acordo com a simulação da Scot Consultoria, até 3,5 milhões de cabeças por
ano. Observe a figura 1.



Então 2010, um ano que deveria começar a acender a luz amarela para os preços devido à fase atual do ciclo
pecuário ainda pode ser um ano de preços firmes. É claro que outras variáveis influem, como demanda por
carne e o dólar, que é considerado o principal entrave.
É esperar para ver.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Paraguay exporta mais carne em 2009

Fonte site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em:

08/01/2010]

"O Paraguai exportou em 2009 um volume de carne bovina superior ao exportado em 2008, mas recebeu um valor menor pelas vendas devido à baixa cotação do dólar norte-americano no mercado mundial, segundo informaram autoridades do país.

Em 2009, o Paraguai exportou 169,566 mil toneladas no valor de US$ 516 milhões. A venda foi superior aos 162 mil de toneladas exportados em 2008, mas o valor foi menor, já que no ano passado foi de US$ 595 milhões.

"O valor das exportações de carne teve uma queda de aproximadamente 13% devido à baixa na cotação mundial do dólar norte-americano, pela crise internacional, que repercutiu em nossas finanças", disse o presidente da Associação Rural, Juan Néstor Núñez. Os principais mercados do Paraguai são Chile, Rússia, Taiwan e Israel.

O presidente da Câmara de Exportadores de Carne do Paraguai, Korni Pauls, disse que em 2010 o país aumentará as vendas ao Chile e à Rússia. Somente em 2009, ambas as nações compraram 94.000 toneladas, por US$ 293 milhões.

"As exportações à União Europeia (UE) estão em negociações, porque, de acordo com suas exigências, somente 38 fazendas foram habilitadas para fornecer animais aos frigoríficos vendedores".

Com relação à Venezuela, ele disse que o país demonstrou interesse, mas ainda não definiu se importará ou não o produto paraguaio".

A reportagem é do The Associated Press, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Emprego para Zootecnista ou Veterinário

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Sujo falando do encardido

A associação de produtores rurais da Irlanda voltan a pedir embargo da carne bovina brasileira. Na matéria a baixo do site Beef Point (www.beefpoint.com.br) vocês podem ver o que diz o presidente da associação, depois volto a comentar:

"Os produtores irlandeses novamente atacaram os padrões da carne bovina brasileira que está sendo exportada à União Europeia (UE). O presidente da Associação de Produtores Rurais da Irlanda (IFA, da sigla em inglês), Padraig Walshe, disse que o último relatório do Serviço de Alimentação e Veterinária da União Europeia (FVO, sigla em ingles) da UE prova novamente que a produção de carne bovina no Brasil não cumpre os padrões dos europeus, com metade das propriedades inspecionadas falhando em cumprir os requerimentos da UE em assuntos importantes como registro, rastreabilidade e controles de movimentos. Além disso, ele disse que carne bovina brasileira desaprovada entrando na UE representa riscos sérios e inaceitáveis em termos de febre aftosa para o bloco europeu.

Walshe disse que com a confirmação do FVO de que o sistema no Brasil de verificação de fazendas para exportar para a Europa tem efetivamente falhado, o Comissário para Saúde e Direitos do Consumidor da Comissão Europeia, Androulla Vassiliou, precisa executar a parada imediata desse processo que tem liberado mais de 1.200 fazendas brasileiras até agora.

"Está claro e bem estabelecido por vários relatórios do FVO que as autoridades brasileiras não são capazes e nem preparadas para tomar as atitudes necessárias para cumprir os padrões da UE. A Comissão Europeia não tem outra alternativa a não ser re-impor uma barreira às importações de carne bovina brasileira".

"Esse último relatório novamente justificou as descobertas da investigação feita pela IFA/Farmers Journal no Brasil em 2007, que mostrou a falta de rastreabilidade do gado, ampla remoção ilegal de identificadores, movimentos e controles de febre aftosa totalmente inadequados e uso de hormônios promotores de crescimento".

Comento: Póis é vejam só como eles são rigorosos no controle de carne importadas. Porém vejam só uma matéria publicada pelo mesmo site em 26/01/2009:
"Mais de sete mil bovinos de oito rebanhos da Irlanda do Norte foram envolvidos na crise de contaminação com dioxina e serão abatidos a um custo estimado de 3 a 4 milhões de libras esterlinas (US$ 4,42 a 5,89 milhões). O Governo do país anunciou que um esquema de abate e descarte será introduzido para manter os animais que foram alimentados com ração contaminada fora da cadeia de alimentos humanos."
Resumindo, esses animais foram contaminados por falta de controle, e houve ainda o caso de contaminação da carne suina, nos abatedouros, pura falta de higiene dos frigoríficos. Então olhem isso, a Irlanda apontando seu dedo sujo ao Brasil nos acusando de falta de controle sanitário, temos que rir para não chorar.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

EUA têm menor rebanho bovino desde 1973

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em 31/07/2009:

"O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou na sexta-feira o relatório sobre o rebanho bovino do país, que mostrou que, em 1 de julho, o mesmo era de 101,8 milhões de cabeças, 1,5% a menos que no ano anterior e indicado como o menor rebanho desde que o USDA começou a registrar esses dados em 1973.

O número de bovinos e bezerros de engorda para o mercado de abates nos Estados Unidos em confinamentos com capacidade de 1.000 ou mais cabeças totalizou 9,8 milhões em 1 de julho, 5% a menos que em 1 de julho de 2008.

As colocações em estabelecimentos de engorda durante junho totalizaram 1,39 milhão, 8% a menos que em 2008, a segunda menor colocação para o mês de junho desde que esse registro começou em 1996.

O número de gado para engorda em todos os confinamentos dos EUA em 1 de julho de 2009 totalizou 11,6 milhões, 5% a menos que os 12,2 milhões que em 2008.

As vendas de gado gordo durante junho totalizaram 1,99 milhão, 1% a mais que em 2008. Esse é o segundo menor volume de gado gordo comercializado no mês de junho desde que o registro começou em 1996.

A reportagem é do MeatingPlace.com, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint".

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Exportação de boi em pé: Brasil X Austrália

Pelo site Scot Consultoria (www.scotconsultoria.com.br): em 10/07/2009
Por Fabiano Tito Rosa

"De acordo com estatísticas do Australian Bureau of Statistics, divulgadas pelo Meat and Livestock Australia (MLA), a Austrália exportou 91.851 cabeças de gado bovino em maio último. Foi o melhor mês de maio desde 1997 e, no acumulado do ano (janeiro a maio), os embarques australianos já chegaram a 330.000 cabeças.

O Brasil, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), exportou 30.073 cabeças em maio, volume 67% menor do que o dos australianos. No acumulado de janeiro a maio, o Brasil embarcou 189.519 cabeças, 43% a menos do que a Austrália.

Em 2008 as exportações brasileiras chegaram a 398.820 cabeças. A Austrália, por sua vez, exportou 868.000 cabeças, 118% a mais que o Brasil.

A diferença está se estreitando. Vale destacar que o Brasil não exportava nada até 2002 e, hoje, já é o quarto maior exportador mundial de gado em pé, atrás apenas de Canadá, México e Austrália".

quarta-feira, 1 de julho de 2009

BNDES "viaja" na onda do Greenpeace

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em 01/07/2009:

"BNDES deve aumentar as exigências para frigoríficos

Depois que o Greenpeace e o Ministério Público do Pará denunciaram, em ações simultâneas, no início de junho, que parte da carne e do couro vendida por grandes frigoríficos vem de fazendas que desmatam a Amazônia - denúncias que atingiram também o BNDES, que é acionista de grandes frigoríficos-, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) se prepara para anunciar, na semana que vem, um compromisso ambiental que prevê uma série de exigências para a concessão de empréstimos por parte do banco.

Dentre as exigências, estaria a implementação de um programa de rastreabilidade que permita dizer se a carne que chega aos supermercados tem origem em fazendas que contribuem para o desmatamento do bioma amazônico. Detalhes do compromisso foram acertados em reunião realizada na última sexta-feira em São Paulo, com representantes dos frigoríficos e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

A rastreabilidade é tida como a única forma de garantir com segurança que o gado não está avançando em áreas de desmatamento. Entretanto, os desafios para se colocar um "brinco" na orelha do boi são muitos. O principal é o notório alto índice de sonegação no setor. "A sonegação é muito forte e, se você coloca o brinco no boi, você tem de declarar o animal", diz um executivo do setor com passagem pelo governo. Estima-se que 35% do abate realizado no País seja informal. "Se não houver um grande incentivo, não vai funcionar." Além da informalidade, há a questão do custo.

Nas últimas semanas, a Associação Brasileira dos Exportadores de Carne (Abiec) recebeu oito empresas de tecnologia de rastreabilidade, e espera iniciar a implantação de um sistema de rastreabilidade piloto até o final deste ano. "Se o programa piloto der certo, em três a quatro anos podemos implantar o sistema em todo o País", diz o presidente da Abiec, Roberto Gianetti da Fonseca. "Assinar uma moratória da carne hoje é demagogia. Só com a rastreabilidade teremos condição de garantir desmatamento zero."

terça-feira, 23 de junho de 2009

Ajuda muito quem não atrapalha

Por Fabiano Tito Rosa do site Scot Consultoria (www.scotconsultoria.com.br) em 22/06/2009:

"Não vou entrar nos méritos. Mas o fato é que as ações do Ministério Público e da Polícia Federal no Pará e Rondônia têm servido, ao menos, para “bagunçar” o mercado do boi gordo. Ninguém sabe de quem pode comprar e para quem pode vender, levando à retração do ritmo dos negócios e à desvalorização da arroba.

Ao final, todos os pecuaristas saem prejudicados. Sem exceção.

No decorrer do mês de junho (até dia 19) a Scot Consultoria registrou desvalorização de 0,9% para a arroba do boi gordo, considerando a média de 28 praças pesquisadas.

As maiores retrações foram registradas justamente no Pará: -5,6% em Marabá e -7,0% na região de Redenção.

Em Rondônia, onde o mercado se mostrava relativamente firme, o boi recuou dois dias seguidos (18 e 19), passando de R$70,00/@ para R$68,00/@. Isso graças à “Operação Abate”.

Estive na Feicorte na semana passada, em São Paulo, e o futuro da pecuária na Amazônia Legal era o tema que dominava todas as rodas de discussão.

Logística deficiente, invasões de terra, pressões sócio-ambientais, ações do Ministério Público, ações da Polícia Federal, corrupção deslavada, preconceito, desgaste de imagem... será que dá para continuar produzindo carne no Norte do Brasil?".

terça-feira, 26 de maio de 2009

Diminui reserva mundial de grãos

Pelo site Portal do Agronegócio (www.portaldoagronegocio.com.br)em 26/05/2009.

"No caso da soja, a elevação das cotações internacionais responde ao que os analistas chamam de choque de oferta. Há dois anos o mundo produz menos soja do que consome.
Em 2009, a recessão econômica vai reduzir em 3% a demanda pelo grão, mas a produção mundial, que já havia sido deficitária no ciclo anterior, vai cair 4%. Como resultado, os estoques mundiais do grão recuarão ao mais baixo nível dos últimos cinco anos no ciclo 2008/09.

"Mesmo que a safra 2009/10 seja cheia no mundo todo, ainda assim não será suficiente para recompor os estoques", calcula Pedro Collussi, analista da AgraFNP. O excedente mundial de soja, que chegou a ser superior a 60 milhões de toneladas em 2007, será de apenas 42,5 milhões de toneladas no ciclo 2008/09. A relação entre estoque e consumo, que alcançou confortáveis 28% há dois anos, despencou para 19% neste ano. Os dados são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)...".

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Alguém tem que perder

Pelos site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em 22/05/2009

"Minc busca apoio para se opor a ruralistas

A disputa em torno do Código Florestal continua acirrada e novas alianças começam a se formar. Acuado pela ação do forte lobby ruralista no Congresso, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, reagiu ontem às propostas de reforma do Código Florestal Brasileiro buscando o apoio de movimentos sociais de produtores familiares, assentados da reforma agrária, agricultores sem terra e ambientalistas.

Com este apoio Minc deve ter mais força nos debates e afirmou que a aliança com os produtores familiares seria estratégica para evitar uma "derrota histórica" nas discussões sobre a reforma do Código Florestal no Congresso. O avanço das teses ruralistas no Congresso preocupa os ambientalistas.

Para convencer os novos aliados, o ministro prometeu tratamento diferenciado aos agricultores familiares e afirmou que é possível estudar concessões como a recomposição de áreas de preservação permanente (APPs) com espécies nativas combinadas ao plantio de frutas e somadas as APPs com áreas de reserva legal, pagamento por serviços ambientais, regularização fundiária e a compensação de áreas degradadas com doações de áreas preservadas.

Também estão sendo discutidas medidas como permitir que pequenos produtores o cultivem regiões com declividade superior a 45 graus (topos de morro). "Tem que haver essa diferenciação da agricultura familiar e do agronegócio. Vamos manter e apoiar o Ministério do Meio Ambiente e derrubar as propostas dos ruralistas", disse a secretária de Meio Ambiente da Confederação dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), Rosecléia dos Santos.

Na reunião, Minc afirmou que o encontro era o início do "movimento de reação" contra as alterações propostas na medida provisória 459, que modifica a legislação ambiental. "Não queremos uma derrota honrosa", afirmou. "Vamos dar um tratamento diferenciado à produção familiar para fazer face ao rolo compressor dos ruralistas e terminar de vez com esse terrorismo que está sendo tocado em cima do pequeno agricultor, que acaba sendo arregimentado para interesses daquele que quer passar a motosserra e o trator em cima do que restou."

A matéria é de Mauro Zanatta, publicada no Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe Agripoint".

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Preço do boi gordo em queda

Pelo site Scot Consultoria (www.scotconsultoria.com.br) em 11/05/2009

Por Rafael Ribeiro de Lima Filho

"Os frigoríficos continuam pressionando negativamente os preços do boi gordo no Mato Grosso.

Na última semana, de acordo com levantamento da Scot Consultoria, a arroba caiu R$1,00 na região de Cuiabá e os negócios ocorreram, em geral, a R$71,00/@, a prazo, para descontar o funrural.

Com a melhor oferta de animais terminados nas últimas semanas, os frigoríficos alongaram as escalas de abates, que giram em torno de 5 a 6 dias . Entretanto, contando com preços menores, o pecuarista já começa a segurar o gado.

Na região de Cuiabá, o boi gordo acumula queda de quase 3% desde o início de maio, é a maior desvalorização no Estado".

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Abiec confirma que exportação para o Chile está liberada

Pelo site Beef Point (www.beefpoint.com.br) em 23/04/2009

"A exportação de carne bovina in natura e congelada do Brasil para o Chile está liberada a partir de hoje. A autorização foi dada ontem pelo governo chileno, conforme informações do diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Otávio Cançado. "O comércio de carne bovina com o Chile está liberado a partir de hoje", garantiu Cançado.

Ele explicou que 18 unidades de frigoríficos pleiteavam a liberação das exportações, das quais 16 tiveram o pedido atendido. Ainda não há, porém, detalhes sobre as plantas que foram aprovadas, nem sua localização. Cançado acrescentou que o objetivo agora é descobrir quais os critérios que levaram à desaprovação de duas unidades. "Mas acreditamos que isso pode ser revertido em breve, em questão de semanas, e todas as 18 unidades possam exportar para o Chile".

O diretor executivo acrescentou que o passo seguinte é retomar as vendas aos níveis de 2005, quando o comércio com aquele país foi fechado. Naquela época, o Chile deixou de reconhecer regiões do Brasil como livres de febre aftosa. Desde então, 36 unidades de frigoríficos ficaram impedidas de exportar carne bovina para aquele país. "Vamos trabalhar para que as 36 unidades voltem a exportar, pois todas têm o mesmo padrão de qualidade", garantiu.

Hoje o potencial de exportação de carne bovina para o Chile alcança cerca de 100 mil toneladas por ano, conforme cálculos da Abiec. O Brasil pode se tornar em breve o principal fornecedor de carne bovina para o Chile, tomando mercado de países como Argentina e Uruguai, que representam, respectivamente, 45% e 41% do volume importado.

Cançado criticou a demora na liberação das exportações pelo governo chileno. "Foram três anos para o reconhecimento do Brasil como área livre de aftosa e mais 4 meses para a habilitação das 16 unidades". "Outros países precisaram de 1 ano e meio entre o reconhecimento e as primeiras habilitações", concluiu.

As informações são da Agência Estado, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint".

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Paraná se destaca na prevenção da gripe aviária

Pelo site Portal do Agronegócio (www.portaldoagronegocio.com.br) em 21/04/2009:

"O Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso têm a melhor classificação entre os 22 estados brasileiros que participam do Plano Nacional de Prevenção à Influenza Aviária e Doença de Newcastle, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O resultado foi anunciado pelo secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Inácio Kroetz, nesta sexta-feira (17), em Curitiba/PR. Esta é a segunda auditoria para avaliar o desempenho dos estados no programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA). Segundo Kroetz, com o relatório da avaliação, o setor público e a iniciativa privada de cada um dos 22 estados poderão criar um novo plano de ação e adotar medidas corretivas para melhorar a capacidade de gerenciamento e reação, em caso de detecção de algum foco da doença. O secretário ressaltou que o relatório indica os pontos fortes e fracos da atividade em cada região, lembrando que a classificação é específica para regionalizar o risco, não considerando a qualidade do produto.

Segurança aos consumidores

De acordo com Inácio Kroetz, o Plano Nacional de Prevenção à Influenza Aviária e Doença de Newcastle tem como objetivo fortalecer a estrutura de defesa sanitária e dar garantias aos consumidores sobre a qualidade dos produtos avícolas. "Em termos de volume, o frango é a carne mais exportada pelo Brasil. Atualmente, o País responde por cerca de 30% de participação na produção e exportação de frango de corte no mundo", destacou. A criação desse sistema de classificação atendeu a uma reivindicação do setor produtivo, dentro do programa de regionalização da avicultura brasileira. "O plano verifica a capacidade de gerenciamento de risco no setor aviário e conta com a participação de 22 estados brasileiros para análise dos procedimentos de proteção do plantel avícola nessas localidades", finalizou Kroetz".